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Saúde

Ambulatório da Dor vai atender 100 pacientes com dor crônica devido a fibromialgia ou artrose

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SAÚDE

Por Jucilene Borges*

Vitória / ES

A partir de agora, o Ambulatório da Dor Crônica de Vitória, o primeiro do Estado, passa a atender 100 pessoas que vivem com dor crônica devido à fibromialgia ou à osteoartrite (popularmente conhecida como artrose). O Acolhimento aos novos pacientes ocorreu nesta quinta-feira (12), no auditório da Prefeitura de Vitória.

Para a secretária de Saúde de Vitória, Magda Lamborghini, o Ambulatório da Dor Crônica é um exemplo do compromisso da gestão com o bem-estar e a qualidade de vida dos moradores do município.

“Estamos ampliando em 566% a nossa oferta, passando de um grupo de 15 pessoas para 100 pessoas. Esperamos, com esse novo serviço, que os pacientes atendidos tenham mais qualidade de vida e exerçam de forma plena seus papéis na comunidade, na família e no trabalho”,
disse a secretária de Saúde de Vitória, Magda Lamborghini.

No Ambulatório, localizado no Centro Municipal de Especialidades de Vitória (CME), as pessoas serão atendidas por uma equipe multiprofissional, composta por enfermeiro, fisioterapeuta, médico e psicólogo.

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O acesso ao Ambulatório da Dor Crônica acontece mediante encaminhamento feito por reumatologistas ou ortopedistas do CME Vitória.

“O Ambulatório prevê tratamento sistematizado para 100 pacientes por 16 semanas. Nesse período, cada pessoa terá acesso a palestras, rodas de conversa e reuniões de equipe, que ocorrerão mensalmente; além de sessões de fisioterapia, psicologia e avaliações médicas semanais. Durante o processo, os pacientes também receberão incentivos em relação ao tratamento e ao autocuidado”,
explica a médica reumatologista, Raquel Altoé.

Serviço

Ambulatório da Dor Crônica
Onde? Centro Municipal de Especialidades de Vitória, localizado na avenida Dário Lourenço de Souza, 120, Mário Cypreste, Vitória
Para quem?
 Moradores de Vitória com fibromialgia e osteoartrite referenciados por reumatologistas e ortopedistas do CME Vitória.

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* Prefeitura de Vitória – Conteúdo

* Foto/Destaque: Jucilene Borges

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SAÚDE

Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer

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Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco

Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.

O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.

Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.

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No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.

– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.

Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.

IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID

A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.

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Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.

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  • FONTE: PlenoNews.
  • Foto destaque: Reprodução / Internet

 

 

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