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Política Regional

Vereadores subordinados ao prefeito de São Mateus aprovam empréstimo de R$ 100 milhões

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POLÍTICA & GOVERNO

São Mateus / ES

A maioria da população não queria, mas o chefe do Executivo quis e seus aliados na Câmara Municipal aprovaram o projeto de lei que autoriza a municipalidade a celebrar empréstimo de R$ 100 milhões com o Banco do Brasil. Os vereadores Kácio Mendes (PSDB), líder do governo, Cristiano Balanga (Pros), Preta do Nascimento (PSB), Ciety Cerqueira (PT), Isael Aguilar (União Brasil) e Adeci de Sena (Cidadania) foram os que votaram pela aprovação do projeto, obedecendo as “ordens” do chefe do Executivo, Daniel Santana (sem partido).

A sessão ordinária desta terça-feira (18) começou num clima de normalidade, apesar do penoso discurso do líder do prefeito, Kácio Mendes, subir à tribuna para proferir um rosário de justificativa para que o projeto fosse aprovado pelos seus pares. Discurso lido, sem nada que convencesse pelo seu desfecho favorável. Depois foi a vez do ex-líder, Cristiano Balanga, que nada acrescentou, além do que prega desde o início. Ele defende o projeto porque seria a oportunidade de fazer as obras importantes para o município. O que derruba sua justificativa e a dos demais vereadores “chapa branca” é o fato do atual prefeito estar no seu penúltimo ano de dois mandatos e não conseguiu realizar nenhuma obra de relevância para o município e a população. Nesse meio, podemos incluir a prisão do mandatário por desvio de recursos, conforme comprovação feita pela Polícia Federal e pela Comissão Processante do Poder legislativo municipal. Mesmo assim, a “romaria dos submissos” continuou até a aprovação – sem qualquer surpresa, do projeto pelos seis “nobres” edis.

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O único momento de tensão foi quando dois baderneiros contumazes de nomes Raphael Barbosa e Pastorzinho, do lado de fora da Câmara incitava as pessoas ao tumulto, mas foram devidamente enquadrados pelos policiais militares e levados detidos. Chegaram a tentar entrar para tumultuar a sessão, obrigando os policiais a fazerem uso de gás de pimenta, o que levou o presidente Paulo Fundão (PP), a suspender a sessão por alguns minutos até que os ânimos serenassem e algumas pessoas fossem atendidas. A vereadora petista Ciety Cerqueira reclamou da ação policial porque a sua filha foi atingida, mas em momento algum se indignou com a ação dos vândalos patrocinados pelo prefeito, a quem defende.

A sessão foi retomada e seguiu seu curso normal, com pronunciamentos de parte a parte, destacando os vereadores de oposição, inclusive com um forte discurso do presidente que elencou os problemas do município, o clamor da população pela não aprovação do projeto. Rechaçou a acusação de ter sido um “coronel” durante as sessões em que se discutiu o projeto do empréstimo e também mostrou que é injusto acusar o Poder Legislativo da culpa de atrapalhar o desenvolvimento do município.

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Foram debatidas as emendas aditivas ao projeto, feitas pelos vereadores de oposição e, ao serem colocadas à votação, todas foram derrubadas pela tropa parlamentar do prefeito.

No final aconteceu o previsto. O projeto que autoriza o prefeito Daniel Santana a contrair empréstimo de 100 milhões de reais foi aprovado por seis votos a cinco.

“O fim da novela acabou, porém, o pesadelo começou”, avaliou o aposentado Maurício Menezes

Vereadores que aprovaram o projeto:

– Kácio Mendes

– Cristiano Balanga

– Preta do Nascimento

– Ciety Cerqueira

– Isael Aguilar

– Adeci de Sena

Vereadores contrários ao empréstimo:

– Paulo Fundão

– Gilton Gomes (Pia)

– Lailson da Aroeira

– Carlinho Simião

– Delermano Suim

• Fotos: Divulgação – CMSM  – População assistindo a sessão e Mesa Diretora (Kácio – Paulo Fundão (Pres.) Ciety)

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POLÍTICA & GOVERNO

Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi

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Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)

A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região. 

O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.

O que muda na prática?

O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:

– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).

– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.

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– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.

– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.

– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.

– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.

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A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.

Um novo ciclo para a cidade

Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.

O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
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