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Empresa farmacêutica é condenada a pagar indenização por morte de Ricardo Boechat

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São Paulo / SP

A Libbs Farmacêutica foi condenada pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 1,2 milhão em indenização por danos morais a dois filhos do jornalista Ricardo Boechat, morto em fevereiro de 2019 em um acidente de helicóptero, quando voltava para São Paulo após uma palestra promovida pela empresa em Campinas (SP). Cabe recurso.

Paula Boechat e Rafael Boechat, filhos do jornalista, argumentam no processo que a empresa assumiu o transporte de ida e volta do jornalista para o evento e que o contrato tinha cláusula que previa a responsabilidade por qualquer dano moral e material que pudesse ocorrer durante a realização do evento.

Procurada, a Libbs respondeu que não comenta processos judiciais.

Em Campinas, Boechat havia palestrado em uma convenção anual de vendas da farmacêutica. A empresa RQ Serviços Aéreos Especializados Ltda., dona do helicóptero, não estava autorizada a fazer o serviço de táxi aéreo, ou seja, não podia transportar passageiros mediante remuneração, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

O helicóptero teve um problema durante o voo de volta a São Paulo e caiu sobre um caminhão em trecho do Rodoanel que dá acesso à rodovia Anhanguera. O piloto da aeronave, Ronaldo Quattrucci, 56, também morreu no acidente.

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À época, a farmacêutica argumentou que não tinha responsabilidade no acidente porque o táxi aéreo havia sido contratado por outra empresa, organizadora do evento em Campinas.

Em sua decisão, o juiz Dimitrios Zarvos Varellis, da 11ª Vara Cível, apontou que a Libbs Farmacêutica tem responsabilidade objetiva e acatou pedido de indenização. O magistrado afirmou, ainda, que a empresa tem quase 70 anos de história, produz mais de 50 milhões de medicamentos por ano e gastou mais de R$ 30 milhões no evento para o qual o jornalista foi contratado.

“Julgo procedente a presente ação e condeno a requerida ao pagamento de R$1.212.000 aos requerentes, R$ 606.000 para cada”, diz trecho da decisão. “A ré arcará com o pagamento das custas e despesas processuais, além de honorários advocatícios desde já fixados em 15% sobre o valor atualizado da condenação”, acrescentou.

A reportagem procurou os advogados dos filhos de Boechat, mas não conseguiu contato até a publicação deste texto.

O jornalista trabalhava no Grupo Bandeirantes de Comunicação e, à época, apresentava o Jornal BandNews, nas manhãs da rádio BandNews FM, e o Jornal da Band, à noite, na TV. Ele tinha também uma coluna na revista semanal Istoé.

  • Informações: FolhaPress
  • Foto: Reprodução – Internet / Isto É 
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Ídolo do Vasco, Geovani morre aos 62 anos

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‘Pequeno Príncipe’ também teve passagem marcante pela seleção brasileira

Ídolo do Vasco, Geovani Silva, o “Pequeno Príncipe”, faleceu nesta segunda-feira (18), aos 62 anos. Em comunicado publicado nas redes sociais do ex-jogador, a família informou que ele passou mal de forma repentina na madrugada e foi socorrido imediatamente ao hospital, mas não resistiu.

“Estamos todos muito abalados e tristes com essa partida tão inesperada. Que Deus possa confortar o coração de todos os familiares, amigos e daqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele”, aponta o texto.

O antigo meio-campista já havia sido hospitalizado por problemas cardíacos em 2022. No ano passado, foi internado por desidratação causada por inflamação e infecção no intestino. Antes, em 2025, venceu um câncer na coluna vertebral.

O culto de despedida deve ser feito nesta terça-feira (19), seguido do sepultamento no Parque da Paz, em Vila Velha, Espírito Santo.

Passagem vitoriosa no Vasco

Geovani Silva conquistou cinco títulos cariocas e um Campeonato Brasileiro pelo Vasco - Divulgação / Instagram

Geovani Silva conquistou cinco títulos cariocas e um Campeonato Brasileiro pelo Vasco | Foto: Divulgação / Instagram

Geovani Silva, nascido em 6 de abril de 1964, teve três passagens pelo Cruz-Maltino: entre 1982 e 1989; entre 1991 e 1993; e em 1995. Por lá, jogou ao lado de Romário e Roberto Dinamite, disputou 408 partidas e marcou 50 gols.

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No Vasco, o ‘Pequeno Príncipe’ tornou-se ídolo graças ao talento que apresentava no meio de campo, os passes e as cobranças de falta. Ao todo, ele conquistou cinco títulos do Carioca (1982, 1987, 1988, 1992 e 1993) e o Brasileirão de 1989.

Geovani Silva em ação pelo Vasco - Divulgação / Instagram

Campeão pela seleção brasileira

Ele também vestiu a camisa da seleção brasileira por 23 partidas, marcando cinco gols, e conquistou a Copa América de 1986. Ele também conquistou a medalha de prata na Olimpíada de Seul-1988, a primeira do futebol brasileiro, e, as categorias de base, foi campeão, artilheiro e eleito o melhor jogador do Mundial Sub-20, em 1983.

Foi depois deste título mundial que ele recebeu o apelido de ‘Pequeno Príncipe’, como contou ao Museu da Pelada: 

“Vem da vascaína Dulce Rosalina, falecida em 2004, que foi presidente da Torcida Organizada Vascaíno (TOV) e da Pequenos Vascaínos, que ao me ver desembarcar no aeroporto do Rio, lotado de torcedores e da imprensa que aguardavam os campeões mundiais de 83, ela me abraçou, me parabenizou pelos meus seis gols marcados na competição e por ter sido escolhido o melhor jogador. A Dulce, na euforia, me chamou de ‘Meu Pequeno Príncipe’, na frente de todo mundo. Eu sorri, agradeci o carinho, abracei a causa e gostei, pois pequeno eu sei que sou, agora príncipe foi ela que me intitulou”.

Geovani Silva vestiu a camisa da seleção brasileira por 23 partidas - Divulgação / Instagram

Outros clubes de Geovani

Antes de chegar ao Vasco, Geovani, teve estreia precoce no futebol profissional, aos 16 anos, na Desportiva Ferroviária, do Espírito Santo. E na reta final da carreira, após última passagem pelo Cruz-Maltino, passou por XV de Jaú e ABC, antes de retornar ao seu estado natal para atuar por Serra, Linhares, Rio Branco, Tupy e Vilavelhense, onde encerrou a carreira em 2022, aos 38 anos.

Geovani Silva atuou pelo Bologna, da Itália entre 1989 e 1991 - Divulgação / Instagram

Geovani Silva atuou pelo Bologna, da Itália entre 1989 e 1991 | Foto: Divulgação / Instagram

Ele também atuou por Bologna, da Itália, entre 1989 e 1991, Karlsruher, da Alemanha, até 1993, e Tigres, do México, em 1994.

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  • Informações do jornal O Dia – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Instagram
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