Governo em Ação
Governo do Estado investe em rodovia e abastecimento de água em Conceição da Barra
POLÍTICA & GOVERNO
Por Giovani Pagotto*
O governador do Estado, Renato Casagrande, assinou, na manhã desta sexta-feira (16), a Ordem de Serviço para a pavimentação da Rodovia ES-010, no trecho Guriri – Meleiras – Barreiras, em Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo. A solenidade reuniu autoridades estaduais, lideranças municipais e moradores da região.
As obras contemplam a pavimentação em blocos de concreto intertravados e o assentamento de meio-fio em trechos rodoviários delegados e em rodovias estaduais ainda não pavimentadas, totalizando 15,30 quilômetros de extensão. O investimento supera R$ 15 milhões e as intervenções serão executadas pelo Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES), com prazo de conclusão de 365 dias.
O trecho beneficiado está localizado a cerca de três quilômetros do município de São Mateus e a 12,3 quilômetros de Conceição da Barra. As melhorias vão contribuir para desafogar o trânsito da região, uma vez que o início da obra ocorre no entroncamento com a ES-010, em Guriri, e segue até o porto de embarque da balsa em Meleiras, onde já existe pavimento em blocos.
“Essa é uma ordem de serviço importante, que muda a vida dos moradores dessa região de Conceição da Barra e São Mateus. Esse trecho de 15 quilômetros que liga Barreiras a Guriri vai potencializar o turismo do Norte capixaba. Essa região é linda e conhecida nacionalmente e, com mais infraestrutura, vai estar ainda mais preparada para receber os turistas. Mas, como sempre digo, antes de receber os visitantes, precisamos arrumar a casa, e os moradores dessa região merecem mais infraestrutura e mais qualidade de vida”, afirmou o governador Casagrande, que também visitou obras em andamento no município.
O diretor-geral do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, destacou a importância da obra para a mobilidade regional. “É uma área com grande circulação e que precisava de uma pavimentação de qualidade. Desenvolvemos o projeto, realizamos a licitação e agora damos início à execução. Essa obra vai facilitar a vida de quem trafega pela rodovia e melhorar a organização do trânsito na região”, disse.
Poços artesianos
Durante a agenda em Conceição da Barra, o Governo do Estado também autorizou o início da construção de poços artesianos nas comunidades rurais de Meleiras e Barreiras. O investimento, superior a R$ 870 mil, será executado por meio de repasse do Fundo Cidades – Adaptação às Mudanças Climáticas, gerido pela Secretaria do Governo (SEG).
As obras vão beneficiar mais de 100 famílias que enfrentam dificuldades no acesso à água potável, especialmente durante os períodos de estiagem, quando o abastecimento depende do uso de carros-pipa. As comunidades estão localizadas às margens do Rio Cricaré e têm atividades econômicas ligadas à pesca artesanal, agricultura de subsistência e extrativismo vegetal.
Cada localidade será contemplada com a perfuração de um poço de até 200 metros de profundidade, com vazão estimada de até 4.680 litros por hora, precedida de sondagem e análise hidrogeológica. O sistema contará com reservatório central de 20 mil litros e distribuição por gravidade para residências próximas. Nos pontos mais distantes ou em áreas elevadas, será utilizado bombeamento mecânico para garantir o abastecimento contínuo.
“Ao repassar recursos para a construção dos poços artesianos, o Governo do Estado assegura abastecimento contínuo e seguro, garantindo melhores condições de saúde, produção de alimentos e permanência das famílias em suas comunidades, com dignidade e qualidade de vida”, comentou a secretária de Estado do Governo, Emanuela Pedroso.
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- Governo do Es / Comunicação – Conteúdo
- Foto Destacada: Crédito – Rayron Rickson / Governo-ES
POLÍTICA & GOVERNO
Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi
Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)
A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região.
O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.
O que muda na prática?
O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:
– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).
– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.
– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.
– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.
– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.
– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.
A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.
Um novo ciclo para a cidade
Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.
O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
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