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Justiça em Ação

Justiça obriga Unimed a manter serviços em hospitais da Rede Meridional

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Medicina & Saúde

A decisão foi publicada pelo juiz Maurício Camata Rangel. O descumprimento da medida acarretará em multa diária de R$ 10 mil por parte da cooperativa

Vitória / ES

A 4ª Vara Cível de Vitória determinou que a Unimed Vitória não poderá realizar o descredenciamento de serviços oncologia, maternidade e hemodinâmica prestados pela Rede Meridional, grupo pertencente à Kora Saúde. 

O anúncio do descredenciamento dos serviços ocorreu em maio deste ano e a mudança aconteceria a partir deste sábado (6).

À época do anúncio, a cooperativa de saúde informou que se tratava de um “redimensionamento de sua rede prestadora” dentro de um processo de “aprimoramento dos serviços”. A ideia é fortalecer a marca valorizando as unidades próprias da cooperativa.

A decisão foi proferida pelo juiz Maurício Camata Rangel. O descumprimento da medida acarretará em multa diária de R$ 10 mil por parte da Unimed Vitória, conforme determinado pelo magistrado. 

O juiz determina a suspensão dos descredenciamentos promovidos pela cooperativa, assim como restabelecimento imediato dos atendimentos e serviços. 

Na determinação, o juiz é favorável aos argumentos da equipe da Meridional e regulamenta que os serviços devem ser mantidos por conta do princípio do equilíbrio econômico-financeiro. 

“Não podem ser abstraídos os vultosos investimentos (cerca de R$ 167.567.613,00), revelando-se a medida atentatória ao princípio do equilíbrio econômico-financeiro, presente em qualquer contrato dessa natureza, impondo-se a continuidade da prestação dos serviços essenciais prestados”, afirma o magistrado na decisão. 

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Além disso, de acordo com a decisão do juiz, o descredenciamento afetaria diretamente diversos usuários do plano e seu direito à saúde. 

“Paralelamente, apresenta-se manifesto o periculum in mora, tendo em vista que o descredenciamento pretendido afetará de modo o direito à saúde de vários usuários do plano, cuja proteção tem assento constitucional”. 

Por nota, a Rede Meridional informou que está aberta a negociação com a Unimed Vitória para a manutenção do contrato vigente. 

“A Rede Meridional informa que está aberta a negociação com a Unimed Vitória para a manutenção do contrato vigente, para que assim possa garantir aos beneficiários do plano de saúde, mais opções e o direito de escolha no atendimento aos serviços de oncologia, obstetrícia, diagnóstico por imagem e hemodinâmica. Enfatiza que, qualquer alteração contratual, especialmente exclusões ou descredenciamentos parciais de serviços, dependem de um acordo bilateral com a concordância de ambas as partes, formalizada através de um aditivo contratual. Reafirma, ainda, que o seu compromisso é na prestação de um serviço à saúde humanizado, com qualidade, resolutividade e alta tecnologia.”

Serviços restabelecidos

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– Oncologia (eletivo e internados) e hemodinâmica (eletivo) no Hospital Meridional Cariacica (HMC);
– Oncologia (internados) e hemodinâmica (eletivo) no Hospital Meridional Serra (HMS); 
– Pronto-socorro ginecológico e obstétrico, procedimentos cirúrgicos da obstetrícia/partos (urgência e eletivo), UTI Neonatal e serviços de diagnóstico por imagem (eletivo)no Hospital Meridional Vitória (Maternidade Santa Úrsula/MSU);
– Diagnóstico por imagem (eletivo) no (Hospital São Luiz (HSL); e diagnóstico por imagem (eletivo) no Hospital Praia da Costa (HPC). 

O que diz a Unimed

Também por meio de nota, a Unimed Vitória informou que recebeu a intimação da liminar e está avaliando os fatos e documentos em razão de o processo estar em segredo de justiça. 

“A Unimed Vitória informa que recebeu a intimação da liminar e está avaliando os fatos e documentos devido ao processo estar em segredo de justiça. A cooperativa esclarece que não houve “descredenciamento dos hospitais”, mas sim a exclusão de alguns serviços pontuais, mantendo-se os contratos com a Rede Meridional. A decisão visa melhorar o atendimento aos beneficiários e assegurar a sustentabilidade da cooperativa”, informou a cooperativa. 

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* Fonte: Portal Folha Vitória

* Foto: Divulgação / Grupo Meridional

 

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Medicina & Saúde

Salsicha é realmente o pior alimento do mundo? Entenda o que a ciência diz

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Conservantes podem gerar substâncias nocivas.

Por Gabriele Ferreira*

A salsicha, assim como outros embutidos, costuma ser classificada por órgãos de saúde como um alimento ultraprocessado associado a riscos aumentados de doenças, principalmente quando consumido com frequência. A Organização Mundial da Saúde, por meio da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, inclui carnes processadas como salsicha, bacon e presunto no grupo de substâncias com evidência de relação com o câncer em humanos, especialmente o colorretal.

O que são alimentos embutidos? - Blog da Lu - Magazine Luiza

Segundo essas avaliações científicas, o problema não está em consumir o alimento ocasionalmente, mas no consumo frequente e em grandes quantidades. Estudos apontam que o processamento da carne — como cura, defumação e uso de conservantes como nitritos — pode gerar compostos químicos que, ao longo do tempo, aumentam o risco de danos celulares no organismo.

Além do possível risco cancerígeno, a salsicha também é frequentemente criticada por seu perfil nutricional: alto teor de sódio, gordura saturada e aditivos, com baixo valor de fibras e nutrientes essenciais. Por isso, especialistas em saúde pública costumam recomendar que esses produtos sejam consumidos apenas de forma eventual, dentro de uma alimentação equilibrada baseada em alimentos in natura ou minimamente processados.

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*MSN – Conteúdo

*Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais

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