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Polícia de Ação

Líder de organização criminosa é preso em mansão no ES

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POLÌCIA

Bruno Soares Mendonça, é apontado como líder de uma organização que movimentou quase R$ 70 milhões

Um homem, de 37 anos, foi preso durante a Operação “Castelo de Areia” da Polícia Civil em uma mansão em Baixo Guandu, no Noroeste do Espírito Santo. A operação foi deflagrada no dia 27 de janeiro e as informações divulgadas nesta terça-feira (03).

Bruno Soares Mendonça é apontado como líder de uma organização que movimentou aproximadamente R$ 70 milhões em contas ligadas ao grupo ao longo de seis anos.

Apelidado de “Leite Ninho”, ele também é suspeito de realizar movimentações financeiras após roubos de veículos, investindo os valores obtidos em empresas de fachada e tentando dissimular o patrimônio com a compra de bens em nome de terceiros.

Envolvimento em crimes

Foto: Divulgação – PCES

“Leite Ninho” já era conhecido da polícia pelo envolvimento em assaltos a bancos e cargas. Mas teria mudado o foco da atuação criminosa, passando a se dedicar a crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Segundo informações repassadas durante coletiva nesta terça-feira (27), o grupo utilizava empresas de fachada e terceiros para esconder a origem do dinheiro obtido com atividades ilícitas.

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A investigação teve início após informações de que Bruno ostentava patrimônio desproporcional. Ao aprofundarmos as análises, constatamos diversas movimentações financeiras suspeitas, com indícios claros de lavagem de dinheiro.

Ainda segundo a polícia, o suspeito teria participação de um roubo a uma agência bancária em Guarapari, no ano de 2018, quando cerca de R$ 600 mil foram levados. Ele chegou a ser preso em 2022, mas depois foi solto.

Com o tempo, segundo as investigações, ele teria deixado os assaltos e passado a atuar em crimes como agiotagem, jogos de azar e outras atividades financeiras ilícitas.

Suspeito tinha vida de luxo

Segundo a Polícia Civil, Bruno vivia em uma mansão avaliada em quase R$ 2 milhões, com piscina, área gourmet, acabamentos de alto padrão e carros de luxo na garagem.

As investigações começaram após a polícia identificar que o suspeito ostentava um patrimônio incompatível com qualquer atividade profissional formal.

Ele vem de uma vida dedicada ao crime. No início, integrava grupos de roubo de veículos e, com o tempo, acumulou patrimônio. Depois, deixou os crimes mais violentos e passou a se dedicar a delitos financeiros, que são mais rentáveis e menos visíveis.

Durante o crime, ainda conforme o delegado, o grupo utilizava empresas de fachada e nomes de terceiros para esconder a origem do dinheiro obtido com atividades ilícitas.

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Além dos carros de luxo, também apreendemos outros veículos, armas e diversos documentos que indicam a tentativa de ocultar patrimônio em nome de outras pessoas. A operação ainda terá desdobramentos.

Operação em vários municípios

Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão nas cidades de Baixo Guandu, Colatina, Serra, Cariacica, Vila Velha, Guarapari, no Espírito Santo e Aymorés, em Minas Gerais.

Cerca de 50 policiais civis participaram da ação, que contou com equipes da Superintendência de Polícia Especializada (SPE), do Ciat, do Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).

Durante a operação foram apreendidos sete veículos, sendo dois de luxo, além de R$ 42 mil em espécie, armas de fogo, munições, cheques e notas promissórias em nome de terceiros.

Os investigados podem responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica, entre outros crimes. As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo.

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  • Com informações do Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto Destacada: Divulgação / PCES
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POLÌCIA

Justiça do Rio manda prender Oruam e cita falhas repetidas na tornozeleira eletrônica

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A Justiça do Rio de Janeiro expediu nesta terça (03/02) um mandado de prisão preventiva contra Oruam, após apontar descumprimento de medidas cautelares e falhas no monitoramento da tornozeleira

Por Quintino Gomes Freire* – Rio de Janeiro / RJ

A Justiça do Rio de Janeiro expediu, nesta terça-feira (03/02), um mandado de prisão preventiva contra Oruam. A decisão é da juíza Tula Correa de Melo, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que apontou descumprimento reiterado das medidas cautelares impostas ao artista.

Segundo o que consta no processo, relatórios de monitoramento da tornozeleira eletrônica indicaram falhas recorrentes no uso do equipamento. Parte dos registros de novembro e dezembro foi tratada como inconclusiva por não trazer dados claros de local e horário.

A decisão do TJ também levou em conta o que aconteceu na segunda-feira (02/02), quando o Superior Tribunal de Justiça revogou a liminar de habeas corpus que mantinha Oruam em liberdade com medidas alternativas. A liminar tinha sido concedida em setembro pelo ministro Joel Paciornik.

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Na avaliação do STJ, houve “descumprimento reiterado ou injustificado” das cautelares, principalmente por falhas na manutenção da tornozeleira carregada e funcionando. O tribunal cita 28 interrupções em 43 dias, com episódios frequentes à noite e em fins de semana, o que teria inviabilizado a fiscalização do recolhimento.

Oruam foi preso em julho de 2025 após ser indiciado por sete crimes, incluindo tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. Depois, o cantor acabou denunciado por tentativa de homicídio contra policiais.

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