Saúde / Prevenção
Campanha alerta sobre riscos de acidentes com produtos cáusticos, que atingem principalmente crianças
SAÚDE
Vitória / ES
A Secretaria da Saúde (Sesa), por meio do Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Espírito Santo (CIATox/ES), realizou neste sábado (11) uma ação educativa no Shopping Vitória, dentro da Campanha Nacional de Prevenção dos Acidentes Cáusticos 2025. A iniciativa é promovida pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), em parceria com o Núcleo Especial de Prevenção e Atenção às Intoxicações (NEPAINT/CIAtox/ES) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
O evento teve distribuição de materiais informativos do CIATox, peças lúdicas para crianças e orientações diretas ao público sobre os riscos do uso e armazenamento inadequado de produtos cáusticos como produtos de limpeza (alvejantes, desentupidores de pia, saneantes), cosméticos (como alisantes capilares com amônia), produtos químicos industriais (baterias de disco, frequentemente presentes em brinquedos e equipamentos eletrônicos).
De acordo com dados do CIAtox/ES, 1.221 casos de acidentes cáusticos foram registrados em 2024 no Espírito Santo. Mais da metade das ocorrências (50,4%) envolvem crianças de 1 a 4 anos, e a Grande Vitória concentra 64,6% dos casos.
“Os acidentes com produtos cáusticos são silenciosos, mas devastadores. Uma simples distração pode causar queimaduras graves e sequelas permanentes. Por isso, precisamos insistir na prevenção e na informação”, destaca a coordenadora do CIAtox/ES, Joanina Bicalho Valli.
“A campanha busca sensibilizar famílias e cuidadores, mostrando que atitudes simples, como guardar produtos de limpeza fora do alcance das crianças, podem salvar vidas. Vamos ainda divulgar o serviço do CIAtox/ES,m que oferece orientação gratuita e 24 horas por meio do telefone 0800 283 9904, para casos de intoxicação ou dúvidas sobre exposição a substâncias químicas”, reforça a especialista.
____________________________________
* Fonte: Sesa / Assessoria de Comunicação
*Foto/Destaque: Reprodução / Redes Sociais
SAÚDE
Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer
Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco
Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.
O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.
Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.
Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.
No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.
A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.
– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.
Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.
IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID
A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.
Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.
——————————————————-
- FONTE: PlenoNews.
- Foto destaque: Reprodução / Internet
-
CIDADES6 dias atrásVitória vai criar nova via de ligação entre Praia do Canto e Santa Lúcia
-
Economia6 dias atrásExpo Gengibre 2026 movimenta Santa Leopoldina a partir de sexta-feira (15) com entrada gratuita, shows, gastronomia e negócios
-
BRASIL5 dias atrásMotta acelera PEC da escala 6×1 após acordo com o Planalto
-
Brasil / Economia6 dias atrásBrasil reage e tenta derrubar veto da União Europeia à carne nacional
-
CULTURA & ENTRETENIMENTO5 dias atrásCineclube El Caracol promove sessão de cinema no Viaduto Caramuru
-
Regional3 dias atrásPolítica Leopoldinense: A relação Legislativo e Executivo mudou?
-
Economia3 dias atrásEmprestar conta bancária ou chave Pix pode dar até 8 anos de prisão
-
ESPORTES5 dias atrásCorrida Da Madalena à Penha será domingo em homenagem aos 491 anos de Vila Velha