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MPES e instituições alinham ações para preservar o Sítio Histórico de São Mateus

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São Mateus (ES) | Do Correspondente*

Com o objetivo de definir estratégias e iniciar a elaboração de um plano de ação voltado à revitalização, preservação, segurança e ocupação cultural sustentável do Sítio Histórico de São Mateus, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) promoveu uma reunião com representantes de instituições públicas.

De acordo com o MPES, é fundamental integrar a atuação dos diversos órgãos envolvidos, definindo responsabilidades e estabelecendo medidas que contribuam para a recuperação e valorização do Sítio Histórico.

A proposta busca conciliar a preservação do patrimônio cultural com a segurança da população, a assistência às famílias em situação de vulnerabilidade social e a promoção de atividades culturais que incentivem a ocupação permanente e sustentável do espaço.

A elaboração conjunta do plano de ação permitirá que os órgãos atuem de forma coordenada, reunindo competências para enfrentar os desafios relacionados ao Sítio Histórico. A expectativa é instituir uma governança compartilhada capaz de garantir a continuidade das ações de preservação, revitalização e valorização do patrimônio histórico-cultural de São Mateus.

O encontro foi conduzido pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Martínez Berdeal, e contou com a participação da dirigente do Centro de Apoio Operacional da Defesa do Meio Ambiente, Bruna Legora de Paula Fernandes; do coordenador de Patrimônio Histórico-Cultural do MPES, Fábio Baptista de Souza; e do promotor de Justiça de São Mateus, Luciano Rocha de Oliveira.

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Também participaram representantes da Prefeitura de São Mateus, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), das Secretarias de Estado da Cultura (Secult) e da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), além da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) e da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES).

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  • Com informações das instituições participantes.
  • Foto de destaque: Maikson/Comunicação da Prefeitura de São Mateus.
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Santa Maria investe R$ 60 milhões em nova hidrelétrica e deve criar 300 empregos

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Empreendimento no Rio Cricaré deve começar a operar em 2029; grupo também estuda projetos de baterias, biogás e biometano

Por Fernanda Zandonadi*

A Santa Maria Participações planeja investir R$ 60 milhões na construção de uma central geradora hidrelétrica no Rio Cricaré, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Batizado de Km 47, o empreendimento terá capacidade instalada de cinco megawatts e poderá gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos durante a implantação.

A empresa prevê começar a construção no início de 2027 e colocar a usina em operação em 2029. O projeto já obteve a licença prévia municipal e a manifestação do Iphan referente à primeira etapa do licenciamento.

Antes de iniciar as obras, porém, o grupo ainda precisa concluir a compra de alguns terrenos e receber as autorizações para a instalação do empreendimento, tanto do município quanto do Iphan.

Segundo o CEO da Santa Maria Participações, Aurelien Maudonnet, a configuração da central hidrelétrica permitirá uma construção mais simples, com intervenções ambientais limitadas. “O projeto não possui túnel nem grandes extensões de conduto forçado”, afirma.

Isso significa que a água percorrerá uma distância curta até as turbinas, o que simplifica a construção e reduz as intervenções no terreno. Maudonnet explica também que a Km 47 terá reservatório, mas a área alagada será limitada.

A escolha do local considera ainda a proximidade de uma usina solar que já pertence à companhia. A presença das duas fontes na mesma região integra a estratégia da Santa Maria de diversificar a geração de energia e reduzir os riscos relacionados às condições climáticas.

Investimento

A Santa Maria ainda não definiu o modelo completo de financiamento do empreendimento.

“O projeto está sendo desenvolvido internamente e, a princípio, o capital será próprio. No entanto, a hidrelétrica está localizada na região da Sudene, o que permite captação de recursos através do Banco do Nordeste (BNB). Já tivemos três usinas solares fotovoltaicas financiadas pelo BNB na região de Colatina”, explica o executivo.

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A empresa também definirá mais adiante a estratégia de comercialização da energia. Uma possibilidade envolve o mercado livre e participação em leilões, que permitem contratos de longo prazo com preços reajustados pela inflação.

“Priorizamos a venda de energia no mercado livre de energia, através da nossa comercializadora ‘Santa Maria Energia’ mas não descartamos a possibilidade de participar no próximo leilão de energia incentivada A-5”, explicou Maudonnet.

55 MW de potência

A Santa Maria Participações reúne atualmente ativos com 50 megawatts de potência instalada. Desse total, 40 megawatts vêm de hidrelétricas e 10 megawatts de usinas solares. Com a entrada da Hidrelétrica Km 47, a capacidade de geração deverá alcançar 55 megawatts.

A holding atua de forma separada da Luz e Força Santa Maria, distribuidora responsável pelo fornecimento de energia em 11 municípios do Noroeste capixaba. Enquanto a Participações administra os ativos de geração, a Santa Maria Energia atua na comercialização da eletricidade produzida pelo grupo.

Além dessas atividades, a companhia presta serviços de engenharia, manutenção de linhas e monitoramento. Outro braço trabalha com a importação e a distribuição de equipamentos fotovoltaicos.

Segundo o CEO, a integração entre geração e comercialização ajuda a reduzir a exposição às oscilações do mercado.

“A comercialização de energia tem sofrido muito nos últimos tempos com a volatilidade dos preços. Quando temos geração e comercialização ‘dentro de casa’, conseguimos diminuir o risco da operação”, afirma.

Clima acelera diversificação

As mudanças no regime de chuvas estão entre as preocupações da companhia, especialmente porque parte relevante de sua capacidade instalada depende da disponibilidade de água. Por isso, a Santa Maria acompanha as projeções climáticas e amplia os investimentos em outras fontes.

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Maudonnet afirma que a empresa promoveu recentemente uma palestra com um climatologista para avaliar os possíveis efeitos do El Niño sobre a geração de energia.

“Isso realmente é uma preocupação, porque podemos ter menos água e temperaturas mais elevadas. Estamos investindo na diversificação das fontes, por isso também temos projetos de energia solar”, explica.

A companhia prepara um plano estratégico para os próximos cinco anos e avalia novas áreas de atuação“As baterias são uma das fronteiras do setor elétrico. Também estamos estudando biogás e biometano, mas ainda não existem projetos. É uma fase exploratória”, ressalta.

Demanda industrial

O crescimento da atividade industrial aparece como o principal motor da demanda por energia no Espírito Santo no curto prazo, segundo Maudonnet.

“Existe uma demanda industrial que deve crescer no curto prazo. A perspectiva de instalação da montadora chinesa GWM em Aracruz é um exemplo desse movimento e pode ampliar o consumo de energia no estado”, avalia.

Maudonnet assumiu o comando da Santa Maria Participações há cerca de quatro meses. Segundo ele, a mudança mantém a trajetória iniciada pela família controladora e abre uma nova etapa de crescimento.

“Permanecemos firmes não apenas na geração, mas também na comercialização, na importação de equipamentos fotovoltaicos e na prestação de serviços. São vertentes com muita sinergia. Em breve, divulgaremos novos planos de crescimento e diversificação”, adianta.

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  • Matéria do Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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