Segurança
Alegando motivos de segurança, EUA fecham embaixada e consulados no Brasil
BRASIL
Departamento de Estado orienta cidadãos americanos a não comparecerem a unidades diplomáticas no Brasil durante a suspensão.
O governo dos Estados Unidos suspendeu nesta sexta-feira (2) o atendimento em sua embaixada e nos consulados no Brasil (incluindo o do Recife) por questões de segurança. A medida foi anunciada em comunicado divulgado na véspera, que não detalhou os motivos da decisão.
O texto orienta os cidadãos americanos a não procurarem as unidades diplomáticas durante o período de suspensão.
“Cidadãos norte-americanos que precisarem de assistência emergencial durante esse período não devem comparecer à embaixada, aos consulados ou a outras instalações diplomáticas dos Estados Unidos”.
A orientação é que os cidadãos entrem em contato com o oficial de plantão responsável pelo atendimento emergencial.
Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que a gestão de Donald Trump “tem máxima prioridade à segurança e à proteção dos cidadãos americanos” e que a pasta está “trabalhando em estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança”.
Segundo o porta-voz, as embaixadas e os consulados dos EUA utilizam um sistema de mensagens para enviar alertas sobre ameaças, eventos e mudanças relevantes no Brasil.
Não há informações sobre a data de reabertura das unidades e nem sobre remarcações de entrevistas e para entrevistas ou retiradas de vistos.
A Embaixada dos Estados Unidos em BrasiliaOs Estados Unidos foram o primeiro país a estabelecer uma Embaixada em Brasília. O terreno da Embaixada, doado pelo governo brasileiro, foi oficialmente escolhido pelo então Secretário de Estado John Foster Dulles, em visita à Brasília em 1958 na companhia do Presidente Juscelino Kubitschek. O terreno foi inicialmente ocupado por um trailer em 1960. O Presidente Eisenhower lançou a pedra fundamental da Chancelaria da Embaixada em sua visita ao Brasil no dia 23 de fevereiro de 1960.
Maquete da nova embaixada, em construção em Brasília. Terá nove andares abaixo do solo.
A Embaixada iniciou suas funções oficialmente em Brasília no início de 1960 no Brasília Palace Hotel, mudando-se para a Chancelaria “provisória” em março de 1961. Oficialmente inaugurada em abril de 1961, a Chancelaria foi projetada pela empresa americana McLeod and Ferrera.
- Agência FolhaPress – Conteúdo / Colaboração Pauta1
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
BRASIL
PF apura se Lulinha, Roberta e Marcola interferiram em negócio que prejudicaria Petrobras
Por Juliet Manfrin*
A Polícia Federal investiga se Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a empresária Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula no Palácio do Planalto, atuaram nos bastidores para favorecer a fabricante de fertilizantes Unigel em uma negociação que poderia trazer prejuízos de quase meio bilhão de reais à Petrobras.
A apuração, baseada em mensagens e informações financeiras obtidas pela PF, tenta esclarecer qual foi o papel de cada um na suposta articulação em contrato entre a empresa e a estatal.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que não teve acesso ao procedimento investigativo, criticou o vazamento seletivo e “criminoso” e não comentará alegações que considera não verificadas.
À Gazeta do Povo, o advogado Guilherme Suguimori Santos, que representa Lulinha, disse que o vazamento de informações sigilosas apresenta hipóteses de investigação como fatos antes da devida apuração e impede a defesa de contextualizar os dados ou apresentar elementos de inocência.
Santos também sustentou que os vazamentos teriam motivação política e poderiam comprometer a investigação, a imagem das instituições e o processo eleitoral.
Já a defesa de Roberta Luchsinger afirmou que as supostas mensagens são resultado de vazamentos criminosos ocorridos às vésperas da eleição e que os diálogos estariam sendo divulgados com o objetivo de criar fatos políticos para influenciar o processo eleitoral. Os advogados pedem que as autoridades adotem providências e afirmam que vazamentos desse tipo, independentemente de quem seja beneficiado por eles, prejudicam a democracia.
O caso em análise envolveria contrato de tolling, em que a Petrobras forneceria gás natural às fábricas de fertilizantes da Unigel e receberia produtos fabricados. “Contrato de tolling” ocorre quando uma empresa fornece a matéria-prima para outra, que a processa ou transforma e, em vez de receber necessariamente um pagamento em dinheiro pelo serviço, devolve o produto resultante ao fornecedor.
O negócio foi apresentado como solução temporária para manter unidades em funcionamento, mas documentos analisados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apontaram riscos econômicos à estatal. A própria análise de riscos da Petrobras estimava prejuízo de R$ 487,1 milhões.
A PF, que não comenta possíveis investigações em curso, quer entender se Lulinha, Roberta e Marcola cometeram algum crime ou agiram para causar prejuízo à Petrobras. O que está sendo apurado é se houve atuação coordenada em favor dos interesses da Unigel e se eventuais contatos interferiram na negociação empresarial.
Segundo o TCU, o contrato traria prejuízos à Petrobras porque o modelo deixava para a estatal custos e riscos em um momento que o gás estava caro e os preços dos fertilizantes, desfavoráveis. O TCU também apontou que a metodologia teria aumentado artificialmente a viabilidade do contrato ao superestimar os prejuízos de possíveis alternativas e subestimar os riscos da solução escolhida.
Em resumo, a Petrobras forneceria um insumo caro para a produção de fertilizantes, mas a operação não geraria receita para compensar custos e riscos.
A tentativa de salvar fábricas
A origem estaria nas duas fábricas de fertilizantes da Petrobras na Bahia e em Sergipe. Elas haviam sido arrendadas para a Unigel em 2019. O cenário econômico mudou depois de um período inicialmente favorável ao setor e a empresa passou a enfrentar dificuldades, chegando a paralisar as atividades.
Foi aí que a Unigel teria passado a defender uma nova solução para manter as unidades operando. O modelo escolhido foi o tolling: em que a Petrobras forneceria o gás como matéria.
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*Gazeta do Povo – Conteúdo
*Foto Destaque: Reprodução / CNN Brasil
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