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Saúde / Parceria

Pacientes do Santa Rita terão acesso a tratamento contra câncer de hospital referência no Brasil

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Medicina & Saúde

Parceria firmada com o A.C.Camargo Cancer Center vai proporcionar troca de experiências entre os profissionais e aperfeiçoar o tratamento dos pacientes

O Hospital Santa Rita, maior complexo oncológico do Espírito Santo, firmou uma parceria inédita com o A.C.Camargo Cancer Center, referência de tratamento contra o câncer no Brasil. 

A proposta é aprimorar o atendimento aos pacientes e impulsionar os avanços na área de saúde oncológica.

A iniciativa visa expandir o compartilhamento de protocolos clínicos, conhecimento e encaminhamento de pacientes entre as duas unidades hospitalares. A cooperação será assinada nesta quinta-feira (03).

Com a aproximação, os pacientes do Hospital Santa Rita poderão contar com os mais diversos serviços oferecidos pelo A.C.Camargo, como anatomia patológica (IHQ/Genômica), farmácia clínica com quimioterapias diluídas e oncologia preventiva.

Para o CEO do A.C.Camargo Cancer Center, Victor Piana de Andrade, a parceria visa fortalecer o tratamento oncológico nas duas unidades hospitalares, por meio da cooperação tecnológica e da experiência dos profissionais envolvidos.

“O A.C.Camargo e o Santa Rita possuem desenhos institucionais muito similares. Temos uma parte social muito grande, atendemos todos os públicos, somos apaixonados pela causa do câncer e o que ele precisar, em todas as fases estamos lá. É uma atuação bastante ampla. Esperamos ter pontes múltiplas entre as instituições. É importante ter este alinhamento dos conselhos, dos executivos, do corpo clínico. Isso vai fortalecendo as pontes”, afirmou.

A parceria entre os hospitais ainda visam a transferência de conhecimento, a capacitação pessoal, criação de protocolos e realizar as possíveis evoluções. 

“O A.C.Camargo também tem muito a aprender com o Santa Rita”, completou Andrade.

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Marilucia Dalla, presidente da Afecc-Hospital Santa Rita, enfatiza que o tratamento oncológico dos dois hospitais serão oferecidos tanto aos pacientes capixabas, quanto aos de São Paulo, se houver necessidade, de acordo com o caso.

“Todo e qualquer tipo de tumor que já é tratado no A.C.Camargo nós vamos poder atender, aqui ou indicando o paciente ao A.C.Camargo”, disse.

Ela ainda enfatiza que esse acordo de cooperação representa um avanço significativo no comprometimento de ambos os hospitais com a qualidade dos serviços prestados à população. 

“Na verdade, nós estamos preocupados com a vida. Não é com a doença. Todo nosso movimento é para levar saúde para o paciente. Queremos fazer o paciente voltar a ser produtivo após o câncer, com a família, com o mercado”, completa.

Para Eduardo Ribeiro, diretor de novos negócios do A.C.Camargo Cancer Center, a parceria vai além das relações comerciais, trazendo benefícios que impactarão a sustentabilidade das instituições e, sobretudo, o acesso à saúde oncológica para a população.

“Os diferentes projetos contidos nessa iniciativa trarão como consequência não só a sustentabilidade das instituições, mas também a ampliação do acesso à saúde oncológica da população”.

O anúncio oficial da parceria será feito durante o evento em Vitória, com a presença dos principais executivos do Hospital Santa Rita e do A.C.Camargo Cancer Center, além de convidados ligados à parceria. 

Essa iniciativa promete marcar um novo momento na luta contra o câncer, oferecendo aos pacientes uma abordagem ainda mais abrangente e avançada no tratamento dessa doença tão complexa.

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De acordo com os diretores, um dos principais tratamentos a serem realizados será o diagnóstico genômico, que requer vários equipamentos de ponta já presentes no A.C.Camargo, mas que ainda não existem no Santa Rita.

“Não faz sentido o Santa Rita comprar todos os equipamentos neste momento. Não há necessidade. Podemos pegar as amostras dos tumores daqui, levar para São Paulo e fazer os testes e enviar os resultados para cá. No entanto, se entendermos que o volume de casos requer uma estrutura local, vamos ajudar a implementar essa estrutura aqui. Isso vale para todos os diagnósticos”, afirmou o CEO.

Sobre o A.C.Camargo Cancer Center

Há 70 anos, médicos e cientistas atuam em conjunto no A.C.Camargo Cancer Center para o desenvolvimento de pesquisas e tratamentos que beneficiam pacientes no Brasil e no mundo. Ao todo, são mais de 5 mil profissionais engajados e especializados em cuidar da saúde oncológica da população.

Na área de ensino, a instituição conta com um robusto programa de residência médica e multiprofissional, além de um programa de pós-graduação stricto sensu, reconhecido como excelente pela Capes (avaliação nota 6 de 7). 

Em seu corpo clínico, a instituição possui alguns dos principais autores científicos do mundo em oncologia, além de publicar o “Observatório do Câncer”, estudo inédito que reuniu dados de 98 mil pacientes oncológicos atendidos no A.C.Camargo nos últimos 20 anos.

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* Conteúdo Folha Vitória – Iures Wagmaker / Foto: Divulgação

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Medicina & Saúde

Canetas emagrecedoras: pediatras alertam para risco de uso em crianças

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Uso inadequado pode aumentar gravidade de eventos adversos

Por Paula Laboissiére* | Brasília (DF)

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes.

Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula.

“O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade.

A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2.

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“Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado.

Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família.

“A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso.

“Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.

Eventos adversos

A entidade reforça que os eventos adversos mais comuns desse tipo de medicamento são gastrointestinais e tendem a ocorrer principalmente durante o escalonamento da dose. São eles:

– náuseas;

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– vômitos;

– refluxo;

– azia;

– diarreia;

– constipação.

A perda de massa magra também é apontada pelos pediatras como risco – a nota recomenda acompanhamento médico para ajuste da conduta diante de intolerância. Entre os eventos classificados como potencialmente graves estão pancreatite, hipoglicemia e colelitíase.

“A evidência científica disponível demonstra eficácia e segurança desses medicamentos em adolescentes quando utilizados dentro dos critérios estudados e associados às intervenções sobre estilo de vida. O problema que temos observado atualmente, principalmente nas redes sociais, não está no medicamento em si, mas na banalização”, destacou o documento.

Contraindicações

A SBP alerta que as canetas emagrecedoras são contraindicadas para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a componentes da formulação; para gestantes e lactantes; e para pacientes com história pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2.

“O relato de pancreatite prévia é considerado uma contraindicação relativa e requer avaliação médica individualizada”, concluiu a entidade.

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  • Matéria da Agência Brasil – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Receita Federal
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