Economia
Rio de Janeiro é o 2º estado com mais bilionários do Brasil, mas eles são mais ricos que os paulistas
Brasil / Economia
São Paulo lidera com 40,6% dos ultrarricos do país; Rio de Janeiro tem 15,1%. Mas o percentual de riqueza é de 35,1% para os paulistas e 30,9% para os cariocas
Por Quintino Gomes Freire*
Rio de Janeiro / RJ
A edição de 2024 da Lista Forbes de Bilionários Brasileiros revela uma concentração significativa de riqueza em determinadas regiões do Brasil, com destaque especial para o estado de São Paulo, que abriga 40,6% dos bilionários do país. Dos 239 nomes listados, 97 residem em território paulista, reafirmando a posição do estado como o principal polo econômico do Brasil.
O Rio de Janeiro ocupa a segunda posição, com 36 bilionários, representando 15,1% da lista. Em seguida, Santa Catarina se destaca com 34 bilionários, uma marca impulsionada pela forte presença da WEG, empresa de grande influência econômica na região. Somados, os estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais igualam o número de bilionários catarinenses, com 17 representantes cada.
Distribuição de Bilionários por Estado:
| Estado | Número de Bilionários | Percentual |
| São Paulo (SP) | 97 | 40,6% |
| Rio de Janeiro (RJ) | 36 | 15,1% |
| Santa Catarina (SC) | 34 | 14,2% |
| Rio Grande do Sul (RS) | 17 | 7,1% |
| Minas Gerais (MG) | 17 | 7,1% |
| Ceará (CE) | 9 | 3,8% |
| Paraná (PR) | 6 | 2,5% |
| Goiás (GO) | 5 | 2,1% |
| Maranhão (MA) | 4 | 1,7% |
| Bahia (BA) | 2 | 0,8% |
| Pernambuco (PE) | 2 | 0,8% |
| Espírito Santo (ES) | 1 | 0,4% |
| Paraíba (PB) | 1 | 0,4% |
| Naturalizados | 8 | 3,3% |
| Total | 239 | 100,0% |
Patrimônio Concentrado no Sudeste e Sul
Além da concentração de bilionários, a distribuição de patrimônio entre os estados também reforça a dominância do Sudeste e do Sul. O Sudeste, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro, acumula um patrimônio total de R$ 1,2 trilhão, o que representa a maior fatia da riqueza nacional.
Na região Sul, Santa Catarina novamente se sobressai, contribuindo significativamente para o patrimônio total de R$ 246,2 bilhões, em grande parte devido ao impacto econômico da WEG.
Distribuição de Patrimônio por Estado:
| Estado | Patrimônio Total (R$) | Percentual |
| São Paulo (SP) | 610,5 bilhões | 35,1% |
| Rio de Janeiro (RJ) | 538,3 bilhões | 30,9% |
| Santa Catarina (SC) | 139,7 bilhões | 8,0% |
| Rio Grande do Sul (RS) | 85,6 bilhões | 4,9% |
| Goiás (GO) | 60,1 bilhões | 3,5% |
| Minas Gerais (MG) | 49,7 bilhões | 2,9% |
| Ceará (CE) | 49,5 bilhões | 2,8% |
| Paraná (PR) | 20,9 bilhões | 1,2% |
| Maranhão (MA) | 12,1 bilhões | 0,7% |
| Pernambuco (PE) | 4,3 bilhões | 0,2% |
| Paraíba (PB) | 3,7 bilhões | 0,2% |
| Bahia (BA) | 3,2 bilhões | 0,2% |
| Espírito Santo (ES) | 1,4 bilhões | 0,1% |
| Naturalizados | 161,0 bilhões | 9,3% |
| Total | 1,739,9 bilhões | 100,0% |
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* Fonte: Diário do Rio
* Foto: Imagem criada por inteligência artificial
Brasil / Economia
Governo avalia aumentar teto do MEI para R$ 140 mil, diz ministro
Segundo Moretti, proposta será levada ao Congresso nos próximos dias
Por Pedro Peduzzi* | Brasília (DF)
O governo federal estuda elevar o limite de faturamento do microempreendedor individual (MEI) dos atuais R$ 81 mil para a faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil por ano, informou nesta sexta-feira (26) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Segundo ele, a proposta deve ser enviada ao Congresso nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de recompor a inflação acumulada ao longo de quase uma década sem reajustes.
A mudança no valor deverá ser implementada de forma escalonada entre 2027 e 2028, de forma a evitar comprometer o equilíbrio das contas públicas.
“Esta é uma pauta legítima, porque o teto [do MEI] está estagnado desde 2018. Estamos trabalhando com a perspectiva de atualizar esse teto para um patamar entre R$ 130 e 140 mil, que é mais ou menos a reposição da inflação”, disse Moretti ao garantir que tudo será feito levando em conta a questão da responsabilidade fiscal.
“Fazendo de forma escalonada, a gente consegue absorver isso nas contas públicas”, complementou.
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- Agência Brasil – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Fábio Rodrigues – Pozzebom / Agência Brasil
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