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Incidente Aéreo

Avião de pequeno porte faz pouso forçado em rodovia de Santa Catarina

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BRASIL

O pouso foi realizado na BR-101 e as duas pessoas a bordo não se feriram

Um avião de pequeno porte precisou fazer um pouso forçado na BR-101, em Garuva, no Norte de Santa Catarina, por volta das 11h50 deste sábado (5), após apresentar pane no motor. A aeronave havia decolado de Guaramirim com destino a Garuva, mas o problema obrigou o piloto a aterrissar no km 18 da rodovia, no sentido Sul.

Imagem de queda de avião

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PFR) a aeronave chegou a ocupar parte da pista de rolamento, o que causou uma interdição parcial e gerou filas de pouco mais de dois quilômetros. Duas pessoas estavam a bordo: o piloto e o proprietário do avião. Ninguém ficou ferido.

A aeronave

O avião envolvido no incidente é um modelo Pelican 500 BR, de fabricação Flyer Ltda, construída em 2007. Trata-se de uma aeronave experimental, com capacidade para dois ocupantes e peso máximo de decolagem de 600 kg.

Avião de pequeno porte faz pouso forçado - Mikael Melo/ NDTV

O avião está autorizado para voos VFR diurnos (condições visuais durante o dia) e encontra-se com a aeronavegabilidade regularizada.

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Não há gravames registrados, ou seja, o avião não possui restrições financeiras ou legais em seu nome. A operação não está autorizada para táxi aéreo.

Ainda pela manhã, o monomotor estava estacionado no acostamento. A PRF informou que a aeronave não atingiu veículos durante o pouso.

Mecânicos estavam avaliando as condições da aeronave no local. Se houver segurança para o voo, a rodovia será temporariamente interditada pela PRF para permitir a decolagem. Caso contrário, as asas serão removidas e o avião será transportado por um caminhão apropriado.

A princípio, acredita-se que houve problemas elétricos e pane no sistema.

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* Da Redação / Com informações de jornais de Santa Catarina

* Fotos: Reprodução / PRF-SC

 

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BRASIL

Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República

Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)

A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.

A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.

“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.

A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.

Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.

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“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.

Relatório da Policia Federal

– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF

– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.

– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.

– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.

– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.

– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.

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– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.

– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.

A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.

“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.

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  • Matéria do Metrópoles – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis

 

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