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Eleições 2026

Ex-prefeito de São Mateus é detido em comitê eleitoral

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Política / Eleições

São Mateus (ES)

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de Busca e Apreensão no Comitê Eleitoral do ex-prefeito de São Mateus, Daniel Santana (PP), que também é candidato a deputado estadual. A ação da PF, com apoio da Polícia Militar, aconteceu nesta sexta-feira (2).

Durante a ação, foi localizado um volume em dinheiro. Até o momento, porém, o valor total apreendido não foi divulgado oficialmente.

Até a publicação desta matéria, não havia confirmação oficial sobre a natureza da detenção de Daniel, os motivos específicos da ação ou os detalhes da investigação. Um agente da Polícia Federal confirmou apenas o cumprimento de um mandado de busca e apreensão e que o candidato havia sido conduzido para a sede da PF, segundo informações preliminares.

A Polícia Militar informou que atuou apenas no apoio à operação. A Polícia Federal foi procurada para prestar esclarecimentos sobre a ação, mas ainda não havia respondido. O espaço permanece aberto para manifestação da defesa de Daniel Santana.

Histórico

Daniel da Açaí já havia sido preso pela Polícia Federal em setembro de 2021, durante a Operação Minucius, que investigava suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações no município.

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Na ocasião, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 700 mil em dinheiro em espécie: mais de R$ 400 mil foram encontrados na residência de Daniel e cerca de R$ 300 mil em uma empresa ligada ao então prefeito.

Daniel teve a prisão temporária prorrogada naquele ano e permaneceu afastado da Prefeitura até dezembro de 2021, quando uma decisão do Superior Tribunal de Justiça determinou seu retorno ao cargo.

Posteriormente, o Ministério Público Federal apresentou denúncia contra Daniel e outras pessoas por crimes relacionados às investigações da Operação Minucius. O MPF apontou suspeitas de corrupção, fraude em licitações e associação criminosa. As acusações foram contestadas pela defesa.

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  • Com informações de jornais de São Mateus

  • Foto Destaque: Reprodução

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Política / Eleições

TV Globo cancela debate com os candidatos à Presidência

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Anúncio foi feito após ministra Estela Aranha, do TSE, proibir púlpito vazio com nome de Lula e Gilmar Mendes, do STF, determinar a inclusão de Renan Santos no debate

A Globo recebeu há pouco, na noite desta quinta-feira (1º), duas intimações judiciais relacionadas à realização do debate presidencial programado para esta noite.

A primeira é assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e atende a um pedido da coligação da candidatura de Lula, do PT, à Presidência da República.

A decisão torna inválido o item das regras do debate que trata de candidatos ausentes.

A ata com as regras, assinada por todos os partidos, inclusive o PT, determina que em caso de ausência do candidato, o púlpito reservado a ele seja mantido vazio no cenário com uma placa que o identifique. E que numa das rodadas de tema livre, os candidatos presentes que assim desejarem formulem em trinta segundos a pergunta que fariam ao candidato que não compareceu.

A decisão da ministra Estela Aranha proíbe o púlpito com o nome de Lula e a formulação das perguntas que seriam feitas a ele.

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A segunda intimação recebida pela Globo esta noite é de uma decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e atende a um pedido feito pelo partido Solidariedade a respeito da participação no debate de Renan Santos, do Missão.

As regras que estabelecem que candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral.

Devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.

Em atendimento a essa regra, a Globo convidou para o debate os candidatos Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT).

Uma outra decisão, essa da última terça-feira (29), do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, alterou entendimento do próprio TSE sobre contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema, do Novo, teria direito de participar.

A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo, proferida há pouco, determinou a participação do candidato Renan Santos, mesmo o Missão, partido de Renan, tendo apenas um parlamentar no Congresso Nacional.

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A Globo tem longa tradição na organização de debates eleitorais. Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil. Oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos. Nosso dever é o de promover a democracia.

Mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa tem de organizar os debates eleitorais.

Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite.

A Globo agradece aos demais candidatos e faz esses esclarecimentos em respeito aos eleitores e ao público que esperavam ter a oportunidade de ouvir propostas para o futuro do país.

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  • Estadão – Conteúdo
  • Foto Destaque: Tv Globo

 

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