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STF em Ação

Bolsonaro é alvo de operação da Polícia Federal

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BRASIL

Mandados estão sendo cumpridos na casa do ex-presidente e em endereços ligados ao Partido Liberal (PL)

Por Aline Gouveia* – Brasília/DF

A Polícia Federal (PF) cumpre mandados contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã desta sexta-feira (18/7) em Brasília. Os mandados foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e estão sendo cumpridos na casa do ex-presidente e em endereços ligados ao Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro.

Estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão. Bolsonaro passará a usar tornozeleira eletrônica e não poderá acessar redes sociais.  Além disso, o ex-presidente terá que cumprir o recolhimento domiciliar de 19 horas às 6 horas, não poderá se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros e nem com outros réus e investigados pelo STF, entre eles o filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos

Nesta semana, a Procuradoria-Geral da República pediu, ao STF a condenação de Jair Bolsonaro e mais sete ex-integrantes do seu governo por tramarem um golpe de Estado. Foi aberto um prazo de 15 dias para que as defesas dos réus apresentem argumentos em relação à decisão da PGR. Esta é a última etapa antes do julgamento pela Primeira Turma da Corte.

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Aliados contestam operação

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados, contestou a operação da Polícia Federal e disse que “não há crime, não há condenação, não há prova”. Isso não é justiça. É censura.É a tentativa desesperada de calar quem ainda representa milhões.Enquanto corruptos são soltos, um ex-presidente é vigiado como bandido”, afirmou Sóstenes.

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) chamou a operação de “perseguição implacável”. “Um dia após a publicação da carta de Trump, eis que dobram a aposta. O STF determina mais uma busca e apreensão em Bolsonaro e medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de conversar com diplomatas”, citou.

O advogado Fabio Wajngarten disse que a defesa de Bolsonaro recebeu “com surpresa e indignação a imposição de medidas cautelares severas” e citou que, até o presente momento, o ex-presidente “sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário”. Segundo Wajngarten , a defesa irá se manifestar oportunamente, após conhecer a decisão judicial.

Em nota oficial, o Partido Liberal manifestou “estranheza e repúdio diante da ação da Polícia Federal“. “Se o presidente Bolsonaro sempre esteve à disposição das autoridades, o que justifica uma atitude dessa? O PL considera a medida determinada pelo Supremo Tribunal Federal desproporcional, sobretudo pela ausência de qualquer resistência ou negativa por parte do presidente Bolsonaro em colaborar com todos os órgãos de investigação”, disse a legenda.

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Oposição se manifesta

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara dos Deputados, se manifestou sobre a operação e disse que o uso de tornozeleira eletrônica “é uma medida fundamental para impedir que ele [Bolsonaro] fuja do Brasil”. 

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), que encaminhou ao STF um pedido de prisão preventiva de Bolsonaro, disse que a Corte atendeu ao pedido dele de colocar tornozeleira eletrônica para evitar que Bolsonaro fugisse do país “Também pedimos que ele não possa se aproximar da Embaixada Americana, nem sair do Brasil sem autorização”, frisou.

O deputado federal Guilherme Boulos (PSol-SP), celebrou a operação. “A hora da verdade está chegando. Tic, tac”, escreveu.

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* Correio Braziliense – Conteúdo

* Foto/Destaque: crédito – AFP

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Nova reforma do INSS prevê aposentadoria aos 67 anos

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Estudos elaborados por especialistas defendem uma nova reforma da Previdência que pode elevar a idade mínima para aposentadoria e mudanças no MEI

Por Jonathan Robert* | Vitória (ES)

A possibilidade de uma nova reforma da Previdência voltou ao centro do debate no Brasil. Estudos elaborados por especialistas sugerem mudanças nas regras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), incluindo o aumento gradual da idade mínima para aposentadoria, que poderia chegar aos 67 anos no futuro.

As propostas foram desenvolvidas por pesquisadores ligados ao Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) e ao Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS). Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a avaliação é que o envelhecimento da população brasileira deve aumentar a pressão sobre as contas da Previdência nas próximas décadas.

Apesar da repercussão, nenhuma das medidas está em vigor ou foi apresentada oficialmente pelo governo federal. Os estudos servem como base para um possível debate sobre uma nova reforma nos próximos anos.

Por que especialistas defendem uma nova reforma?

Os pesquisadores argumentam que o Brasil vive uma rápida transformação demográfica.

Enquanto a expectativa de vida cresce, a taxa de natalidade vem caindo. Isso significa que, no futuro, haverá proporcionalmente menos trabalhadores contribuindo para sustentar um número cada vez maior de aposentados e pensionistas.

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Segundo os estudos, essa mudança poderá elevar significativamente os gastos da Previdência caso nenhuma alteração seja feita no sistema.

Idade mínima pode chegar aos 67 anos

Uma das principais propostas prevê que a idade mínima para aposentadoria passe a acompanhar a evolução da expectativa de vida dos brasileiros.

Na prática, a idade subiria gradualmente conforme as futuras tábuas de mortalidade divulgadas pelo IBGE. A estimativa apresentada pelos especialistas é que esse limite possa alcançar 67 anos.

Hoje, após a reforma da Previdência aprovada em 2019, a idade mínima é de:

  • 65 anos para homens;
  • 62 anos para mulheres.

Segundo dados da Previdência, porém, a idade média em que os brasileiros conseguem se aposentar atualmente gira em torno de 61 anos, devido às regras de transição e outras modalidades de benefício.

Quando uma nova reforma poderia acontecer?

Os especialistas envolvidos nos estudos avaliam que o debate deveria começar em 2027.

Na visão deles, quanto mais tempo o país esperar, maior será a dificuldade para equilibrar as contas da Previdência diante do envelhecimento da população.

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Entretanto, eles reconhecem que mudanças nas regras de aposentadoria costumam enfrentar resistência política e dificilmente avançam em períodos eleitorais.

Outras mudanças que estão em estudo

Além da idade mínima, os estudos apresentam outras propostas para o sistema previdenciário.

Entre elas estão:

  • Aumento da contribuição do MEI de 5% para 11% do salário mínimo;
  • Criação de um bônus na aposentadoria para mulheres com filhos;
  • Revisão das aposentadorias especiais;
  • Mudanças na forma de reajuste dos benefícios vinculados ao salário mínimo;
  • Criação de um modelo previdenciário misto, combinando INSS e contas individuais de capitalização.

O que muda hoje?

Na prática, nada mudou. As propostas fazem parte de estudos apresentados por especialistas e ainda não representam um projeto de lei, uma proposta do governo federal ou uma mudança aprovada pelo Congresso Nacional.

Caso uma nova reforma da Previdência venha a ser discutida no futuro, ela ainda precisará passar por todas as etapas de tramitação no Congresso antes de entrar em vigor.

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  • Matéria reproduzida do portal Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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