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Política Municipal

Veto de Pazolini é derrubado e alguns vereadores aprovaram o aumento de 97% no salário

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POLÍTICA & GOVERNO

O salário dos parlamentares passará de R$ 8,9 mil para R$ 17,6 mil na próxima legislatura

Por Paulo Borges

Em votação na manhã desta segunda-feira (12), os vereadores de Vitória derrubaram o veto do prefeito Lorenzo Pazolini ao aumento de 97,2% nos salários, válido a partir da próxima legislatura.

O veto foi aprovado por 8 votos contra 4. Dessa forma, a partir da legislatura que se iniciará em 2025, o salário dos parlamentares passará de R$ 8,9 mil para R$ 17,6 mil.

“Os vereadores da capital não têm cota de combustível, não tem veículos à sua disposição e outros itens que em outras existem, que são negadas aos de Vitória”, disse o aposentado Marcio Antunes Salvador, presente à sessão em que o veto do prefeito Pazolini foi derrubado. “Esse aumento vai servir para a próxima legislatura e é constitucional”, completou.

Essa resposta é a mesma que alguns vereadores vinham usando desde que o aumento começou a ser pautado e discutido em plenário. O maior questionamento de entidades e eleitores de Vitória está relacionado ao índice do reajuste. “Uma afronta ao cidadão”, pontuou Mauro Mendes, morador de Jardim Camburi que esteve na sessão engrossando a assistência dos que foram contrários ao aumento. “Um absurdo”, definiu o contribuinte revoltado.

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Alguns vereadores que votaram pela derrubada do veto do prefeito, não quiseram se pronunciar para a imprensa, mas os que votaram a favor do veto e contra o aumento de salário, não tiveram nenhuma dificuldade para justiçar seu posicionamento. É o caso do vereador Vinícius Simões (cidadania). “Sempre me posicionei em sintonia com a opinião pública”, disse ele. “Sou contra o aumento dos salários dos vereadores de Vitória”, completou Simões.

Outro que foi contra o aumento de salário dos parlamentares municipais da capital, foi o André Brandino (PSC). Para ele “o valor do salário dos vereadores é o suficiente; votar a favor do veto é manter o salário como está”, enfatizou Brandino (Foto abaixo), um vereador muito presente na defesa de demandas das comunidades mais carentes.

André Moreira (Psol) disse que votou contra o aumento de salário “porque o valor proposto foi muito alto”. Ele justificou dizendo que “Esse valor que quase dobra o salário atual é muito superior ao valor de reajuste que foi dado aos servidores, por exemplo, e não acho isso correto”. E completa: “O critério para fixar o valor dos salários dos vereadores deveria ser o mesmo utilizado para fixar o de outras funções da Prefeitura”.

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Votaram contra o veto (a favor do aumento): 

– Aloísio Varejão (PSB)
– Anderson Goggi (PP)
– Dalto Neves (PDT)
– Delegado Piquet (Republicanos)
– Duda Brasil (União)
– Karla Coser (PT)
– Luiz Paulo Amorim (Solidariedade)
– Maurício Leite (Cidadania).

Votaram a favor do veto (contra o aumento): 

– André Bandino (PSC)
– André Moreira (PSOL)
– Davi Esmael (PSD)
– Leonardo Monjardim (Patriota)

Vereadores que não estavam presentes:

Luiz Emanuel (Republicanos)

Vinicius Simões (Cidadania)

Chico Hosken (Podemos)

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  • Pauta1- conteúdo / Foto: Reprodução
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POLÍTICA & GOVERNO

Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi

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Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)

A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região. 

O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.

O que muda na prática?

O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:

– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).

– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.

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– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.

– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.

– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.

– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.

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A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.

Um novo ciclo para a cidade

Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.

O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
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