VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Polícia

Suspeitos presos tinham até drone para vigiar a polícia  

Publicados

POLÌCIA

Nova Venécia

 Operação policial prendeu os suspeitos e deu também cumprimento ao mandado de prisão preventiva contra suspeito de assassinar Rafael Machado Lopes

Uma operação policial prendeu três suspeitos e apreendeu um adolescente em Nova Venécia, município ao Noroeste do Estado, nesta sexta-feira (04). A ação tinha o objetivo de cumprir buscas em imóveis apontados como pontos utilizados para o tráfico de drogas no bairro Aeroporto.

A operação também visou dar cumprimento ao mandado de prisão preventiva contra um homem suspeito de assassinar Rafael Machado Lopes, de 18 anos. O crime ocorreu em fevereiro, no bairro citado. O suspeito também é investigado por tráfico de drogas.

No local em que ele foi encontrado, também estavam outros dois suspeitos e o adolescente, segundo informações do delegado Douglas Trevizani Sperandio, chefe da 17ª Delegacia Regional de Nova Venécia.

A autoridade policial afirmou que a atitude dos suspeitos foi mais ousada do que se esperava. “Cabe salientar que tinham um drone, binóculo e uma luneta para monitorarem a atividade policial”, ressaltou.

Leia Também:  Polícia já sabe que principal suspeito da morte de Jeff Machado não agiu sozinho

Apreensões

No local, foram apreendidos, aproximadamente, 420 pedras de crack, duas armas de fogo, um drone, um binóculo, uma luneta, uma porção de maconha, uma porção de cocaína e um pé de maconha.

Os envolvidos foram conduzidos em flagrante para a Delegacia Regional de Nova Venécia e foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores. Eles serão conduzidos ao Centro de Detenção Provisória de São Domingos do Norte e ficarão à disposição da Justiça.

O adolescente foi reintegrado à família e foi aberto um Boletim de Ocorrência Circunstanciado (BOC) para apuração do ato infracional.

A operação foi integrada entre as equipes da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) e da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Nova Venécia, com o apoio de militares do 2º Batalhão da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES).

  • Com informações FV / PC-Nova Venécia
  • Foto: Divulgação
Propaganda

POLÌCIA

Quadrilha presa por sequestro em Jardim Camburi vigiou empresário por um ano

Publicados

em

Vitória (ES)

Suspeitos de sequestrar um empresário de 30 anos em Jardim Camburi, em Vitória, em junho deste ano, planejaram o crime durante pelo menos um ano, segundo investigação da Polícia Civil. O objetivo da quadrilha era extorquir R$ 5 milhões da vítima.

Adilson de Jesus Neves Júnior, conhecido como Dio, de 37 anos, e Osmar de Azeredo Nunes, de 39, são apontados como os responsáveis pelo planejamento e monitoramento da vítima.

Ao todo, sete pessoas foram presas e duas são procuradas por suspeita de participação no sequestro, ocorrido em 11 de junho. Entre os investigados estão pessoas com antecedentes por crimes como tráfico de drogas, homicídio e roubo.

Segundo o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, os suspeitos passaram a acompanhar a rotina do empresário depois de receberem informações de que ele atuava no mercado financeiro e poderia ter um patrimônio elevado.

O monitoramento teria ocorrido tanto pelas redes sociais quanto presencialmente. Os investigados observavam os locais frequentados pela vítima e até os momentos em que ela praticava esportes.

“A partir do momento que eles tiveram informação de que essa vítima mexeria com o mercado financeiro e poderia ter um patrimônio, eles começaram a monitorar através de rede social, através de monitoramento em campo”, explicou o delegado.

O sequestro

No dia do crime, o empresário dirigia uma Porsche avaliada em mais de R$ 500 mil quando foi fechado por um carro branco conduzido por Adilson. Um segundo veículo, dirigido por Samuel Camilo dos Santos, conhecido como Frajola, de 23 anos, seguia logo atrás.

Leia Também:  Corpos que seriam de assassinos de médicos em quiosque são encontrados dentro de carros

Osmar e Enoque Pereira Leal teriam descido do carro e se passado por policiais federais armados para abordar a vítima. De acordo com a investigação, o empresário percebeu que não se tratava de uma abordagem policial e reagiu.

Ele teria sido agredido com coronhadas na cabeça. Em seguida, os suspeitos colocaram um capuz na vítima, amarraram suas mãos e a levaram para uma área de mata em Jardim Carapina, na Serra.

“A vítima percebeu que não se tratava de policiais e esboçou uma reação, momento em que foram desferidas coronhadas em sua cabeça, colocaram um capuz nele para ele não ver onde que estava e dificultar até a identificação dos criminosos, amarraram as suas mãos e o levaram para uma região de mata em Jardim Carapina”, descreveu o delegado.

O carro foi abandonado pouco depois, no bairro de Fátima, também na Serra.

Suspeitos obrigaram vítima a transferir criptomoedas

Na área de mata, Adilson e outro suspeito, Erlan Josme de Oliveira Alves, teriam obrigado a vítima a transferir cerca de R$ 20 mil em criptomoedas para uma corretora internacional.

Segundo a Polícia Civil, Adilson foi o primeiro beneficiário do dinheiro retirado da conta do empresário.

As transferências foram rastreadas pelos investigadores por meio da rede blockchain Tron, que deu nome à Operação Tron. A tecnologia permite registrar transações digitais e identificar as carteiras que receberam os valores, mediante autorização judicial.

Leia Também:  Polícia Civil faz apreensão de mais de 1 tonelada de drogas que seria distribuída na grande Vitória

O rastreamento levou a polícia até Laís de Jesus Teles, de 27 anos, mulher de Adilson, além de Enoque, Erlan e Osmar.

A Polícia Civil informou ainda que as corretoras utilizadas nas movimentações possuem registro e autorização para atuar no Brasil, seguindo as regras estabelecidas pelo Banco Central.

Vítima conseguiu fugir

Ana Júlia da Silva, conhecida como Doutrinada, de 21 anos, é apontada pela investigação como responsável por monitorar a área onde o empresário era mantido.

A vítima conseguiu escapar e encontrou policiais militares que já realizavam buscas na região.

Em depoimento à Polícia Militar, o empresário relatou que oito pessoas armadas com pistolas participavam da ação. Após a fuga, os suspeitos teriam entrado na mata.

Na sequência, o carro prata usado no crime, que estava registrado em nome de Irlã Miguel de Souza Laranjeira, de 25 anos, foi abandonado em Jardim Carapina.

Suspeito teria tentado criar versão para despistar polícia

O inquérito também aponta que William Henrique Guimarães Gomes, de 30 anos, teria planejado informar à polícia que havia pegado o veículo emprestado e sido vítima de um assalto.

A versão, porém, não foi confirmada pela investigação. William acabou preso no mesmo dia por tráfico de drogas, segundo a Polícia Civil.

A Polícia Civil orientou a população a ter cuidado com a exposição de informações pessoais e da rotina nas redes sociais. Segundo a corporação, esse tipo de conteúdo pode despertar o interesse de criminosos e facilitar o monitoramento de possíveis vítimas.


  • Matéria do JN
  • Foto Destaque: Reprodução / JN
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA