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Presidente da Câmara de São Mateus rebate críticas da Prefeitura

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POLÍTICA & GOVERNO

Paulo Fundão deu a resposta através de nota às críticas que vem sofrendo por não ter pautado o projeto do Executivo que solicita autorização para contratar R$ 100 milhões de empréstimo

Por Paulo Borges

O problema não é novo, mas foi requentado no mês passado, quando o prefeito de São Mateus, Daniel Santana (sem partido) tinha a esperança de ver o projeto de lei do Executivo em que solicita autorização legislativa para contrair empréstimo de R$ 100 milhões junto ao Banco do Brasil. Para isso usou a sua tropa de vereadores que compõem a sua base como pressão junto ao presidente, Paulo Fundão (PP), para pautar o projeto, antes do recesso parlamentar. O presidente não cedeu e justificou a sua atitude chamando a atenção do alto endividamento que vitimizaria o município e administrações futuras.

Com essa atitude, o tempo fechou para cima da Presidência do Legislativo mateense, com críticas pesadas, pronunciamento até de secretários contra a atitude do parlamentar, acusando-o de “prejudicar as ações da Prefeitura no enfrentamento as necessidades da população, principalmente nos bairros carentes das periferias”.

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Em nota, o presidente Paulo Fundão rebateu as críticas consideradas como injustas, uma vez que a Câmara Municipal tem sido parceira do Executivo e tomou atitudes que contribuíram para a estabilidade política e de governabilidade nos momentos de grande insegurança em que o prefeito corria o risco de ser afastado do comando da administração pública do município. “Fico constrangido com essas ingratas, dolorosas e equivocadas afirmações”, disse o vereador-presidente, enfatizando que “nunca o município passou por uma situação financeira tão favorável e generosa, quanto nos primeiros anos deste mandato”.

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Na nota, Paulo Fundão chama a atenção para um fato relevante que, supostamente, pode demonstrar que o pedido de autorização para a contratação do empréstimo, não se sustenta diante das argumentações levantadas pela Prefeitura de São Mateus. A administração alega que os R$ 100 milhões seriam aplicados em infraestrutura e outras benfeitorias no enfrentamento aos prejuízos causados pelas fortes chuvas. Acontece que o projeto de lei, quando foi encaminhado ao Legislativo não havia nenhum prenúncio de chuva e o que noticiava na imprensa era uma forte seca em várias regiões do Norte capixaba, principalmente.

O Orçamento Municipal de 2021 teve uma “estimativa” de arrecadação de R$ 316 milhões foi arrecadado de fato, R$ 360 milhões, com uma margem de excesso de R$ 44 milhões. Neste ano a previsão foi de R$ 348 milhões e a arrecadação, ao fechar o balanço deve chegar aos R$ 400 milhões, sendo o excesso para investimento adicional em torno de R$ 70 milhões. A soma de “superávit” deve bater os R$ 120 milhões, em valores arredondados.

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Diante desse fato, não justificaria um aporte através de empréstimo de R$ 100 milhões, como pleiteia a municipalidade.

A reportagem ouviu algumas pessoas e todas foram unânimes em apoiar a iniciativa do presidente da Câmara Municipal, Paulo Fundão, “agindo com responsabilidade e coibindo a farra por parte de um prefeito sem noção, com o dinheiro público”, disse um dos entrevistados. Outros se manifestaram querendo saber onde o prefeito Daniel gastou todos os recursos arrecadados, porque não vimos nenhuma obra desse elemento. “Não podemos esquecer que ele foi preso pela Polícia Federal por desvio e improbidade”, lembrou outro cidadão ouvido pela reportagem que pediu para não ter seu nome divulgado “por motivos óbvios”.

Candidatos a prefeito | São Mateus - ES | Eleições 2020 | Estadão

Prefeito Daniel Santana

• Fotos: Divulgação / Reprodução

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Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6×1

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Proposta prevê também redução de jornada a 40 horas semanais

Brasília – DF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê o fim com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais.

A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial. Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.

A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso.

O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria. 

De acordo com Lula, o envio da proposta tem relação com a dignidade das famílias brasileiras, “de quem constrói o Brasil todos os dias”. O presidente ressaltou que a jornada menor não prevê qualquer redução no salário. 

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Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticoscomerciários, atletasaeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.

Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral. “O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.

Veja o que prevê o projeto de lei: 

    • Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas
    • Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado
    • Novo padrão: consolidação do modelo 5×2 e redução das horas trabalhadas
    • Salário protegido: vedada qualquer redução salarial
    • Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais.
    • Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados
  • Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana
  • —————————————————————————–
  • Informações da Presidência da República
  • *Foto destaque: Crédito – Marcelo Camargo / Agência Brasil
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