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Saúde / Transplante

Hospital em São Mateus faz captação múltipla de órgãos para transplante

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SAÚDE

Foram captados dois rins, fígado, coração e as duas córneas para o transplante

Foi realizada na última quinta-feira (20), no Hospital Estadual Regional Roberto Arnizaut Silvares (HRAS), na cidade de São Mateus, Norte capixaba, captação de múltiplos órgãos que beneficiou pacientes que estavam na fila de transplante no Espírito Santo. Isso vem mostrar que um paciente pode salvar várias vidas quando a doação de órgãos é feita, autorizada pela família.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), durante a operação foram captados dois rins, fígado, Coração e as duas córneas.

Até sexta-feira (21), segundo informações da Central Estadual de Transplantes (CET), sete pacientes aguardam uma doação de coração; 48 de fígado, 1.117 de rim, e 1.462 de córneas. 

Em 2025, o Estado teve 15 doadores efetivos de órgãos. Desses, três tiveram a captação realizada no Hospital Roberto Arnizaut Silvares.

A coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do HRAS, Romy Schneider, expressou a admiração pelos familiares que optam pela doação dos órgãos após a perda de um ente.

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É um processo emocionante, porque apesar de doloroso e delicado, desde o início da suspeita da morte cerebral até a confirmação, a família escolhe aliviar a dor de outro paciente. Então, tenho minha admiração para essas pessoas por tanta generosidade, declarou Romy.

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* Da Redação / Com informações da Comunicação da Sesa / Superintendência Regional Norte

* Foto: Reprodução / Sesa

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SAÚDE

Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer

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Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco

Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.

O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.

Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.

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No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.

– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.

Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.

IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID

A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.

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Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.

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  • FONTE: PlenoNews.
  • Foto destaque: Reprodução / Internet

 

 

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