Solidariedade
Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves realiza captação de múltiplos órgãos
SAÚDE
No último sábado (02), o Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves, na Serra, foi palco de um gesto de solidariedade, com a captação de múltiplos órgãos. Em uma ação conjunta entre o Hospital a Central Estadual de Transplantes (CET-ES), foram captados dois rins e um fígado.
A doação de órgãos veio após a decisão da família, que, tocada pelo cuidado recebido por meio da equipe e pelo acolhimento junto à Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) da unidade, autorizou o procedimento, permitindo que três pessoas que aguardavam na fila por um transplante fossem beneficiadas.
“A abordagem familiar é um dos pilares do processo de doação. Quando há acolhimento, empatia e respeito, mesmo em meio à perda, é possível transformar o luto em esperança. E foi exatamente isso que aconteceu”, explicou a diretora de Cuidados Integrais do Hospital Dr. Jayme, Alessandra Bernardino.
A diretora de Cuidados Integrais da unidade reforçou também o agradecimento do Hospital à família, pelo gesto e pontuou a importância da doação de órgãos. “Reforçamos a importância de conversar sobre a doação de órgãos. Dizer ‘sim’ pode salvar vidas”, ressaltou Alessandra Bernardino.
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* Informações Sesa – Comunicação / H.E. Dr. Jayme Santos Neves – Comunicação
* Foto/Destaque: Divulgação / HEJSN
SAÚDE
Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer
Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco
Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.
O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.
Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.
Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.
No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.
A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.
– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.
Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.
IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID
A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.
Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.
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- FONTE: PlenoNews.
- Foto destaque: Reprodução / Internet
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