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Muita Emoção!

Mulher com câncer terminal realiza sonho de ser mãe; encontro com filho emociona

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SAÚDE

Pâmela luta contra câncer na cabeça. Mesmo debilitada, ela sorriu e falou o nome do filho ao ver o bebê pela primeira vez em hospital no ES

Por Carol Poleze*

Vitória / ES

Uma história de muita perseverança e amor emocionou as equipes do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam-Ufes): uma mãe com câncer raro e em estágio terminal deu à luz após passar a gestação lutando contra a doença.

Pâmela Souza, 30 anos, moradora de Vitória, luta há cinco anos contra um câncer na cabeça. Familiares e a equipe médica já trabalhavam com a possibilidade dela não resistir ao parto. Mas, o sonho de ser mãe deu forças para que ela aguentasse e pudesse conhecer seu único filho. Um vídeo do encontro de mãe e filho foi feito no hospital e emociona.

Segundo os médicos, o tumor estava controlado depois de sessões de quimioterapia e radioterapia realizadas pelo SUS, mas a gravidez inesperada reativou a doença.

A felicidade de realizar o sonho de ter um bebê crescendo saudável em seu ventre veio com a preocupação de talvez não poder conhecer o próprio filho.

Por conta do agravamento do câncer, o parto precisou ser antecipado e o pequeno Ravi Souza mobilizou uma grande equipe de médicos.

Obstetra, oncologista, neurologista, enfermeiros, assistentes sociais, neonatologistas, psicóloga, especialista em cuidados paliativos e nutricionistas compuseram a grande equipe para o parto ser sucesso.

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Ravi nasceu com 1,2kg no último dia 6 e segue internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hucam, como geralmente ocorre com bebês nascidos com esta prematuridade. Está estável e sem previsão de alta.

Gravidez foi inesperada

Nesses 10 anos de casamento, ela sempre quis ser mãe, sempre quis ter um filho. E foi uma gravidez de surpresa. Todos aqui no Hucam nos abraçaram. Mas ela está em estágio terminal de um câncer na cabeça. Não sabia se ela iria voltar da sala de parto com vida, disse o marido de Pâmela, Rilles de Souza.

Com o parto bem-sucedido, a mãe seguiu internada no Hucam. O tumor já não permite que Pâmela tenha interações contínuas com consciência plena, além das limitações de movimentos e de visão causadas pela doença no cérebro.

Obstetra e chefe da Unidade Materno-Infantil do Hucam, Carolina Prest Ferrugini, acompanhou o caso e explicou por que ele é especial para equipe. 

“Trata-se de uma doença rara, o que, por si, torna o caso especial. Além disso, a gravidez fazendo tratamento com rádio e quimioterapia não é comum. E também porque, apesar do prognóstico restrito, ela resistiu tempo suficiente para levar a gravidez até uma idade gestacional que viabilizava a vida do bebê. Temíamos que ela não resistisse ao parto”.

Mãe ficou seis dias sem ver o bebê

Depois que Ravi nasceu, Pâmela ficou seis dias sem ver o bebê.  Até que no dia 12 de fevereiro, a mãe de Ravi recobrou a consciência por tempo suficiente para ver o filho único, um encontro que foi possível depois da mobilização da equipe assistencial.

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O momento, gravado pela família em vídeo cedido pelo pai, emocionou a todos. Segundo Rilles, a mãe sorria e pronunciava o nome da criança, além de agradecer aos profissionais que estavam em volta.   

Rilles tem recebido ajuda de uma rede de solidariedade criada em torno da história. Mobilizado cuidar da família, ele contou que amigos já enviaram fraldas e roupas para o enxoval.

“Fico alegre em saber que Pâmela está feliz por ter realizado esse sonho. Parei minha vida profissional para cuidar dela, para honrá-la na saúde e na doença. O amor tudo vence”, concluiu o pai do bebê e marido da jovem.

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* Folha Vitória – Conteúdo

* Foto/Destaque: Mãe e filho / Divulgação – Hucam-Ufes

  • Vídeo / Hucam-Ufes
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SAÚDE

Dia da Saúde Ocular: Vitória entrega mais de 3 mil óculos para estudantes da rede municipal

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Por Giovana Rebuli Santos* | Vitória (ES)

Nesta sexta-feira (10), é celebrado o Dia da Saúde Ocular. A data tem o objetivo de conscientizar a população sobre o cuidado com os olhos e as formas de prevenção e tratamento contra doenças oculares. Segundo dados do último Censo Demográfico 2022 (IBGE), cerca de 7,9 milhões de brasileiros apresentam alguma dificuldade para enxergar. Além disso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% dos casos de deficiência visual podem ser evitados e tratados.

Em Vitória, a Secretaria Municipal de Saúde oferece ações de Saúde Ocular nas escolas por meio do Programa Saúde na Escola (PSE). O programa contempla a realização de exames e a entrega de óculos corretivos para crianças, adolescentes, jovens e adultos que frequentam a rede pública de ensino municipal.

O Ministério da Saúde (MS), listou as principais doenças oculares responsáveis pela maior parte dos atendimentos feitos no Brasil, que são: catarata, glaucoma, conjuntivite, retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade e erros de refração.

“Dificuldades visuais impactam diretamente na qualidade de vida, no desempenho escolar das crianças e na rotina dos adultos, por isso é fundamental garantir acesso rápido e com qualidade aos serviços. Dessa forma, entendemos o quanto esse trabalho é importante para a população”, destaca a secretária de Saúde de Vitória, Magda Lamborghini.

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Dados

De 2024 até junho deste ano, foram registradas mais de 14 mil consultas oftalmológicas para crianças e adolescentes. Mais de 60 mil alunos foram avaliados e mais de 3 mil óculos foram entregues, eliminando a fila de atendimento oftalmológico para os estudantes da rede municipal.

Olhar Vitória

Em 2021, mais de 12 mil estudantes da rede municipal aguardavam consulta oftalmológica. Com o programa Olhar Vitória, que leva triagem visual para dentro das escolas, os estudantes passaram a ser avaliados, encaminhados para consultas especializadas, realizar exames quando necessário e receber gratuitamente os óculos prescritos.

Os alunos com alterações visuais, identificados por meio do Teste de Snellen ou por observação de sinais e sintomas que sugerem alterações visuais, são encaminhados para consulta com profissional na Unidade de Saúde, e, se necessário, são encaminhados para consulta oftalmológica no Centro Municipal de Especialidades (CME) ou no ambulatório de Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia.

Após a consulta oftalmológica, o estudante com a prescrição dos óculos, é encaminhado para a ótica contratada pelo município.

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Teste de Snellen

O Teste de Snellen é uma avaliação inicial que busca identificar nos estudantes, durante o período escolar, a existência de problemas de refração e que necessitem de consulta com o oftalmologista.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo / Com a colaboração de Thyago Oliveira / Edição de Andreza Lopes
  • Foto destaque: Crédito – Leonardo Silveira / PMV
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