Caso de Justiça
Assassinos da médica Milena Gottardi são condenados por outro homicídio
POLÌCIA
Dionathas Alves Vieira e Hermenegildo Palauru Filho também foram condenados pelo homicídio de Sílvio Camargo
Vitória / ES
A Justiça do Espírito Santo condenou novamente dois homens já sentenciados pelo assassinato da médica Milena Gottardi, ocorrido em 2017. Dionathas Alves Vieira e Hermenegildo Palauru Filho responderam por outro crime: o homicídio de Sílvio Camargo.
O assassinato de Camargo também aconteceu no ano de 2017, no município de Domingos Martins, na região Serrana do Espírito Santo.
Segundo a decisão judicial, Dionathas atuou como executor do crime, enquanto Hermenegildo foi o intermediário da execução. Os dois foram condenados a 17 anos de prisão cada um, por homicídio qualificado e já estão presos.
Com a nova condenação, as penas somadas dos dois envolvidos, pelos assassinatos de Milena Gottardi e de Sílvio Camargo, ultrapassam 30 anos de prisão para cada um.
Relembre o assassinato de Milena Gottardi

O assassinato de Milena Gottardi aconteceu na tarde do dia 14 de setembro de 2017 e ganhou grande repercussão no Espírito Santo. A vítima atuava como pediatra oncológica no Hospital das Clínicas, em Maruípe, Vitória.
Quando saía de um plantão, acompanhada de uma amiga, a médica foi abordada, no estacionamento do hospital, por um homem armado, que chegou a anunciar um assalto.
Milena e a amiga chegaram a entregar os pertences ao suposto assaltante. Quando elas se dirigiam ao carro, o criminoso atirou três vezes em direção à pediatra, atingindo na cabeça e na perna, e fugindo posteriormente. A médica foi socorrida e internada em um hospital, mas morreu no dia seguinte.
A Polícia Civil agiu rápido e, dois dias após a médica ser baleada, dois suspeitos de envolvimento no crime foram detidos: Dionathas Alves Vieira, acusado de ser o executor do crime, e Bruno Rodrigues Broetto, apontado pela polícia como o responsável por conseguir a moto utilizada por Dionathas no dia do assassinato.
A prisão dos suspeitos aconteceu praticamente ao mesmo tempo em que o corpo de Milena era sepultado em Fundão, município onde a médica nasceu e foi criada e onde grande parte de sua família ainda mora.
Com a prisão da dupla, a polícia começou a desvendar o crime e provar que Milena não havia sido vítima de um latrocínio — como fez parecer o autor dos disparos — mas sim de um crime de mando. Faltava, no entanto, chegar aos mentores do assassinato.
Para conseguir as provas necessárias, a Polícia Civil conseguiu, junto à Justiça, que as investigações corressem sob sigilo. Isso porque o principal suspeito de encomendar a morte de Milena era o ex-marido dela, o então policial civil Hilário Antônio Fiorot Frasson, que atuava como assessor técnico do gabinete do Chefe da PC, Guilherme Daré.
A ideia da Secretaria de Estado da Justiça (Sesp) era justamente impedir que Hilário tivesse acesso às provas obtidas pela Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DHPM), que conduzia o inquérito.
A prisão de Hilário aconteceu no dia 21 de setembro, exatamente uma semana depois do assassinato de Milena. Ele foi preso na Chefatura da Polícia Civil e encaminhado para um anexo da Delegacia de Novo México, em Vila Velha, onde ficam os policiais civis que são presos.
Mais cedo, no mesmo dia, a polícia havia prendido o pai dele, Esperidião Carlos Frasson, apontado como o outro mandante do crime, e Valcir da Silva Dias, acusado de ser um dos intermediadores do assassinato.
Segundo a polícia, o outro intermediador foi Hermenegildo Palauro Filho, o Judinho, que foi preso no dia 25 de setembro.
Todos os seis suspeitos de envolvimento no assassinato de Milena Gottardi foram autuados pela Polícia Civil, que concluiu o inquérito referente ao crime no dia 18 de outubro. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPES), que, no dia 27 de outubro de 2017, denunciou os seis indiciados à Justiça.
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- Com informações da reportagem da TV Vitória/ Record
- Foto/Destaque: Reprodução / Redes Sociais
POLÌCIA
Ex-funcionária é presa após furtar R$ 60 mil de apartamento em Jardim Camburi
Suspeita disse que precisava “ungir” os cômodos da casa, confessou o crime e levou policiais até parte do dinheiro escondido
Vitória (ES)
Uma ex-funcionária de uma família foi presa após furtar R$ 60 mil em dinheiro de um apartamento em Jardim Camburi, em Vitória. O crime aconteceu na quarta-feira (5), e parte do dinheiro foi recuperada pela Polícia Civil no dia seguinte, durante diligências no bairro Bubú, em Cariacica.
Segundo a 5ª Delegacia de Polícia de Jardim Camburi, a mulher aproveitou o momento em que outros moradores entravam no condomínio para acessar o prédio sem autorização. A investigação aponta que, em seguida, ela foi até o apartamento da vítima e furtou o dinheiro em espécie.
Em seguida, ela convenceu a funcionária que estava no apartamento a permitir sua entrada, afirmando que precisava “ungir” os cômodos da residência.
Já dentro do imóvel, a mulher pediu para circular sozinha pelos quartos. De acordo com as investigações, foi nesse momento que ela teve acesso ao local onde os R$ 60 mil estavam guardados e furtou o dinheiro.
A Polícia Civil analisou imagens do sistema de videomonitoramento do condomínio e reuniu outros elementos que permitiram identificar a suspeita. Ela foi localizada e conduzida para a delegacia.
Polícia Civil recuperou R$ 50 mil
Durante o atendimento na delegacia, a mulher entregou espontaneamente R$ 20 mil. No interrogatório, ela confessou o furto e indicou aos policiais onde havia escondido outros R$ 30 mil. Ao todo, R$ 50 mil foram recuperados.
Sobre os R$ 10 mil restantes, a investigada afirmou que já havia utilizado o dinheiro. Ela assumiu o compromisso de ressarcir a vítima de forma parcelada.
Mulher era investigada por outros furtos
Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que a suspeita já havia sido identificada como autora de outros furtos quando trabalhava como empregada doméstica na casa de familiares da vítima, na Serra.
Ainda segundo a polícia, há registro de outro furto atribuído a ela, ocorrido em março deste ano, quando R$ 10 mil em espécie foram levados.
A mulher foi indiciada por furto qualificado. O inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
- Matéria do Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / PCES
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