Saúde
Moradores se reúnem para discutir em audiência pública a Saúde em Jardim Camburi
CIDADES
Os moradores do bairro Jardim Camburi, em Vitória, participaram de uma audiência pública na segunda-feira (29) em que a pauta foi a situação dos serviços da saúde prestados pela municipalidade. Na berlinda a Unidade Básica de Saúde que trabalha no limite diante de uma população que cresceu e a unidade continua com a mesma configuração física desde quando o número de moradores era muito menor.

O autor da audiência foi o vereador do Psol, André Moreira, que conduziu o evento de maneira segura e imparcial, dando oportunidade para que todos os que estavam inscritos fizessem o uso da palavra com perguntas e questionamentos e também com sugestões com a finalidade de melhorar o atendimento aos moradores do – segundo o IBGE – mais populoso bairro do Estado do Espírito Santo.
A Prefeitura de Vitória enviou representantes para explicar o que pretende fazer e foi apresentado o projeto de ampliação da UBS Raul Oliveira Neves. A explanação foi feita pela representante da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Balestreiro. Enfatizou a necessidade de ampliação da unidade e que o anexo avançaria sobre um trecho da rua Silvino Grecco, uma vez que a estrutura da atual unidade não comporta um segundo andar.
O secretário de Governo, Aridelmo Teixeira, foi outro que fez o relato de todas as ações a serem implementadas no bairro e ainda transcorreu sobre a atuação do prefeito Lorenzo Pazoline (Republicanos), questionada por alguns dos presentes como propaganda da gestão.
A participação de alguns moradores com perguntas e questionamento chegou a criar um clima de constrangimento em que foram feitas críticas aos políticos e a administração pública. A ampliação da unidade de saúde recebeu o nome de “puxadinho”, apesar de ter mais da metade de edificação da atual e que não atenderia de maneira eficiente as demandas do bairro. Foi sugerida a criação de mais unidades levando-se em conta o número populacional do bairro.

O presidente da Associação Comunitária de Jardim Camburi (Acjac), Bruno Malias, chamou a atenção para o fato que saúde não se limita apenas ao atendimento ambulatorial e ampliação da unidade de saúde do bairro. Enfatizou a necessidade de investir em atividades físicas e esportivas com a criação de áreas para essas práticas saudáveis que contribuem para uma melhor qualidade de vida. “A saúde é um conjunto de ações e atividades que ajudam a ter uma vida saudável”, pontuou Malias.
Uma das sugestões chamou a atenção de todos pela sua radicalização. Um morador sugeriu que fosse derrubada a atual UBS e fosse construída outra usando parte da rua Silvino Grecco, inclusive avançando sobrea a quadra de esportes da Praça Mário Elias da Silva. “Temos muitas praças e além disso temos a praia”, justificou o morador.
Alguém questionou como as pessoas seriam atendidas até a construção de outra unidade derrubando a atual, mas a essa pergunta a resposta foi o silêncio e nem poderia ser diferente.
Uma das reivindicações, além da construção de mais unidades e a ampliação da atual, foi a criação de equipes em um programa de estratégia de Saúde da Família.
Os vereadores Vinicius Simões (Cidadania), Chico Hosken (Podemos) e Maurício Leite (Cidadania) estiveram também presentes e se pronunciaram. Simões fez pesadas críticas a Prefeitura e a ineficiência relacionada a saúde do município. Aproveitou para divulgar um projeto em que as unidades de saúde instalem painéis informando o tempo em que o usuário será atendido pelo médico. Chico Hosken seguiu a mesma linha, porém, menos incisivo nas colocações contra a municipalidade.

O vereador Maurício Leite, morador antigo do bairro e conhecedor das suas demandas, fez uma explanação sobre o que se fez, se faz e que está para ser feito em Jardim Camburi. Falou da procura de uma área para a construção de outra unidade e defendeu a ampliação da USB Raul Oliveira Neves, justificando que a demanda aumentou muito durante o período da pandemia e que muitas pessoas que tinham Plano de Saúde desistiram e passaram a usar os serviços da unidade de Jardim Camburi.
Durante a sua fala, uma moradora relatou o atendimento que recebeu ao levar seu filho autista para a USB de jardim Camburi. Disse ter ficado quase toda a manhã e tarde, apesar do seu filho ter atendimento preferencial. O vereador Maurício Leite disse que isso pode acontecer, mas não é o normal naquela unidade e pode ter sido incompetência de algum funcionário. Nessa hora, uma servidora da saúde do Estado se levantou e passou a dizer que o parlamentar estava ofendendo os funcionários da saúde, “que são competentes”. Leite rebateu explicando que não estava ofendendo, apenas supondo que poderia ter havia um atendimento inadequado de um funcionário, o que não é a prática normal e que foi algo pontual.
O vereador e autor da audiência pública, André Moreira, destacou que uma única unidade de saúde no bairro não atende, mesmo com a ampliação. “Não está adequada ao pensamento futuro”, afirmou.
Para alguns que participaram da audiência, ficou evidenciado o clima político de grupos contra e a favor da administração municipal e do próprio bairro, uma antevisão de que o ano eleitoral já teve início e promete novos e acirrados embates para 2024.
No geral, segundo a maioria, a iniciativa da audiência foi boa, mesmo com pouca adesão, mas ficou evidenciada a necessidade de melhorar o atendimento das demandas do setor de saúde do bairro de Jardim Camburi.
• Fotos: Divulgação – CMV / Reprodução
CIDADES
Vitória regulamenta circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade
Por Gislaine de Assis Santos* / Vitória – ES
A Prefeitura de Vitória publicou, nesta sexta-feira (10), novo decreto que estabelece regras específicas para a circulação de equipamentos de mobilidade individual, bicicletas (incluindo as elétricas) e ciclomotores e autopropelidos em todo o município. O objetivo é organizar mais o uso do espaço urbano, aumentar a segurança viária e promover a convivência harmoniosa entre diferentes modais de transporte e pedestres.
Com base nas atribuições previstas na Lei Orgânica do Município, o decreto define conceitos, delimita áreas de circulação e fixa normas específicas conforme o tipo de veículo e a velocidade recomendada nas vias.
O texto estabelece critérios técnicos para cada categoria. São considerados ciclomotores os veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas ou potência elétrica máxima de 4 kW, com velocidade limitada a 50 km/h.
Já as bicicletas elétricas devem possuir pedal assistido, potência de até 1000 W e velocidade máxima de 32 km/h, sem acelerador manual.
“O decreto também regulamenta os chamados equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos, hoverboards e monociclos, que podem atingir até 32 km/h e possuem limites de tamanho e potência”, destacou o secretário de Transportes, Trânsito Infraestrutura Urbana de Vitória, Alex Mariano.
Regras
As normas variam de acordo com a velocidade máxima permitida nas vias:
• Acima de 60 km/h: fica proibida a circulação de todos os modais: ciclomotores, bicicletas, bicicletas elétricas e autopropelidos.
• Até 60 km/h: ciclomotores podem circular no bordo direito da pista. Bicicletas e autopropelidos ficam proibidos, exceto quando houver infraestrutura cicloviária.
• Até 40 km/h: ciclomotores seguem no bordo direito da via. Bicicletas, elétricas e autopropelidos devem usar ciclovias ou ciclofaixas; na ausência, podem circular também pelo bordo direito.
O decreto reforça que a sinalização existente nas vias deve sempre ser respeitada, prevalecendo sobre as regras gerais.
Uso da infraestrutura cicloviária
Ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas passam a ser destinadas exclusivamente a bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos, sendo proibida a circulação de ciclomotores nesses espaços. A velocidade máxima nesses locais será de 32 km/h, salvo indicação diferente por sinalização no trecho.
O transporte de passageiros em bicicletas elétricas será permitido apenas quando houver assento adequado. Já os equipamentos autopropelidos não poderão transportar passageiros, salvo em caso de exceções previstas pelo fabricante.
Circulação em calçadas e áreas de pedestres
A circulação desses modais em calçadas, parques e áreas destinadas a pedestres está proibida. A exceção ocorre quando houver sinalização autorizando, com limite de velocidade de 6 km/h.
Equipamentos autopropelidos utilizados por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida estão autorizados a circular nesses espaços, independentemente de sinalização, obedecendo os limites de velocidade no trecho.
Segurança e exigências legais
O uso de capacete de segurança passa a ser obrigatório para condutores e passageiros. No caso de ciclomotores, o capacete deve obedecer, especificamente, as nomas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Além disso, a condução de ciclomotores exige habilitação na categoria “A” ou Autorização para Condução de Ciclomotores (ACC).
O decreto da Prefeitura de Vitória institui a política preventiva de acidentes e conflitos no trânsito, mediante ações educativas, por parte de quem comercializa veículos e equipamentos de mobilidade tratados no decreto.
A política preventiva consiste na divulgação de material educativo, destinado ao uso correto, consciente e seguro do equipamento adquirido, com foco em preservação da vida e a integridade física de pedestres, condutores e passageiros dos veículos e equipamentos de mobilidade.
Fiscalização e ações educativas
A implantação prática do decreto será acompanhada por ações educativas e de fiscalização integradas. Caberá aos órgãos municipais de trânsito e segurança: fiscalizar o cumprimento das regras; implantar e adequar a sinalização; promover campanhas educativas; adotar medidas para redução de riscos no trânsito e, ainda, editar normas complementares, quando necessário.
Nova política de mobilidade
O decreto também institui a Área de Circulação com Atenção e Mobilidade Amigável (A-CALMA), que prevê estudos e implantação de vias cada vez mais seguras e voltadas à convivência entre diferentes modais. O prazo para análise e execução das intervenções é de até 18 meses.
“Com a nova regulamentação, a Prefeitura de Vitória busca alinhar a cidade às diretrizes nacionais de mobilidade urbana, promovendo mais segurança, organização e incentivo ao uso de meios de transporte sustentáveis”, destaca Alex Mariano.
Segundo ele, o conceito de mobilidade é dinâmico e em constante evolução, exigindo adaptações e inovações para atender à necessidade crescente de Vitória. Além disso, a Prefeitura da capital tem investido em tecnologias inovadoras, como semáforos inteligentes e sistemas de gestão de tráfego com uso de Inteligência Artificial (I.A.), para melhorar a fluidez e a segurança do trânsito.
“A mobilidade urbana é um desafio constante, mas também uma oportunidade para criar cidades mais humanas e sustentáveis, boas para os moradores e turistas”, finalizou o gestor.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – André Sobral / PMV
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