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Eleições 2026

PL deve eleger maioria ao Senado em outubro

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Política / Eleições

Segundo partido com maior número de cadeiras na Casa Alta pode ser o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Por Luiza Altoé* | Brasília (DF)

O Partido Liberal (PL) — do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) — pode conquistar o maior número de cadeiras ao Senado Federal nestas eleições. Segundo levantamento feito pelo Correio, o partido pode eleger cerca de 14 senadores.

Neste ano, o Senado renova 2/3 dos seus parlamentares, cerca de 54 senadores. Com isso, a outra parte — 27 senadores — segue em mandato até 2031. Em agosto, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, estimou que o partido elegeria 28 senadores.

Neste caso, os nove senadores do PL que permanecem na Casa se somam aos cerca de 14 novos do PL, totalizando uma bancada com 23 parlamentares. O número seria maior que o atual — de 15 senadores — e o maior comparado com os outros partidos, que podem alcançar menos de 10 eleitos.

Tal cenário facilita os planos do partido, que busca a maioria no Senado para dar andamento a processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Principalmente diante da crise que a Corte enfrenta, senadores de outros partidos de direita também apostam na pauta para mobilizar o eleitorado.

Em um processo de impeachment, além do presidente receber a denúncia, a acusação precisa receber o voto favorável de, no mínimo, 54 senadores. Com isso, um número de 23 senadores ainda se distancia do quórum mínimo, mas pode ser alcançado ao se levar em conta o apoio de membros de outros partidos no tema do impeachment.

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Para além do PL, segundo um levantamento feito pelo partido Novo em 2025, o União Brasil, o Podemos, o Progressistas (PP) e o Republicanos têm grande parte da bancada do Senado favorável ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

Vale destacar que o levantamento considerou os dois candidatos que lideram as pesquisas Quaest mais recentes de cada estado. No caso do Piauí, em particular, por ausência desse levantamento, foi considerada a pesquisa AtlasIntel mais recente.

No caso do PL, as regiões que mais devem eleger senadores do partido são o Norte, por volta de 6, e o Centro-Oeste, com 4. No Nordeste, o partido pode não eleger nenhum senador. A região é historicamente reconhecida como reduto eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

Segunda maior bancada

O Partido dos Trabalhadores pode conquistar a segunda maior bancada do Senado Federal. O partido deve eleger por volta de seis senadores, que se juntariam aos três que permanecem até 2031, totalizando nove senadores, mesmo número de parlamentares que tem atualmente na Casa Alta.

Enquanto o partido pode não eleger senadores no Centro-Oeste e no Sul, o PT pode conquistar três senadores no Nordeste e dois no Sudeste.

MDB, que já conta com um senador, e PP, com três, até 2031, podem alcançar uma bancada com oito parlamentares na Casa Alta, tendo em vista que podem eleger, nestas eleições, cerca de sete e cinco parlamentares, respectivamente.

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PSD e União Brasil podem alcançar uma bancada de seis parlamentares no Senado cada, tendo em vista que podem eleger três e quatro senadores respectivamente. Republicanos e o PSB podem alcançar uma bancada de cinco senadores cada.

Partidos como o Podemos, Novo e PDT podem eleger dois senadores cada. PSDB, Republicanos e PSol, apenas um cada.

Mulheres são 26%

Do total de 54 senadores que serão eleitos em outubro, o levantamento apontou que apenas 14 são mulheres, o que equivale a cerca de 25,93% do total. Nesse cenário, o Distrito Federal (DF) pode ser o único estado que elegerá duas senadoras.

Segundo a pesquisa Quaest divulgada ontem (29), todas as candidatas mais bem colocadas ao Senado são mulheres. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lidera com 26%. Depois, vem Leila do Vôlei (PDT) com 20%; Bia Kicis (PL) com 18%; e Erika Kokay (PT) com 16%.

Indecisão ainda é alta

No entanto, o cenário ainda pode passar por mudanças até dia 4 de outubro. Há estados, como Minas Gerais, onde 76% estão indecisos sobre os dois votos para o Senado, segundo a Quaest.

Na pesquisa espontânea de Mato Grosso, são 69%. Isso porque o eleitor tende a escolher os seus candidatos ao Senado às vésperas do pleito. Além disso, as pesquisas atuais também não captam variáveis como a abstenção, mudanças de última hora e a ocorrência do voto útil.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Beto Barata / PL
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Política / Eleições

Salles desiste de candidatura ao Senado por São Paulo e declara apoio à chapa Derrite e Prado

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O deputado federal Ricardo Salles (Novo) anunciou a desistência de sua candidatura ao Senado e o apoio à chapa Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), que fazem parte do grupo político do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O anúncio foi feito ao lado de Tarcísio e Derrite. Salles afirmou que a desistência foi uma decisão “pessoal” e não de seu partido.

“Estamos diante de um momento muito difícil para o país, um risco enorme de nós continuarmos nesse projeto equivocado que está nos levando para o buraco. Então é importante dar sinais para a sociedade e entender que o momento é tão grave que opiniões diferentes têm que ser deixadas de lado, porque o risco de catástrofe com a reeleição do presidente Lula é grande, e o país não merece isso”, falou.

Segundo a última pesquisa Datafolha, Salles marcava 4% das intenções de voto, longe dos quatro primeiros colocados, que apresentam um empate técnico. Marina Silva apareceu com 15% das intenções de voto, Simone Tebet (PSB) com 14%,Guilherme Derrite (PP) com 12%, e André do Prado (PL) com 12%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Tarcísio falou que Salles tinha “toda a legitimidade de concorrer”, mas que decidiu “dar um passo ao lado” e isso precisa ser “enaltecido”.

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“Esse é um momento de somar, não de dividir. É um momento de vencer as eleições, de ter maioria no Senado, e entender o papel que o Senado vai ter, de moderar, de ter a função de freios e contrapesos. E para isso precisamos ter a melhor representação, seria muito ruim se SP tivesse candidaturas da esquerda chegando ao Senado e a gente precisa se unir em torno daquelas candidaturas que vão poder ser vitoriosas. A gente dá um passo fundamental, que é essa uma abertura de mão com apoio às candidaturas de Guilherme Derrite e André do Prado”, falou o governador.

Fora da chapa de Tarcísio, o candidato do Novo vinha fazendo uma campanha como representante da direita “independente”, calcada sobretudo nos ataques a André do Prado, a quem chama de “integrante do Centrão”. Isso porque Salles tentou, por meses, integrar a chapa do governador, mas por decisão do PL, foi Prado o escolhido para disputar o cargo. Em debates e em publicações nas redes sociais, os dois vinham trocando farpas e acusações diretas.

Nesta segunda, o postulante do PL não estava presente, e Salles não citou o nome dele diretamente. Coube a Tarcísio anunciar o apoio à chapa. Esse gesto é relevante para o governador porque as candidaturas de Salles e Prado tinham a tendência de dividir o voto da direita e, com isso, aumentar as chances de eleger uma candidatura da chapa rival.

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Isso porque já havia um movimento em prol da dobradinha “Derrite-Salles”. Nas últimas semanas, o governador passou a pedir mais ativamente votos em seus dois candidatos, destacando que eram eles, e não Salles, seus apadrinhados para o cargo, e Prado e Tarcísio vinham apostando no “voto útil” para evitar essa divisão.

Salles afirmou que, apesar do alinhamento com Tarcísio na chapa em São Paulo, seguirá apoiando Romeu Zema (Novo) à presidência da República. Entretanto, falou que se Zema quiser desistir para apoiar Flávio Bolsonaro (PL) na disputa nacional, terá seu apoio.

“Se o Zema entender, e acho que há elementos para isso, de que seja possível uma união já no primeiro turno, essa decisão dele terá meu apoio. Se, entretanto, por razões dele próprio, ele entender que deve continuar com a sua candidatura até o final (ele próprio já disse que se isso acontecer ele apoiará o Flávio no segundo turno) estaremos todos em torno do Flávio no segundo turno”, falou.


*Com informações da mídia de São Paulo

*Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais

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