Manifestação da Comunidade
Moradores de Santa Leopoldina pedem ao governo estadual melhorias em estrada
CIDADES
Santa Leopoldina – ES
Por Paulo Borges
Moradores que usam diariamente a rodovia estadual que liga o município de Santa Leopoldina a Santa Teresa, aproveitaram a realização do Caminho do Imigrante para fazer um protesto pedindo ao governador Renato Casagrande (PSB) as obras necessárias naquela estrada.
O governador participava do Caminho do Imigrante, tradicional evento em que os participantes saem em caminhada de Santa Leopoldina com destino a Santa Teresa, quando foi surpreendido por moradores das comunidades de Rio da Prata e Chaves em Santa Leopoldina e Comunidade da Penha, em Santa Teresa, que fazem uso diário daquela rodovia estadual, que com faixas e cartazes pediam providências à suas demandas.

A rodovia estadual 080 é a principal via de ligação entre os dois municípios e para as comunidades do entorno. As condições da estrada são péssimas com crateras, trechos que põem em risco a integridade das pessoas que trafegam com seus veículos pela via. “Essa situação já dura muito tempo”, disse um dos participantes do protesto.
O governador, que estava acompanhado do diretor-presidente do DER, José Eustáquio de Freitas, ouviu todas as demandas, conversou com o grupo e solicitou que constituíssem uma comissão para buscarem uma solução para o problema. Uma reunião deve acontecer nos próximos dias para tratar dessa questão ente a comissão e o Departamento Estadual de Edificações e Rodovias (DER).
Via Crucis das comunidades
A estrada é oficialmente a primeira construída, era um simples caminho e que há quatro anos foi feito obras de pavimentação e depois não se fez nenhuma manutenção da rodovia ES-080. “Essa estrada tem história e deveria ser um símbolo”, disse o vereador Jefferson Rodrigues.

São 24 quilômetros repletos de buracos e trechos onde já não existe pavimentação, sem sinalização e, para piorar, os pontos de ônibus existentes ao longo da estrada em condições precárias, alguns com a cobertura que desabou e outras que ameaçam desabar, colocando em risco a segurança dos passageiros que dependem do transporte de ônibus.
Além disso, existem trechos em que houve deslizamento de encosta, reduzindo a pista por onde trafegam carros e ônibus, inclusive ônibus escolares. Próximo a Cachoeira Sete Quedas e a Comunidade Rio da Prata a precariedade da pista é visível.
Como se não bastasse os buracos e deslizamentos, a sinalização inadequada agrava a situação, deixando condutores desorientados e vulneráveis a acidentes.
Para os moradores, diante desse cenário de abandono, é necessária uma ação urgente por parte das autoridades, principalmente do DER para resolverem os problemas enfrentados nessa importante via, garantindo a segurança e o bem-estar de todos que por ela transitam.

“O descaso com a infraestrutura viária não apenas compromete o desenvolvimento da região, mas coloca em risco a vida dos cidadãos”, enfatizou o vereador Jefferson Rodrigues.
Ação paliativa
O DER iniciou algumas intervenções na rodovia fechando algumas crateras na pista, até porque por ali iam passar os participantes do Caminho do Imigrante, que, aliás, chegou a ser ameaçado de não acontecer devido a precariedade da estrada e dos riscos que corriam os participantes.
“Fizeram uma meia sola”, disse uma liderança comunitária.
A Comissão
A comissão de representantes das comunidades, sugerida pelo governador Renato Casagrande, em conversa com os manifestantes já está constituída. Quanto a reunião para se discutir as demandas e buscar solução ainda não foi agendada. “Deve acontecer na próxima semana, mas falta confirmar”, disse uma das pessoas que estão à frente desse movimento.
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* Com informações de moradores
* Fotos: Jefferson Rodrigues – vereador de Santa Leopoldina
CIDADES
Vitória regulamenta circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade
Por Gislaine de Assis Santos* / Vitória – ES
A Prefeitura de Vitória publicou, nesta sexta-feira (10), novo decreto que estabelece regras específicas para a circulação de equipamentos de mobilidade individual, bicicletas (incluindo as elétricas) e ciclomotores e autopropelidos em todo o município. O objetivo é organizar mais o uso do espaço urbano, aumentar a segurança viária e promover a convivência harmoniosa entre diferentes modais de transporte e pedestres.
Com base nas atribuições previstas na Lei Orgânica do Município, o decreto define conceitos, delimita áreas de circulação e fixa normas específicas conforme o tipo de veículo e a velocidade recomendada nas vias.
O texto estabelece critérios técnicos para cada categoria. São considerados ciclomotores os veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas ou potência elétrica máxima de 4 kW, com velocidade limitada a 50 km/h.
Já as bicicletas elétricas devem possuir pedal assistido, potência de até 1000 W e velocidade máxima de 32 km/h, sem acelerador manual.
“O decreto também regulamenta os chamados equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos, hoverboards e monociclos, que podem atingir até 32 km/h e possuem limites de tamanho e potência”, destacou o secretário de Transportes, Trânsito Infraestrutura Urbana de Vitória, Alex Mariano.
Regras
As normas variam de acordo com a velocidade máxima permitida nas vias:
• Acima de 60 km/h: fica proibida a circulação de todos os modais: ciclomotores, bicicletas, bicicletas elétricas e autopropelidos.
• Até 60 km/h: ciclomotores podem circular no bordo direito da pista. Bicicletas e autopropelidos ficam proibidos, exceto quando houver infraestrutura cicloviária.
• Até 40 km/h: ciclomotores seguem no bordo direito da via. Bicicletas, elétricas e autopropelidos devem usar ciclovias ou ciclofaixas; na ausência, podem circular também pelo bordo direito.
O decreto reforça que a sinalização existente nas vias deve sempre ser respeitada, prevalecendo sobre as regras gerais.
Uso da infraestrutura cicloviária
Ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas passam a ser destinadas exclusivamente a bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos, sendo proibida a circulação de ciclomotores nesses espaços. A velocidade máxima nesses locais será de 32 km/h, salvo indicação diferente por sinalização no trecho.
O transporte de passageiros em bicicletas elétricas será permitido apenas quando houver assento adequado. Já os equipamentos autopropelidos não poderão transportar passageiros, salvo em caso de exceções previstas pelo fabricante.
Circulação em calçadas e áreas de pedestres
A circulação desses modais em calçadas, parques e áreas destinadas a pedestres está proibida. A exceção ocorre quando houver sinalização autorizando, com limite de velocidade de 6 km/h.
Equipamentos autopropelidos utilizados por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida estão autorizados a circular nesses espaços, independentemente de sinalização, obedecendo os limites de velocidade no trecho.
Segurança e exigências legais
O uso de capacete de segurança passa a ser obrigatório para condutores e passageiros. No caso de ciclomotores, o capacete deve obedecer, especificamente, as nomas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Além disso, a condução de ciclomotores exige habilitação na categoria “A” ou Autorização para Condução de Ciclomotores (ACC).
O decreto da Prefeitura de Vitória institui a política preventiva de acidentes e conflitos no trânsito, mediante ações educativas, por parte de quem comercializa veículos e equipamentos de mobilidade tratados no decreto.
A política preventiva consiste na divulgação de material educativo, destinado ao uso correto, consciente e seguro do equipamento adquirido, com foco em preservação da vida e a integridade física de pedestres, condutores e passageiros dos veículos e equipamentos de mobilidade.
Fiscalização e ações educativas
A implantação prática do decreto será acompanhada por ações educativas e de fiscalização integradas. Caberá aos órgãos municipais de trânsito e segurança: fiscalizar o cumprimento das regras; implantar e adequar a sinalização; promover campanhas educativas; adotar medidas para redução de riscos no trânsito e, ainda, editar normas complementares, quando necessário.
Nova política de mobilidade
O decreto também institui a Área de Circulação com Atenção e Mobilidade Amigável (A-CALMA), que prevê estudos e implantação de vias cada vez mais seguras e voltadas à convivência entre diferentes modais. O prazo para análise e execução das intervenções é de até 18 meses.
“Com a nova regulamentação, a Prefeitura de Vitória busca alinhar a cidade às diretrizes nacionais de mobilidade urbana, promovendo mais segurança, organização e incentivo ao uso de meios de transporte sustentáveis”, destaca Alex Mariano.
Segundo ele, o conceito de mobilidade é dinâmico e em constante evolução, exigindo adaptações e inovações para atender à necessidade crescente de Vitória. Além disso, a Prefeitura da capital tem investido em tecnologias inovadoras, como semáforos inteligentes e sistemas de gestão de tráfego com uso de Inteligência Artificial (I.A.), para melhorar a fluidez e a segurança do trânsito.
“A mobilidade urbana é um desafio constante, mas também uma oportunidade para criar cidades mais humanas e sustentáveis, boas para os moradores e turistas”, finalizou o gestor.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – André Sobral / PMV
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