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Política / Esse é o cara!

Minha credencial: André Brandino, cidadão capixaba e vereador de Vitória

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Por Paulo Borges

Engana-se quem pensa que a vereança é o primeiro degrau para dar início a uma trajetória político-partidária. Para alguns, essa pode ser uma verdade, mas tudo começa nas comunidades, participando de ações sociais, compartilhando vitórias, se solidarizando com as pessoas em suas demandas e mostrando capacidade de agir voluntariamente em benefício do bem-estar coletivo. Logo se faz necessário ampliar essa atuação para efetivar e atender demandas da sociedade, daí o caminho –incentivado por muitos – a pleitear um mandato político na Câmara Municipal. Uma vez eleito o poder de contribuir com a sua comunidade, a sua cidade é bem maior, pois os mecanismos são mais eficazes.

Em Vitória existem parlamentares do município que têm essa história, de construção de sua entrada na política. Vamos dar como exemplo o vereador André Brandino (PSC). Entrou para a política depois de muitos serviços prestados, voluntariamente, à sua comunidade e outras da Grande São Pedro. Aliás, ele foi morar em São Pedro desde os primeiros dias de vida, vindo de Rio Bananal, sua terra natal.

Vale lembrar que naquela ocasião, o bairro São Pedro era sinônimo de pobreza, muitos dos seus moradores viviam em palafitas que precisavam de “passarelas” de madeira para adentrarem às suas casas. Uma condição difícil, proliferação de doenças dentre tantas dificuldades.

O hoje vereador, André Brandino vivenciou toda essa precariedade, pois filho de família pobre, porém, de gente honesta, trabalhadora e empreendedora, logo o pai (falecido dias atrás) se empenhou em cuidar com dignidade da família, abrindo uma pequena marcenaria onde colocou seus filhos para ajudá-lo. Nessa época, André, com 13 anos, o mais velho dos quatro irmãos, passou a trabalhar e, principalmente, aprender um ofício, construindo móveis. Como direcionamento de vida, os conselhos do pai: ser honesto, ter fé em Deus e ter o trabalho como motivador de prosperidade e dignidade. Afinal, os antigos sempre nos falavam: o trabalho dignifica o homem. Tendo o trabalho como propulsor de prosperidade, abriu um pequeno negócio no ramo de reciclagem ainda garoto, com ajuda do pai. Passou a ajudar as pessoas, fabricando carrinhos para coleta de materiais recicláveis como forma de ajudar as pessoas que poderiam ter mais uma alternativa como fonte de renda, uma vez que emprego era sempre muito difícil.

A gente cresce, aprende, observa e entra para a vida adulta em plenitude. Se tiver o dom de servir, com certeza vai se incomodar em ver tantas demandas que o poder público não resolve e por isso, se prontifica para lutar pelas melhorias da sua comunidade. Muitos pedidos, inúmeras demandas e as promessas de políticos não cumpridas. Pela sua postura proativa em benefício dos moradores e do bairro, André logo foi alçado a líder vindo a ser vice e depois presidente de associação de moradores. Virou até membro do Conselho Municipal da cidade como vice-presidente. Isso o levou a se engajar em projetos sociais.

Um dos fatores que o impulsionou a entrar para a política foi a indiferença do poder público em não atender uma demanda relacionada a uma área em que trazia problemas até mesmo a saúde. Acabou por ter sido vítima desse descaso e foi incentivado a disputar a eleição de 2020 para vereador. Uma vez eleito, era chegada a hora de continuar com mais força e garra o seu trabalho de cidadão e liderança comunitária.

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O mandato

Para ele, uma das maiores dificuldades do mandato é sobre a função do vereador. Acredita que ainda há muita desinformação sobre as atribuições e prerrogativas do legislador. A função é fiscalizar o executivo e legislar.

“Diante das dificuldades sociais e do assistencialismo, cobra-se muito do vereador questões que não são obrigações dele”, disse. “Eu, por exemplo, recebo muito pedido de emprego e não negamos a ajudar, pedindo para conhecidos que possam estar empregando e, quando não conseguimos atender tantos pedidos, alguns pensam que é má vontade, que não estamos cumprindo nosso dever, apesar de não ser atribuição do vereador”, explica Brandino. “A gente faz por questão humanitária, abrir portas. Essa é uma das dificuldades que eu vejo no exercício do mandato”.

Em sua atuação, tem dado mais ênfase ao atendimento da região de São Pedro por morar e conhecer o bairro, mas estou sempre disponível a defender os interesses de outros bairros quando solicitada a minha ajuda”. Ele destaca que atuou na questão da pesca e dos que tem essa atividade como profissão e fonte de renda. Havia protocolado um projeto para revogar a lei vigente naquela ocasião que veio a fortalecer os pescadores, dando ênfase a situação desses profissionais, praticamente obrigando a municipalidade a elaborar um novo projeto que aprovamos, foi sancionado e virou lei. Esse novo projeto parcialmente resolveu o problema, pois já foi o início de se chegar ao ideal. “Os pescadores não podem ser tratados como bandidos, degradadores do ecossistema e por isso é importante regulamentar, de maneira justa essa atividade profissional para todos”, disse o vereador na defesa dessa categoria.

Outra bandeira do seu mandato são os agentes de saúde e tem defendido a causa dessa categoria. Mas, “o meu mandato tem como prioridade o trabalho em projetos sociais, mesmo antes de ser político, desde 2010, estou engajado nessas ações sociais”. No seguimento do esporte tem estado presente, “independentemente de ser político e – agora – com mandato “conseguimos fortalecer muito mais o nosso apoio”.

Sobre o seu futuro na política, por enquanto, é exercer seu mandato com dignidade para depois ser avaliado pelos eleitores numa candidatura à reeleição. Depois, uma candidatura, em 2026 a deputado, o que ainda é prematura para o momento, mas se houver algum nome que possa me apoiar na próxima eleição, posso vir a assumir o compromisso de apoiá-lo em 2026. “Tudo vai depender do meu desempenho eleitoral ano que vem e se não tiver nenhuma candidatura eu posso estar pensando em disputar à Assembleia Legislativa”, disse Brandino consciente do cenário político de hoje e do futuro que venha a se apresentar.

Com relação ao número de cadeiras na Câmara de Vitória que se aventou em voltar para 21 ele foi contra. Acredita que a população da capital está bem representada com o número atual de cadeiras no Legislativo. Destaca um fato interessante, pois com 21 havia apenas uma mulher eleita e com 15 foram eleitas duas mulheres para a vereança.

Ele acredita que o desgaste do político perante o eleitorado é o que tem acontecido e o que a mídia tem divulgado. “Isso não seria motivo para se decepcionar com a política, ao contrário, nos motiva a colaborar na melhoria da atuação, postura e compromisso do político com a ética, a moral e o respeito ao voto a ele conferido pelo eleitor”.

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Projetos

Os projetos e indicações apresentados são importantes, mas o vereador André Brandino destaca um deles que é o sobre a esporatricose. É uma micose subcutânea que surge quando o fungo do gênero Sporothrix entra no organismo, por meio de uma ferida na pele. A doença pode afetar tanto humanos quanto animais, visto muito nos gatos e algumas pessoas conhecem como doença de jardineiro. Se o animal tiver um sangramento e arranhar as pessoas pode transmitir.

“Às vezes falta comunicação e informação entre os órgãos responsáveis para saber e lidar com a situação e então, preocupado com isso fizemos um projeto de lei obrigando que criasse um canal, mas infelizmente o prefeito não o sancionou por entender que não cabe ao Legislativo imputar responsabilidade ao Executivo”, disse. “Mas, serviu para acender uma luz, chamando atenção de pessoas para o problema, que com essas informações podem se tratar e cuidar porque a esporatricose tem cura”, completou.

Outro projeto destacado pelo parlamentar é o Reciclando Ideias, “que consiste em levar às escolas, fomentar nos estabelecimentos escolares a importância da reciclagem, a destinação correta do lixo, do resíduo sólido”. Para ele, em Vitória pouco se é reciclado e muito é descartado de forma irregular, inclusive depois da passagem do caminhão coletor, assim como em locais impróprios”. Lembra que “esse projeto foi aprovado, sancionado e está em vigor”.

E atualmente, com relação a um projeto aprovado em 2016 e sancionado em 2017 que deixou os pescadores artesanais passando por dificuldades, já protocolei um projeto de lei para revogá-lo”.

Outros projetos, indicações e atividades pertinentes ao mandato são elaborados, até porque para os vereadores, assim como para André Brandino, é o tipo de parlamentar que está mais próximo da população e conhece as suas mazelas. Estão 24 horas atentos as demandas das suas comunidades e do município em geral.

Seus redutos

Todo vereador atua em todo o município de Vitória, mas todos têm o seu reduto de atuação por estar mais inserido naquelas comunidades. O vereador André Brandino tem a consciência desse papel do legislador, mas tem uma atuação mais presente na Grande São Pedro, que reúnem cerca de 10 bairros, de Resistência até Comduza.

“São muitas pautas e o vereador não dá conta de toda a cidade. Os 90% dos votos que recebi são praticamente da Grande São Pedro, mas quando somos solicitados para ajudar em demandas de outras regiões estou sempre disponível”, disponibilizou André Brandino.

Relação com o Executivo

Ser da base governista não é ser submisso às vontades do gestor municipal. E é assim que age na sua relação com a Prefeitura. “É um relacionamento republicano, de respeito, tenho certa sintonia e questiono aquilo que não estou de acordo com o Executivo, mas posso, de certa forma, me considerar como da base do governo”.

Ainda dentro desse pensamento foi contra o aumento do salário dos vereadores e isso estava de acordo com a decisão do prefeito, que o vetou. “É um exagero um aumento de 97%, mas reconheço que o salário do vereador de Vitória está abaixo dos demais municípios, o que não quer dizer que o salário atual não seja o suficiente para tocar o mandato”, afirmou.

 

 

 

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Morre Glória Menezes, atriz pioneira com mais de 60 anos de carreira

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A artista faleceu aos 91 anos no Rio de Janeiro

A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), aos 91 anos, em sua casa no Rio de Janeiro, de causas naturais. A assessoria de imprensa da artista confirmou a informação ao EXTRA. A artista foi protagonista de dezenas de novelas desde os primórdios da televisão no Brasil. Glória marcou época e era adorada pelo público e pela crítica, seja por seus papéis no teatro, televisão ou cinema. Só na Globo, ela atuou em mais de 40 telenovelas.

Glória Menezes nasceu no dia 19 de outubro de 1934, em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Seu nome de registro era Nilcedes Soares de Magalhães, uma junção das letras de Nilo e Mercedes, seus pais.

“Eu tive que trocar. Resolvemos botar Glória, porque Glória é Glória em qualquer idioma. E Menezes, por causa das minhas raízes portuguesas e porque completa treze letras. Dá sorte”, conta.

Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos | CNN Brasil

A atriz fez a carreira em São Paulo, cidade para onde se mudou com a família aos 6 anos. Ao concluir seus estudos, a menina apaixonada por teatro ingressou na Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo (USP). Lá, montou um grupo de teatro amador chamado Jovens Independentes, que tomou todo o seu tempo. Então, largou a faculdade e, logo em seu primeiro espetáculo, em 1959, ganhou o prêmio de Atriz Revelação num festival de teatro amador promovido pelo diretor Antunes Filho. Depois disso, sua ascensão ao estrelato foi meteórica.

No mesmo ano, estreou na TV, na novela “Um Lugar ao Sol” (1959), com a qual também foi premiada. Logo depois, Antunes a convidou para encenar a peça “Feiticeiras de Salém”, um marco em sua carreira. Além do espetáculo ter lhe rendido outro prêmio de Atriz Revelação, foi nos bastidores dele em que Glória conheceu seu parceiro para toda a vida, Tarcísio Meira.

Impressionado com a atuação de Glória no teatro, o cineasta Anselmo Duarte a convidou para trabalhar em “O Pagador de Promessas”, rodado em 1960. O filme estreou em 1962 no Festival de Cannes e ganhou a Palma de Ouro.

Glória Menezes recebe alta após internação com Covid-19 | VEJA

No ano seguinte, a estrela protagonizou, ao lado de Tarcísio Meira, a primeira novela diária da TV brasileira: “25499 Ocupado”, transmitida ao vivo pela Excelsior. Durante a novela, os atores — que já tinham contracenado na radionovela da TV Tupi “Uma Pires Camargo” (1961) — iniciaram um romance e, em seguida, se casaram. Desde então, o casal se tornou um ícone da televisão nacional. Ainda com Tarcísio, nesse período, estrelou na mesma emissora novelas como “A Deusa Vencida” (1965) e “Almas de Pedra” (1966), de Ivani Ribeiro.

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O casal foi para a Globo em 1967, para protagonizar “Sangue e Areia” (1967), de Janete Clair, e estrearam em grande estilo. Em seguida, a atriz esteve em “Passos dos Ventos” (1968), fazendo par romântico com o ator Carlos Alberto, enquanto Tarcísio atuava em “A Gata de Vison” (1968), ao lado de Yoná Magalhães. O espectador exigiu, e Glória voltou a atuar ao lado de Tarcísio em “Rosa Rebelde” (1969), também de Janete Clair.

Em 1970, o casal fez outra novela da autora, “Irmãos Coragem”, um sucesso até então sem precedentes na TV brasileira. Nela, Glória interpretou uma mulher atormentada por três personalidades distintas: a recatada Lara, a extravagante Diana, e Márcia, a mais equilibrada. O sucesso do casal se repetiu em “O Homem que Deve Morrer” (1971), também de Janete Clair; “Cavalo de Aço” (1973), de Walther Negrão; e em “O Semideus” (1974), outra de Janete.

Em 1975, Glória participou da novela “O Grito” (1975), de Jorge Andrade, em que viveu a angustiada mãe de uma criança com problemas mentais. A parceria com Tarcísio Meira foi retomada dois anos depois, em “Espelho Mágico” (1977), de Lauro César Muniz, um marco em termos de experimentação de dramaturgia para televisão: a dupla interpretava um casal de atores que estava gravando outra novela. Ainda na década de 1970, a atriz participou de três episódios do programa “Caso Especial: O Crime do Silêncio” (1971), “Meu Primeiro Baile” (1972) — primeiro programa integralmente exibido em cores na TV brasileira — e “A Dama das Camélias” (1972), estreia do autor Gilberto Braga na TV Globo.

Juntos, Tarcísio e Glória protagonizaram diversos programas, incluindo um seriado dedicado a eles: “Tarcísio & Glória”, com direção de Daniel Filho, uma trama ficcional que narrava o relacionamento entre um empresário corrupto e uma extraterrestre.

Em 1979, Glória interpretou uma heroína popular que marcou uma virada em sua carreira: a Ana Preta, de “Pai Herói”, novela de Janete Clair. Dona de uma casa de samba, Ana Preta vivia um triângulo amoroso com os personagens de Tony Ramos e Elizabeth Savala.

Em seguida, participou das novelas “Jogo da Vida” (1981) e “Guerra dos Sexos” (1983), de Silvio de Abreu. Na última, mesmo contracenando com o personagem Tarcísio Meira, terminava a novela com o motorista Nando, papel de Mário Gomes.

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Depois de “Tarcísio & Glória”, a atriz trabalhou em uma série de novelas de Silvio de Abreu. Em “Rainha da Sucata” (1990), viveu a socialite falida Laurinha Figueroa, casada com Betinho (Paulo Gracindo). A personagem, uma vilã cômica, foi a primeira a aparecer cometendo suicídio em uma novela.

Glória voltou a trabalhar com Tarcísio em “Torre de Babel” (1998). Na trama de Sílvio de Abreu, ela viveu Marta Toledo, uma dona de casa rica que percebe que seu casamento não vai bem e precisa viver uma nova aventura de amor.

Em “Páginas da Vida” (2006), de Manoel Carlos, e “A Favorita” (2008), de João Emanuel Carneiro, voltou a contracenar com o marido. Na primeira, sua personagem Lalinha emocionou a todos. Mãe de seis filhos com o marido Tide (Tarcísio), ela morre logo nos primeiros capítulos com o desejo de criar uma casa de cultura, o que se torna a principal missão da família. Glória se lembra com prazer da participação.

O último trabalho de Glória nas telinhas foi como a socialite Stelinha, em “Totalmente Demais”, que foi reprisada em 2020. No mesmo ano, ela e o marido apareceram no especial inédito “Os Casais que Amamos”, do Viva. O programa revisitou as novelas que fizeram parte da trajetória dos atores.

Em 2020, os atores se afastaram das telas, quando não tiveram o contrato renovado com a TV Globo, deixando a emissora depois de 53 anos de casa. No ano seguinte, Tarcísio morreu aos 85 anos, vítima de Covid-19. Ele estava internado no hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, em tratamento contra a doença.

Em 2025, Glória foi uma das homenageadas pela série “Tributo”, exibida na Globo e no Globoplay. Com imagens de arquivo e depoimentos de artistas como Tony Ramos, Claudia Raia e Sandra Annenberg, o programa mostrou a trajetória da atriz pioneira e um dos nomes mais marcantes da história da televisão brasileira.

Na última quarta (12), a atriz foi homenageada na Calçada da Fama dos Estúdios Globo, em Curicica, na Zona Sudoeste do Rio. Na ocasião, o filho da atriz, Tarcisio Filho, representou a mãe no evento.

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  • Matéria do Extra (RJ) – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / TV Globo
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