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Estatística Demográfica

Brasil chega a 214 milhões de habitantes; Brasília supera 3 milhões

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BRASIL

IBGE aponta alta de 0,37%, entre 2025 e 2026. Capital é a terceira cidade mais populosa do Brasil, atrás de São Paulo e do Rio de Janeiro. Natalidade menor, urbanização e envelhecimento explicam desaceleração no ritmo de crescimento

Por Rafaela Bomfim* | Brasília (DF)

O Brasil chegou a 214.211.951 habitantes em 1º de julho de 2026, mas o aumento da população ocorre em ritmo cada vez menor. Segundo as Estimativas da População, divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento foi de 0,37% em relação a 2025, quando a alta havia sido de 0,39%. O resultado reforça uma tendência de desaceleração demográfica observada nas últimas décadas. Desse total, Brasília tem 3.009.996 habitantes, o que a torna a terceira cidade mais populosa do país — um aumento de 0,44% em relação ao levantamento anterior.

A estimativa é calculada a partir da população dos 5.568 municípios e publicada no Diário Oficial da União. Os números são utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na definição dos valores destinados aos municípios e aos estados por meio dos fundos de Participação dos Municípios (FPM) e dos Estados (FPE). Os dados também servem de referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.

A distribuição da população mostra uma concentração maior na Região Sudeste, com 89 milhões de pessoas — o equivalente a 41,6% dos habitantes do país. O Nordeste aparece em seguida, com 57,4 milhões (26,8%). O Sul soma 31,5 milhões (14,7%), enquanto o Norte tem 18,9 milhões (8,8%). O Centro-Oeste concentra 17,4 milhões — 8,1% da população nacional.

São Paulo continua sendo a unidade da Federação mais populosa: 46.179.008 habitantes, equivalente a 21,6% do total brasileiro. Minas Gerais aparece em segundo, com 21.460.311 pessoas, seguida pelo Rio de Janeiro, com 17.225.410. Na outra ponta estão Roraima, com 761.012 habitantes; Amapá, com 809.953; e Acre, com 887.794.

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O comportamento demográfico, porém, não é igual em todo o território. Roraima apresentou o maior crescimento entre os estados, com 3%. Santa Catarina e Mato Grosso tiveram aumento de 1,5% cada. Já Rio de Janeiro, Alagoas e Rio Grande do Sul registraram as menores taxas. Entre as capitais, Boa Vista teve a maior elevação, de 3,2%.

Redução

O levantamento também mostra municípios onde a população diminuiu. Salvador teve queda de 0,17%; Natal, de 0,13%; Belém, de 0,08%; e Belo Horizonte, de 0,02% na comparação com as estimativas de 2025. O movimento ocorre enquanto outras cidades continuam recebendo moradores, principalmente áreas localizadas no entorno dos grandes centros urbanos.

Os cinco municípios mais populosos são São Paulo, com 11.911.337 habitantes; Rio de Janeiro, com 6.731.133; Brasília, com 3.009.996; Fortaleza, com 2.582.360; e Salvador, com 2.559.945. Juntos, eles reúnem 26.794.771 pessoas — 12,5% da população.

Ao todo, o país tem 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes. Essas cidades concentram 49.886.420 pessoas, cerca de 20% dos brasileiros. Entre elas, apenas Guarulhos e Campinas, ambas em São Paulo, não são capitais estaduais — possuem, respectivamente, 1.351.284 e 1.189.761 habitantes.

As capitais também concentram parcela significativa da população. As 27 cidades reúnem 49,4 milhões de pessoas, ou 23,1% do total. Palmas, com 333.154 habitantes; Vitória, com 343.935; e Rio Branco, com 390.038, são as capitais menos populosas.

Já as cidades com até 10 mil habitantes representam 44,3% dos municípios, totalizando 2.467 localidades. Apesar da quantidade, concentram apenas 6% da população, cerca de 12,8 milhões de pessoas.

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Transformação

A redução do ritmo de crescimento está relacionada, principalmente, à transformação da estrutura demográfica brasileira. O país passou de um padrão marcado por famílias numerosas para outro, com menos filhos, além de apresentar aumento da população idosa.

A urbanização também influencia esse cenário. Com a concentração da população nas cidades, mudanças no custo de vida, maior permanência na educação, construção de carreira e busca por moradia e outros bens podem contribuir para o adiamento da maternidade e da paternidade.

O histórico populacional ajuda a dimensionar essa transformação. Nas décadas de 1950, 1960 e 1970, o Brasil apresentava taxas de crescimento mais elevadas e famílias com maior número de filhos. A partir da urbanização e das mudanças sociais, esse ritmo começou a cair.

A projeção de uma mudança profunda nesse comportamento já havia sido apontada por estudos demográficos realizados na década de 1990. O Censo Demográfico de 2022 também contribuiu para evidenciar essa mudança. Havia então a expectativa de que o Brasil chegasse a cerca de 216 milhões de habitantes, mas o levantamento encontrou aproximadamente 203 milhões. A diferença mostrou que o crescimento populacional estava ocorrendo abaixo das projeções.

A migração é outro elemento que interfere no resultado. A chegada de estrangeiros ajuda a compensar parte da redução provocada pela queda da natalidade. Entre os grupos que passaram a chegar ao país estão venezuelanos, haitianos e pessoas de países africanos, motivados por fatores como mercado de trabalho, idioma e condições de acolhimento.

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  • Matéria do Correio Braziliense – Conteúdo / Supervisão de Fabio Grecchi
  • Foto destaque: Crédito – crédito: Marcelo Ferreira / CB / D.A Press
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BRASIL

Fachin manda retirada de sigilo das investigações do Caso Master

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Presidente do STF também solicitou envio de procedimentos aos gabinetes dos ministros antes de sessão marcada para 15 de setembro

Por Pedro José Borges* | Brasília (DF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou ao ministro André Mendonça a retirada do sigilo sobre o caso Master. A decisão consta de despacho assinado nesta quinta-feira (10/9).

No documento, Fachin afirma que a Petição 16.662 foi incluída na pauta de julgamento da sessão extraordinária do STF marcada para 15 de setembro de 2026. Segundo o ministro, a petição foi formada a partir da Petição 15.556, relatada por Mendonça.

Fachin determinou que Mendonça encaminhe, em HD próprio, à Presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros, todos os procedimentos contidos ou relacionados à Petição 15.556. O pedido inclui também o levantamento do sigilo do processo e dos procedimentos vinculados a ele.

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  • Matéria do Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

 

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