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Crime Organizado

EUA vão classificar PCC e CV como organizações terroristas, disse secretário Rúbio

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INTERNACIONAL

Ambos os grupos criminosos serão classificados como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir do próximo dia 5 de junho, de acordo com o Departamento de Estado norte-americano

Por Raphael Pati*

O secretário de Estado dos Estados Unidos da América (EUA), Marco Rubio, emitiu um comunicado na noite desta quinta-feira (28/5) em que confirma que o país irá classificar as organizações criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.

A nota foi publicada pelo Departamento de Estado dos EUA, e acrescenta que o país deve designar os dois grupos criminosos como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir do próximo dia 5 de junho. Antes disso, ambos os grupos já foram denominados “Terroristas Globais Especialmente Designados” pelos norte-americanos. 

“O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros”, destaca o comunicado.

Influência “muito além das fronteiras”

Ainda segundo o secretário de Estado, a influência e as redes ilícitas dos dois grupos se estenderiam “muito além das fronteiras do Brasil”, o que teria motivado os EUA a classificarem o PCC e o CV como “terroristas globais”. Ainda de acordo com Rubio, a medida é mais uma das ações do governo Trump para “desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano”.

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“O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo as fontes de receita que financiam narcoterroristas violentos”, acrescentou a nota.

A tipificação das duas organizações como terroristas pelos EUA virou tema de confronto entre o governo e a oposição no Brasil. Enquanto o grupo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teme que a decisão favoreça uma intervenção norte-americana no país, o outro lado acredita que a medida pode contribuir para reforçar a segurança e o combate contra os criminosos.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – BRENDAN SMIALOWSKI / AFP
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INTERNACIONAL

Terremoto de magnitude 7,5 atinge a Venezuela e provoca destruição em Caracas

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Tremor com epicentro em Montalbán derrubou prédios na capital venezuelana; especialistas explicam o que representa um terremoto dessa intensidade e seus potenciais impactos.

Caracas (Venezuela)

Um forte terremoto de magnitude 7,5 atingiu a Venezuela na quarta-feira (24), causando grandes estragos na capital, Caracas. Imagens divulgadas nas redes sociais e por veículos de comunicação mostram prédios desabando, equipes de resgate em ação e momentos de pânico entre moradores durante o tremor.

Terremotos causam destruição na Venezuela; veja fotos – Noticias R7

Terremotos causam destruição na Venezuela / Foto: AFP

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), foram registrados dois abalos sísmicos com epicentros separados por cerca de cinco quilômetros. Os tremores tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, sendo este último o mais intenso.

O epicentro do terremoto mais forte foi localizado na cidade de Montalbán, a aproximadamente 168 quilômetros de Caracas, com profundidade de 13 quilômetros. Especialistas alertam que terremotos acima de magnitude 7 são considerados de grande porte e têm potencial para causar danos severos, incluindo o colapso de edificações em áreas habitadas.

Forte terremoto atinge Venezuela e derruba prédios na capital; entenda  escala de magnitude | G1

Forte terremoto atinge Venezuela e derruba prédios na capital / Foto: AFP

O que significa um terremoto de magnitude 7,5?

Os terremotos ocorrem quando há uma liberação repentina de energia na crosta terrestre, geralmente causada pelo movimento e choque entre placas tectônicas. Essa energia se propaga em forma de ondas sísmicas, provocando os tremores sentidos pela população.

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A magnitude mede a quantidade de energia liberada no local da ruptura geológica. Quanto maior a magnitude, maior o potencial destrutivo do fenômeno. O maior terremoto já registrado no mundo atingiu magnitude 9,5 e ocorreu no Chile, em 1960.

Segundo a Universidade Tecnológica de Michigan (Michigan Tech), os impactos variam conforme a magnitude:

  • Até 2,5:normalmente não são sentidos pela população, mas são registrados por equipamentos.
  • De 2,5 a 5,4:podem ser percebidos, causando apenas pequenos danos.
  • De 5,5 a 6,0:podem provocar danos em edifícios e estruturas.
  • De 6,1 a 6,9:causam prejuízos significativos em áreas densamente povoadas.
  • De 7,0 a 7,9:são classificados como grandes terremotos, capazes de destruir prédios e causar danos severos.
  • Acima de 8,0:podem devastar comunidades inteiras próximas ao epicentro.
  • FOTOS: Imagens mostram destruição após fortes terremotos na Venezuela | G1

    População em pânico com a destruição pela intensidade do abalo sísmico / Foto: AFP

Como os terremotos são medidos?

A medição dos terremotos é realizada por sismógrafos, equipamentos que registram informações como horário, localização e magnitude dos tremores. Atualmente, sistemas modernos permitem detectar movimentos sísmicos a milhares de quilômetros de distância.

Embora a Escala Richter seja a mais conhecida pelo público, ela é pouco utilizada atualmente em grandes eventos sísmicos. Os órgãos de monitoramento adotam métodos mais modernos e precisos para calcular a magnitude dos terremotos.

Magnitude e intensidade não são a mesma coisa

A magnitude representa a energia liberada pelo terremoto em sua origem e é única para cada evento. Já a intensidade varia de acordo com o local observado, dependendo da distância do epicentro, do tipo de solo e de outros fatores geológicos.

Por isso, um mesmo terremoto pode ser sentido de forma diferente em cidades distintas, apresentando impactos mais severos em algumas regiões e efeitos mais leves em outras.

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  • Com informações de agências de notícias
  • Foto destaque: Crédito – AFP
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