Pode isso, Arnaldo?!
Unidade de Saúde entra em recesso e só volta a funcionar em 5 de janeiro
SAÚDE
São Mateus / ES
Pode parecer estranho, mas um serviço essencial entrou em recesso na Unidade Básica de Saúde do bairro Santo Antônio, deixando desassistido um grande número de usuários de um dos bairros mais populosos da cidade de São Mateus.
Um comunicado divulgado pela própria unidade nas redes sociais informou como será o funcionamento da UBS durante o período de final de ano e início de janeiro de 2026. De acordo com a nota, o recesso teve início no dia 24 de dezembro e se estende até o dia 5 de janeiro de 2026. Paralelamente a essa informação, uma fonte ouvida pela reportagem relatou que a unidade deverá retomar as atividades sem enfermeira, e que a médica responsável só retorna ao trabalho no dia 8 de janeiro.

Unidade Básica de Saúde do bairro Santo Antônio / Foto: Pauta1
A saúde, assim como a educação, deve ser prioridade em qualquer governo, seja municipal, estadual ou federal. Em São Mateus, esse setor foi fortemente penalizado nos últimos anos, com baixos salários e pouca valorização dos servidores durante os oito anos da gestão anterior. Na atual administração, sob o comando do prefeito Marcus Batista (Podemos), esse cenário vem mudando gradualmente para melhor. Ainda assim, há necessidade de ajustes e de um planejamento mais eficaz, a fim de garantir um serviço de qualidade, digno do cidadão, que paga impostos, exige e tem direito a um atendimento adequado.
A Prefeitura demonstra ter consciência desse desafio, e os esforços realizados já apresentam melhorias visíveis.
“Nosso prefeito está trabalhando bem e a população tem que ser parceira nessa reconstrução da nossa cidade”, disse um senhor aposentado, de 70 anos, mas que pediu para não colocar seu nome no jornal. “É para evitar papo furado dos contras”, completou soltando uma gargalhada.
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*Foto/Destaque: Crédito – Pauta1
SAÚDE
Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer
Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco
Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.
O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.
Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.
Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.
No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.
A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.
– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.
Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.
IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID
A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.
Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.
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- FONTE: PlenoNews.
- Foto destaque: Reprodução / Internet
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