VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Política Municipal

Secretário explica sua ausência na sessão da Câmara e se defende das críticas de vereador contra sua gestão

Publicados

POLÍTICA & GOVERNO

Anderson Raasch explicou o motivo por não ter ido prestar contas sobre suas ações como titular da Secretaria de Obras e foi didático nas explicações sobre as obras que não foram concluídas

Santa Leopoldina – ES

Por Paulo Borges

A polêmica matéria veiculada no portal Pauta1 deu no que falar. Isso depois que o vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Santa Leopoldina, Sergio Lago (PDT), criticou a ausência do secretário de obras, Anderson Raasch para prestas contas de suas ações à frente da Secretaria de Obras do município na sessão desta quarta-feira (7).

O secretário havia encaminhado ofício ao presidente do Legislativo, Nelson Lichtenheld (PRD), justificando sua ausência devido a um compromisso em Santa Maria de Jetibá, aonde foi tomar posse no cargo de inspetor do Crea, marcado para o mesmo dia e horário da sessão.

Mesmo com essa justificativa, o vereador Sérgio Lago foi à tribuna e teceu críticas a ausência do secretário se dizendo “decepcionado” porque era a segunda vez que ele não comparecia à Câmara.

“Ele mesmo havia marcada nova data e não compareceu”, pontuou Lago, acrescentando que “ele poderia ter adiado sua presença na posse no Crea, uma vez que já havia sido agendada a seu comparecimento na sessão desta quarta-feira para prestar contas de suas ações na Secretaria”.

Na oportunidade, o parlamentar passou a questionar a atuação de Anderson Raasch devido as obras não concluídas da Praça da Independência e da construção de uma passarela em Colina Verde. Com relação a praça, Sérgio disse que a obra está sem ser concluída há seis anos e falta apenas poucos detalhes como a colocação de portas e janelas nos quiosques. Esse atraso tem permitido vândalos usarem os quiosques para finalidades ilícitas afastando as famílias de frequentarem em paz o local. A polícia tem reprimido, mas como a obra não é concluída, viciados e desocupados retornam para cometerem atos ilícitos.

Leia Também:  Deputados federais pedem o impeachment do ministro dos Direitos Humanos

Outra situação é a obra da Passarela de Colina Verde. Houve até reunião ano passado em que o secretário Anderson Raasch se comprometeu perante alguns vereadores, prefeito e vice a apresentar um projeto em poucos dias e nada foi feito, segundo o vereador.

“A população cobra de todos nós e não conseguimos dar as respostas para essas demandas”, disse Sérgio Lago.

Ainda segundo o vereador, o prefeito tem cobrado ao secretário a conclusão dessas obras e pela demora em obter uma resposta do titular “não seria a hora de tomar alguma providência, trocar”, porque diante das grandes demandas de todo o município e um quadro diminuto de servidores, a Câmara até votou e aprovou a criação de cargo para a contratação de mais um engenheiro e não resolveu.

O outro lado

O prefeito foi procurado para comentar as críticas do vereador Sérgio Lago, que é da base política do Governo Municipal, e determinou que o seu secretário de Obras, engenheiro Anderson Raasch, desse as explicações necessárias como forma de esclarecer todas essas pendências.

Sobre seu comparecimento à sessão da Câmara, para falar de suas ações à frente da Secretaria de Obras, ele disse que encaminhou ofício ao presidente daquela Casa de Leis que no mesmo horário tinha outra agenda fora do município. Anderson afirma que se colocou à disposição para comparecer em outra data, provavelmente na próxima sessão ordinária, após as festividades do carnaval.

Leia Também:  Lula é recebido com vaias na abertura da Marcha dos Prefeitos

“Tive uma convocação do Conselho Regional de Engenharia (Crea) para receber a posse de inspetor federal da jurisdição de Santa Maria de Jetibá que abrange também a região de Santa Leopoldina”, disse ele enfatizando que havia encaminhando ofício explicando essa situação ao presidente da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, afirmando que na próxima sessão estaria presente para atender os questionamentos dos vereadores.

Sobre a passarela, Anderson Haasch esclareceu que a passarela “está em vias de desenvolvimento do projeto, pois houve algumas dificuldades com a base que já está pronta, indo para a licitação, inclusive com a garantia dos recursos da Prefeitura”.

Com relação à praça, o secretário disse que era preciso analisar e levantar alguns serviços que não foram feitos pela empresa responsável pela execução das obras. A empresa abandonou a obra e passando o período de carnaval vai ser feito esse levantamento e retomar a obra final da praça.

Para dar maior transparência as informações e dirimir qualquer dúvida, colocou o número do seu celular para que a reportagem pudesse fazer contato caso fosse necessário.

O vereador Sergio Lago foi procurado para tomar conhecimento das explicações do secretário e se pronunciar, mas não retornou nosso contato feito pelo watsapp.

=====

* Fotos: Reprodução

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA & GOVERNO

Vereadores de Aracruz querem ganhar mais R$ 10 mil além do salário

Publicados

em

O projeto, protocolado discretamente na véspera de um feriado, prevê um impacto anual de aproximadamente R$ 2 milhões anuais aos cofres públicos

Por Danilo Salvadeo* | Aracruz (ES)

Enquanto a população enfrenta dificuldades com saúde, segurança e mobilidade, a Câmara Municipal de Aracruz discute a criação de uma nova verba de R$ 10 mil mensais para cada um dos 17 vereadores, que se reúnem apenas uma vez por semana. O projeto, protocolado discretamente na véspera de um feriado, prevê um impacto anual de aproximadamente R$ 2 milhões anuais aos cofres públicos.

O argumento apresentado é que os parlamentares precisam ser ressarcidos por despesas relacionadas ao exercício do mandato. No entanto, a proposta chama atenção por beneficiar agentes públicos que já recebem salário de R$ 12,5 mil por mês, além de auxílio-alimentação superior a R$ 1,2 mil. Agora, querem criar mais uma fonte de recursos públicos, corrigida anualmente pela inflação e com um adicional de 30% para o presidente da Câmara.

A justificativa de que os vereadores estariam arcando com custos do mandato do próprio bolso não convence uma população que diariamente paga impostos elevados. Se a estrutura da Câmara é insuficiente, o caminho deveria ser aprimorar a gestão dos recursos já existentes, e não ampliar benefícios para quem já possui remuneração acima da realidade da maioria dos trabalhadores aracruzenses.

Leia Também:  Formatura de dois mil alunos do Programa Qualificar ES na Grande Vitória

O mais preocupante é o momento escolhido para a apresentação da proposta. Protocolar um projeto desse porte na véspera de um feriado passa a impressão de que se tentou reduzir o debate público sobre um tema que afeta diretamente o dinheiro do contribuinte.

Não se trata de questionar a importância da atividade parlamentar. Trata-se de questionar prioridades. Em uma cidade que ainda enfrenta desafios em áreas essenciais, é difícil justificar a destinação de mais R$ 2 milhões por ano para custear combustível, publicidade, softwares, locação de veículos e outros gastos de quem já dispõe de estrutura pública para exercer suas funções.

A população de Aracruz tem o direito de exigir transparência, debate amplo e explicações convincentes. Afinal, cada centavo dessa verba sairá do bolso do cidadão. E antes de criar novos privilégios para a classe política, é preciso responder uma pergunta simples: qual benefício concreto essa medida trará para a vida da população?

Porque, até aqui, o que se vê é mais dinheiro para os vereadores e nenhuma garantia de mais resultados para Aracruz.

O que é a imoralidade denominada VIAP?

A Mesa Diretora da Câmara de Aracruz protocolou, na última quarta-feira (3), véspera do feriado de Corpus Christi, o Projeto de Resolução 1/2026, que visa instituir a Verba Indenizatória de Apoio à Atividade Parlamentar (VIAP), fixada em R$ 10 mil mensais. A proposta é assinada pelo presidente da Casa, Jean Pedrini (PP), pelo primeiro secretário, Vilson Jaguareté (PT), e pelo segundo secretário, Léo Pereira (União). O impacto financeiro anual previsto é de R$ 2 milhões.

Leia Também:  Presidente eleito da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, afirma que obras estão entre as prioridades

A VIAP, segundo o projeto, será destinada ao reembolso de despesas exclusivamente relacionadas ao mandato parlamentar, e não poderá ser incorporada ao subsídio e nem constitui renda ou vantagem pessoal. O valor de R$ 10 mil deverá ser corrigido anualmente de acordo com os índices inflacionários. Além disso, se a proposta for aprovada, o presidente da Câmara terá um acréscimo de 30% sobre o montante da verba.

A proposta apresenta uma série de hipóteses em que os custos dos vereadores são reembolsáveis com a VIAP, incluindo locação de veículos (limitado a 50% do valor); despesas com combustível (até 15% da verba); materiais de consumo não fornecidos pela Câmara; contratação de serviços de softwares e produtos digitais; assinaturas de periódicos; expedição de correspondências; serviços de divulgação das atividades parlamentares, bem como de filmagem e fotografia; além de custos com materiais gráficos.

—————————————————

  • Jornal Folha do Litoral – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / FL
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA