Ação da Prefeitura
“Vitória com Você” leva serviços gratuitos e oportunidades para o Centro da cidade
CIDADES
Por Julia de Almeida* | Vitória (ES)
Uma manhã para resolver pendências, buscar oportunidades, cuidar da saúde e acessar serviços públicos sem precisar ir longe. Assim será em mais uma edição do Vitória com Você (VCV), que chega ao Centro da capital neste sábado (19). A Prefeitura de Vitória vai reunir, em um único espaço, atendimentos de diferentes áreas para facilitar o acesso da população a serviços de cidadania, trabalho, saúde, assistência social e direitos.
A ação será realizada das 9 às 13 horas, no estacionamento localizado entre a Praça Getúlio Vargas e a Igreja Batista. Os atendimentos serão gratuitos e, conforme o serviço, não será necessário agendamento.
Entre as opções disponíveis, haverá atendimento do Procon Vitória, encaminhamento para vagas de emprego pelo Sine Vitória, orientações sobre cursos de qualificação profissional, regularização de documentos, programas habitacionais, formalização de Microempreendedor Individual (MEI), Defensoria Pública, Tribunal de Justiça e Ministério Público.
Cultura, lazer e esporte
Além dos serviços públicos, a programação terá atrações culturais, esportivas e de lazer. No estacionamento onde será realizado o Vitória com Você, o público poderá acompanhar, a partir das 9 horas, apresentações artísticas da Fafi. A programação terá Solo de Dança Contemporânea, In Canto, Coral Fafi, Dança 60 + Fafi, Coro Infantojuvenil Fafi e Grupo de Violões.
Das 10 às 11 horas, serão realizadas apresentações do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), com diferentes linguagens artísticas e culturais desenvolvidas nas unidades do serviço. A programação reunirá participantes de diferentes ciclos etários, com atrações que valorizam a convivência, o bem viver e a formação cidadã.
As apresentações começam com coral do Centro de Convivência do Centro (Jadyr Primo), com participação do grupo da pessoa idosa. Em seguida, o Centro de Convivência de Conquista apresenta uma Banda de Congo de São Pedro, formada por jovens. Encerrando as apresentações do SCFV, o Centro de Convivência Praia do Suá leva ao evento uma apresentação de dança com o grupo de crianças e adolescentes. Das 11 às 13 horas, encerrando a programação cultural, a Banda 3 Elementos se apresentam com um repertório de chorinho.
Também no sábado (19), das 09h às 16h, a Praça Getúlio Vargas recebe a estreia da Feira de Antiguidades, que reunirá 22 expositores com um acervo diversificado de peças e objetos que atravessaram gerações. Móveis antigos, porcelanas, moedas, selos, relógios, objetos de decoração, discos de vinil e artigos vintage estarão entre os itens que poderão ser encontrados pelos visitantes. A feira será realizada sempre no terceiro sábado de cada mês, consolidando a praça como mais um ponto de encontro para quem aprecia antiguidades e peças que carregam histórias.
A programação da Feira de Antiguidades também contará com uma atividade artística promovida pela Casa Porto das Artes Plásticas. Em uma tenda montada na praça, Alice Beraldi de Abreu ministrará a aula “Mar em Aquarela” em dois horários, das 9 às 11 horas e das 12 às 14 horas. As inscrições gratuitas foram feitas antecipadamente e já se encerraram. Em caso de ausência de algum inscrito, as vagas poderão ser preenchidas no local, por ordem de chegada. Não é necessário levar material.
A programação cultural da praça também terá músicos circulando pelo espaço, com apresentações de clarinete, saxofone e harpa, além da participação de personagens circenses que interagirão com o público durante o evento.
A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semesp) também promoverá atividades recreativas para o público, com futsal, basquete e futmesa, por meio da ação “Esporte por Vitória”.
Saúde e bem-estar
Serviços voltados à saúde e ao bem-estar também estarão disponíveis. Os municipes contarão com atualização da carteira de vacinação, testes rápidos para hepatites, orientações sobre prevenção às arboviroses.
As mulheres também terão acesso a atendimentos especializados da Casa Rosa e do Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cramsv), além da distribuição gratuita de absorventes pelo programa Dignidade Menstrual, destinada a meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Outro destaque será o Cabide Solidário, que disponibiliza gratuitamente roupas, calçados e acessórios em bom estado. A proposta é permitir que os participantes escolham as peças de acordo com suas necessidades, com autonomia e respeito.
A Polícia Científica disponibilizará 100 vagas para a emissão da nova carteira de identidade para pessoas com 12 anos ou mais.
Prefeitura mais perto das pessoas
Promovido pela Secretaria Municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho (Semcid), o Vitória com Você reúne diferentes áreas da Prefeitura e instituições parceiras para levar serviços diretamente aos bairros. Para o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, a iniciativa ajuda a tornar a presença do poder público mais próxima e acessível para a população.
“Levar o Vitória com Você para os bairros é uma forma de fazer a Prefeitura estar onde as pessoas estão. Em uma única manhã, o morador pode buscar uma oportunidade de trabalho, cuidar da saúde, resolver uma pendência de documentação ou conhecer um serviço que pode fazer diferença na sua vida. É aproximar direitos, oportunidades e atendimento da rotina das famílias”, destaca o secretário.
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Serviços disponíveis
Procon: orientação e distribuição de material educativo;
CDL Vitória: consultas ao SPC/Serasa e orientações;
Sine Vitória;
Atendimentos do Ministério Público
Identidade Solidária;
Adolescente Aprendiz;
Qualifica Vix: oferta de cursos de qualificação;
2ª via de certidão;
Cadastro de registro digital;
Entrega de cordão girassol;
Orientação para documentos perdidos;
Orientação para carteira de trabalho digital;
Dignidade Menstrual: distribuição de absorventes;
Cabide Solidário;
Cramsv;
Família Acolhedora;
CTRB: atendimento e orientações do Cadastro Único;
Cras: acolhida e orientações;
Creas: acolhida e orientações;
Acessuas;
Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV);
Bazar das Estrelas e oficinas de geração de renda;
Vacinação humana;
Testagem de hepatites;
Casa Rosa;
Acacci – Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil;
Vetmóvel;
Cadastro de castração de animais;
Turismo: tour por Vitória com óculos virtual 360º;
MEI: serviços de orientação e formalização;
Microcrédito;
Programas habitacionais;
Regularização fundiária;
Defesa Civil;
TJES: Núcleo de Solução de Conflitos;
Defensoria Pública;
Guarda Cidadã: brincadeiras lúdicas, oficina de pinturas temáticas e contação de histórias;
Ações de Trânsito – Transitolândia
Serviço
Vitória com Você
Data: 19 de setembro (sábado)
Horário: das 9 às 13 horas
Local: estacionamento entre a Praça Getúlio Vargas e a Igreja Batista
Atendimento: gratuito
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo / Edição Andreza Lopes
- Foto Destaque: Crédito – Leo Silveira / PMV
CIDADES
Dossiê sobre doação de áreas públicas da Prefeitura foi feito, e sociedade mateense quer saber quem são os contemplados
Levantamento sobre doações e vendas de áreas públicas está reunido em documento de 512 páginas, solicitado por dois vereadores e que se encontra na Câmara Municipal de São Mateus
Por Paulo Roberto Borges
Muito se fala em soberania popular, em poder que emana do povo e em participação da sociedade nas decisões públicas. Na prática, porém, essa realidade nem sempre se confirma quando se observa o cenário político e administrativo em diferentes níveis da vida nacional.
Em São Mateus, por exemplo, a sociedade aguarda com expectativa o resultado da apuração solicitada à Prefeitura pela Câmara Municipal sobre doações e vendas de áreas públicas pertencentes ao município. Há questionamentos e suspeitas de que algumas dessas áreas possam ter sido disponibilizadas de maneira pouco ortodoxa, eventualmente beneficiando aliados, amigos e pessoas próximas ao poder. Os fatos, segundo as informações que circulam, teriam ocorrido durante a gestão do ex-prefeito Daniel Santana (PP), atualmente candidato a deputado estadual.

O vereador Branco da Penal (PL) tem em mãos o levantamento referente a essas áreas, incluindo, segundo ele, os nomes dos respectivos destinatários. Conforme vem sendo especulado, entre os beneficiários estariam políticos, servidores públicos e empresas, em operações que levantam questionamentos quanto à observância dos critérios legais e administrativos.
Branco da Penal subiu à tribuna da Câmara e apresentou o volumoso documento com o levantamento encaminhado pela Prefeitura, em atendimento a uma solicitação de sua autoria, feita em parceria com o vereador Vilmar do Seac (PSD). O material, segundo informado, reúne 512 páginas e detalha as operações envolvendo áreas públicas do município.
A sociedade, entretanto, especialmente o contribuinte que nem sempre tem acesso às informações sobre a destinação do patrimônio público, ainda aguarda conhecer o conteúdo completo do levantamento. O vereador explicou que o documento é extenso e que sua assessoria precisa de tempo para analisar as informações.
A expectativa, portanto, é de que o chamado dossiê seja apresentado em breve à população, permitindo que a sociedade mateense conheça os nomes dos contemplados, os critérios utilizados e as circunstâncias em que ocorreram as doações e vendas das áreas públicas.
Mais do que conhecer os nomes, a população tem o direito de saber como, por que e sob quais critérios o patrimônio público foi destinado a particulares. Caso existam irregularidades, caberá aos órgãos competentes apurá-las e adotar as medidas previstas em lei. Se, ao contrário, todas as operações estiverem dentro da legalidade, a divulgação dos dados também será importante para esclarecer os questionamentos existentes.
Avenida pavimentada sem qualquer casa
Um fato que chama a atenção é a pavimentação de uma avenida que liga a região de Mariricu/Meleiras à orla de Guriri, no lado norte do balneário. Apesar de todo o seu trajeto estar pavimentado, não há uma única residência ao longo da via.
A pergunta que muitos fazem é direta: por que pavimentar uma avenida onde, aparentemente, não existe qualquer residência ou ocupação que justifique, à primeira vista, o investimento?
Para pessoas ouvidas pela reportagem, a situação gera questionamentos e pode indicar, dependendo das circunstâncias, desde falta de planejamento e gestão dos recursos públicos até a possibilidade de o investimento ter beneficiado proprietários de áreas particulares naquela região.
É importante, entretanto, que os fatos sejam devidamente esclarecidos e documentados. Por isso, a obra e os critérios utilizados para sua execução merecem uma apuração mais detalhada, inclusive pelos órgãos de controle competentes. Caso existam indícios de irregularidades, o assunto poderá ser encaminhado ao Ministério Público e demais instituições responsáveis pela fiscalização do patrimônio público.
Uma empresa na berlinda
Proprietários de imóveis em empreendimentos da Soma, em São Mateus, vêm relatando problemas relacionados à infraestrutura. Entre as questões apontadas estão drenagem, pavimentação, níveis das vias e dos lotes, energia elétrica, abastecimento de água e sistema de esgotamento sanitário. Há, ainda, relatos sobre possíveis vícios construtivos e ocultos.
Algumas dessas situações já teriam sido objeto de avaliações técnicas e, segundo informações, questionamentos relacionados à infraestrutura também vêm sendo encaminhados aos órgãos competentes.

O assunto chama a atenção porque envolve justamente estruturas que fazem parte dos empreendimentos imobiliários e que, em diversos projetos, são apresentadas pela própria Soma como de “infraestrutura completa”, incluindo terraplanagem, drenagem, redes elétrica, de água e de esgoto, além de pavimentação.
Há, ainda, outro ponto que merece esclarecimento. Segundo relatos de proprietários, ao ser questionada sobre possíveis falhas ou deficiências em algumas dessas estruturas, a empresa teria informado, em diferentes ocasiões, que a responsabilidade atual seria de terceiros. No caso da energia elétrica, por exemplo, seria da EDP. Já nas questões relacionadas ao abastecimento de água e ao esgotamento sanitário, a responsabilidade seria do SAAE. O argumento apresentado seria de que essas estruturas foram executadas e, posteriormente, entregues aos respectivos responsáveis.
Mas a transferência dessas estruturas não encerra, necessariamente, a discussão.
Se os problemas identificados tiverem origem na concepção, no dimensionamento ou na execução das obras, é preciso saber em que condições elas foram entregues e recebidas. Foram executadas de acordo com os projetos aprovados? Houve fiscalização? Quais verificações foram realizadas antes do aceite? Quem atestou que aquilo que estava sendo entregue atendia às condições técnicas previstas?
Há também uma questão econômica que não pode ser ignorada. Caso sejam constatadas inadequações originadas na implantação dos empreendimentos e sejam necessárias obras para corrigi-las, quem deverá arcar com esses custos?
A infraestrutura fez parte de empreendimentos privados, integrou aquilo que foi oferecido aos compradores e compôs produtos imobiliários comercializados com finalidade econômica. Se forem comprovadas falhas de origem, é legítimo questionar por que o custo de sua correção deveria ser posteriormente transferido às concessionárias, ao poder público ou, em última instância, à própria sociedade.
O assunto ganha dimensão ainda maior diante de relatos de possíveis problemas de natureza semelhante em diferentes empreendimentos já entregues pela Soma. Essas informações precisam ser verificadas caso a caso e, neste momento, não permitem afirmar que exista um padrão. Mas justificam uma pergunta importante: estamos diante de ocorrências pontuais ou de problemas que se repetem em diferentes projetos?
A dimensão alcançada pela empresa em São Mateus reforça a importância dessa apuração. Seu portfólio reúne mais de uma dezena de empreendimentos no município, entre projetos já entregues, em implantação e lançamentos mais recentes. A Soma passou, portanto, a ocupar posição relevante no processo de expansão imobiliária da cidade.
A discussão, nesse ponto, deixa de estar restrita às reclamações de determinados proprietários. Passa a envolver também a forma como esses empreendimentos foram aprovados, fiscalizados e recebidos pelo poder público e pelas entidades responsáveis ao longo dos últimos anos.
A transferência da infraestrutura para uma concessionária ou órgão público pode definir quem passou a responder por sua operação e manutenção. Isso, porém, não esclarece necessariamente quem deve ser responsabilizado caso determinado problema tenha origem no projeto ou na execução da obra.
Se forem necessárias intervenções para corrigir eventuais falhas dessa natureza, quem vai pagar a conta?
A pergunta é especialmente relevante porque esses custos podem acabar sendo absorvidos por concessionárias ou pelo próprio poder público. Nesse cenário, seria necessário explicar por que a sociedade deveria assumir a correção de uma infraestrutura que nasceu dentro de um empreendimento privado, foi comercializada como parte dele e contribuiu para o resultado econômico de quem o desenvolveu.
Caso problemas semelhantes sejam confirmados em diferentes projetos, será necessário entender também se os mecanismos de fiscalização e recebimento dessas obras foram suficientes para identificá-los antes que as estruturas fossem entregues aos responsáveis por sua operação.
No fim, é isso que precisa ser esclarecido: o que foi projetado, o que efetivamente foi executado, em que condições essas obras foram recebidas e quem deve responder caso sejam constatadas falhas entre uma etapa e outra.
Áreas públicas também precisam de esclarecimentos
Para concluir, há outros pontos que também merecem atenção e esclarecimento, especialmente aqueles relacionados à doação e à venda de áreas públicas, bem como à atuação de empresas responsáveis pela execução de obras em terrenos cuja origem e destinação, em alguns casos, suscitam questionamentos quanto à transparência.
Também é necessário verificar como essas áreas foram adquiridas, quais critérios foram utilizados para sua destinação, quem foram os beneficiários, quais empresas participaram ou participam da execução das obras e quais procedimentos administrativos foram adotados pelo poder público.
São questões distintas, mas que se conectam quando se discute a utilização do patrimônio público, a implantação de empreendimentos privados e a eventual transferência de responsabilidades ou custos para o poder público e, consequentemente, para a sociedade.
Por isso, mais do que acusações, o que se espera são respostas objetivas, documentos, critérios claros e transparência. Afinal, quando patrimônio público, infraestrutura urbana e interesses privados se encontram, é dever dos responsáveis prestar contas e da sociedade cobrar esclarecimentos.
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- Foto Destaque: Reprodução / PMSM
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