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Justiça em Ação

Condenado a nove anos de prisão por estupro, ator José Dumont é preso

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Justiça

Artista foi localizado em casa, no Flamengo, na Zona Sul

Rio de Janeiro – RJ

A Polícia Civil prendeu, na noite desta terça-feira (3), o ator José Dumont, de 75 anos, condenado a nove anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. Ele foi localizado dentro de casa, no Flamengo, Zona Sul.

Segundo investigações, em 2022, o ator levou uma criança, de 11 anos, para o interior de seu apartamento e praticou os abusos. A vítima é filho de uma ambulante que vendia cuscuz na porta do imóvel. Dumont foi denunciado por moradores do local, que disseram que a criança já tinha ido mais de uma vez na residência.

A pena de José é de nove anos e quatro meses, já definitiva decorrente de condenação transitada e julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

A prisão foi realizada por agentes da Divisão de Capturas da Polícia Interestadual (DC-Polinter).

Relembre o caso

Dumont virou réu por estupro de vulnerável em novembro de 2022. De acordo com apuração da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), o artista ofereceu uma ajuda financeira para a vítima e manteve relação de carícias com ele, sendo uma das interações flagrada por uma câmera de segurança.

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O registro serviu de base para a investigação. Durante diligências em setembro do mesmo ano, os agentes encontraram um comprovante de depósito bancário para a criança. Na ocasião, diversos vídeos contendo relações sexuais entre crianças também foram encontrados em aparelhos na casa do ator.

Na época, Dumont foi preso em flagrante por armazenamento de material pornográfico infantojuvenil. Em sua defesa, o artista argumentou que armazenava o material para fazer uma pesquisa relacionada à sua atuação profissional. No entanto, depois de relatório técnico e pericial dos equipamentos, foi verificada a natureza do material e a responsabilização criminal do ator pelo conteúdo.

José teve a prisão em flagrante convertida para preventiva ainda no mês de setembro. Posteriormente, a Justiça do Rio determinou a soltura do ator, que passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. A decisão entendeu que a prisão preventiva precisava ser revogada, pois Dumont respondia apenas pelo armazenamento de imagens de cenas pornográficas. Segundo o Código de Processo Penal, nestes casos, não cabe a prisão preventiva.

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  • Informações de O Dia – Conteúdo
  • Foto Destaque: Reprodução / PCRJ
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Justiça

Mendonça autoriza PF a abrir inquérito para apurar tráfico de influência de Lulinha no governo

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Ministro do STF havia feito cobranças à PF nas últimas semanas sobre o andamento das investigações de Lulinha

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência no governo federal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Relator do caso, Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal. Procurada, a defesa de Lulinha disse que recebeu “com tranquilidade” a informação e afirmou que o filho do presidente não obteve nenhum pagamento por negócios de empresários com o governo Lula (leia mais no fim do texto).

A informação sobre o pedido de inquérito foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão. A solicitação foi enviada à presidência do STF com a sugestão de distribuição livre na Corte, o que tiraria o caso das mãos do ministro André Mendonça. A presidência, porém, remeteu o caso ao ministro, por entender que havia conexão com as investigações sobre desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mendonça havia feito cobranças à PF nas últimas semanas sobre o andamento das investigações de Lulinha, o que vinha gerando descontentamento na corporação. No pedido de investigação, a PF cita suspeitas de tráfico de influência de Lulinha no Palácio do Planalto e no Ministério da Saúde. O objetivo da apuração é saber se o filho do presidente vendia acesso ao governo federal, em troca de pagamentos.

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O nome do filho do presidente surgiu nas investigações sobre desvios de aposentadorias por causa de sua relação com um dos empresários investigados como líder do esquema, Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Lulinha chegou a admitir em documento protocolado no STF que viajou a Portugal com as despesas pagas pelo “Careca do INSS” para prospectar um negócio de cannabis medicinal. Esse negócio seria intermediado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e responsável por apresentá-lo ao “Careca do INSS”. Ela recebeu pagamentos de R$ 1,5 milhão do empresário e afirmou que prestou serviços de consultoria para regulação do mercado de cannabis medicinal no Brasil.

Como revelou o Estadão, a PF suspeita que Lulinha seria sócio oculto do “Careca do INSS” e, por causa disso, informou no final do ano a André Mendonça que iria aprofundar as suspeitas sobre o filho do presidente. Agora, os investigadores entenderam que os fatos encontrados sobre Lulinha não têm relação direta com os desvios do INSS e, por isso, decidiram pedir um inquérito autônomo para investigar o assunto.

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O advogado Marco Aurélio Carvalho, que representa Lulinha, considerou “estranha” a instauração do novo inquérito e citou “pesca probatória”. “Importante dizer que o presidente Lula devolveu as instituições de Estado à sociedade brasileira, notadamente a Polícia Federal, que tinha sido capturada pelo governo anterior por interesses políticos e eleitorais. A PF recuperou a independência e autonomia que são determinantes para a manutenção da credibilidade da instituição, mas ela precisa usar com responsabilidade. É estranha a notícia sobre a instauração de novo inquérito, a impressão que passa é que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de pesca probatória. ‘Não achei nada aqui e vou procurar ali. Isso é muito grave. Não acharam nada do Fábio no bojo das investigações do INSS, como não vão achar em relação a esses fatos”, afirmou.

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  • Matéria reproduzida do Estadão
  • Foto destaque: Crédito – Gustavo Moreno / STF
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