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Tempestade / Destruição

Tempestade danifica aviões da Força Aérea Brasileira

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Uma tempestade derrubou parte de uma linha de hangares e danificou 11 aeronaves T-27 Tucano da Academia da Força Aérea (AFA), no início da noite de quinta-feira, 26, em Pirassununga, interior de São Paulo. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a estrutura se rompeu com a força do vento.

Três aeronaves tiveram danos substanciais e outras oito sofreram avarias mais leves. Não houve feridos.

Os aviões T-27 Tucano foram utilizados durante muitos anos nas apresentações da Esquadrilha da Fumaça. Incorporados ao Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) em 1983, marcando a reativação da esquadrilha, desativada desde 1976, eles serviram aos pilotos acrobatas até março de 2013, quando fizeram a última apresentação sobre o Lago Paranoá, em Brasília. Atualmente os T-27 são empregados no treinamento avançado dos Cadetes Aviadores no último ano de formação da AFA.

A FAB informou que uma avaliação técnica mais detalhada está sendo realizada para identificar os problemas causados pelas chuvas. De acordo com a Defesa Civil, os ventos atingiram mais de 100 km/h.

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O temporal causou estragos também fora dos limites da AFA, em Pirassununga. A rodovia Prefeito Euberto Nemézio Pereira Godoy (SP-201), que liga a cidade ao distrito de Cachoeira das Emas, teve um trecho alagado. No bairro Santa Fé, houve queda de árvores e veículos foram atingidos.

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* Com informações Estadão / Fotos: Divulgação – Defesa Civil de Pirassununga (SP)

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Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República

Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)

A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.

A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.

“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.

A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.

Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.

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“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.

Relatório da Policia Federal

– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF

– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.

– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.

– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.

– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.

– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.

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– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.

– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.

A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.

“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.

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  • Matéria do Metrópoles – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis

 

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