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Saúde / Premiação

Vacinação em Vitória é premiada em evento nacional

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SAÚDE

O município de Vitória segue em destaque no que tange a imunização da população. A capital foi premiada no XXXVII Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde como a melhor experiência do Estado do Espírito Santo dentre as estratégias de fortalecimento das ações de imunização nos territórios municipais. A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Tatiane Comério, apresentou o planejamento “Vacinação em Dia! Estratégias para Recuperação das Coberturas Vacinais no Município de Vitória -ES”, durante a Oficina Nacional do Projeto ImunizaSUS.

Para a secretária de Saúde de Vitória (Semus), Magda Lamborghini, esse reconhecimento é resultado de um trabalho coletivo, realizado por profissionais qualificados e dedicados ao munícipe. “Parabenizamos os servidores da Secretaria de Saúde de Vitória envolvidos diretamente na imunização pelo grande esforço, pela grande dedicação e pelo grande empenho. Esse reconhecimento é resultado da contribuição direta desses profissionais. Parabéns a todos que contribuem para que a Saúde do município de Vitória se torne cada vez mais efetiva e eficaz, priorizando o cuidado da qualidade de vida dos nossos moradores. Que tenhamos cada vez mais êxito em nossas atividades realizadas na saúde do município”, disse.

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 “Foi uma alegria representar todos os que fazem a vacinação acontecer no SUS em Vitória. O reconhecimento é sempre importante, pois nos dá mais estímulo para seguirmos rumo ao objetivo maior que é atingir todas as coberturas preconizadas pelo Ministério da Saúde e protegermos nossa população das doenças imunopreveníveis”, declarou Tatiane Comério.

Estratégias de estímulo à vacinação

Durante o evento nacional, Tatiane Comério apresentou as principais ações desenvolvidas em Vitória para recuperar as coberturas vacinais. Algumas delas foram:

  • Ampliação das equipes que atuam nas salas de vacina e equipe técnica da Central da Armazenamento de Imunobiológicos e Programa Municipal de Imunizações;
  • Trabalho de conscientização nas escolas municipais, com equipes de saúde dos territórios, para incentivar a imunização e combater a desinformação sobre as vacinas;
  • Ampliação da oferta de vacinação, estendendo o horário das salas de vacina nas unidades de saúde, além da abertura desses equipamentos de saúde para vacinação aos finais de semana e feriados;
  • Vacinação extramuro em escolas, praças da cidade, igrejas, hospitais, shoppings, parcerias com outras secretarias municipais e lideranças comunitárias, ofertando as vacinas de campanha e de rotina para crianças, adolescentes, adultos e idosos;
  • Aquisição de câmaras de vacina e freezers com a finalidade de ampliar a capacidade instalada de armazenamento de vacinas e insumos;
  • Aquisição de diversos equipamentos importantes para garantir qualidade e agilidade na inserção de dados sobre a vacinação, a saber: computadores e impressoras para todas as salas de vacina da rede municipal, aquisição de equipamentos complementares para o parque tecnológico, como: notebookstablets4G e modem 4G.
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* PMV – Conteúdo – Giovana Rebuli Santos / Foto: Divulgação

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SAÚDE

Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer

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Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco

Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.

O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.

Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.

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No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.

– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.

Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.

IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID

A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.

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Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.

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  • FONTE: PlenoNews.
  • Foto destaque: Reprodução / Internet

 

 

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