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Escândalo no Mercado Financeiro

Após audiência de custódia, Justiça mantém prisão de Daniel Vorcaro

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Brasil / Economia

Fundador do Banco Master segue detido no âmbito da operação que investiga emissão de títulos de crédito falsos e movimentação de bilhões no sistema financeiro

Por Jéssica Andrade* – Brasília / DF

Na noite desta terça-feira (18/11), a Justiça Federal decidiu manter a prisão do bancário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele foi detido na noite de segunda-feira (17), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Ele se preparava para embarcar para o exterior.

Além dele, seu sócio, Augusto Lima, e outros cinco presos também passaram por audiência de custódia e todos permanecem detidos por determinação da Justiça.

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Segundo as investigações, o Banco Master teria comprado carteiras de crédito “insubsistentes”, ou seja, sem lastro ou pagamentos, e depois as revendido para outra instituição por valores da ordem de R$ 12 bilhões, em duas parcelas ao longo de dois meses. A defesa de Vorcaro, no entanto, afirma que ele estava em viagem de negócios relacionada à venda da instituição e que sempre se colocou à disposição para colaboração. 

Paralelamente, o Banco Central decretou, nesta terça, a liquidação extrajudicial do Banco Master, encerrando definitivamente a possibilidade de sua venda ao grupo interessado menos de 24 horas antes da deflagração da operação. 

A defesa de Vorcaro prepara pedido de habeas corpus para requerer sua liberdade.  Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno dos advogados sobre os próximos passos de cooperação.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto/Destaque: Reprodução / Internet
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Brasil / Economia

Senado aprova o fim da escala 6×1

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Apenas Hamilton Mourão (Republicanos-RS) votou contra a proposta; placar foi 75×1

Brasília (DF)

O Senado aprovou na noite desta quarta-feira, 14, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 e estabelece uma carga horária semanal máxima de 40 horas (PEC 221/2019). Foram 75 votos a favor, incluindo o do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), que votou a distância, e apenas um contrário — do senador e ex-vice-presidente da República no governo Jair Bolsonaro, Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Já foi iniciada a fase de votação da proposta em segundo turno, após ter sido aprovado um requerimento para instituir um calendário especial para votação da PEC. Com isso, a matéria não precisará passar por três sessões de discussão após a análise em primeiro turno, dispensando o interstício — o intervalo de cinco dias entre um turno e outro. Com isso, será garantida a finalização da votação da

O texto aprovado pelos senadores não altera o que foi aprovado pela Câmara em maio deste ano. A PEC reduz a jornada máxima de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial e com dois dias de folga, não necessariamente consecutivos, além de uma transição gradual de 14 meses após a promulgação.

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Antes da votação, o relator da matéria, Omar Aziz (PSD-AM), leu parecer em que rejeitou uma emenda apresentada pelo senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR). O texto previa que jornadas especiais de trabalho já fixadas em lei e que são iguais ou inferiores a 40 horas semanais não seriam reduzidas proporcionalmente após a promulgação da emenda constitucional.

Segundo Aziz, ao rejeitar a emenda, o objetivo era que a PEC não retornasse à Câmara. Por sua vez, Oriovisto disse ter “sensibilidade política” e, para evitar que a votação se estendesse, decidiu retirar o destaque para que sua emenda fosse analisada separadamente.

A aprovação vem 11 dias antes do segundo turno da eleição presidencial e representa uma vitória para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sob temor de impacto eleitoral, o adversário do petista na disputa, senador Flávio Bolsonaro (PL), e parlamentares da oposição, incluindo o próprio PL, também seguraram suas críticas e decidiram, de última hora, votar favoravelmente à proposta.

‘Não falei que ia dar certo?’

Em conversa com Alcolumbre, após a aprovação em primeiro turno da PEC, o líder do PT na Casa, Camilo Santana (CE), atribuiu ao senador amapaense o resultado.

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“Parabéns, presidente. Você é o grande responsável por isso aqui”, disse o petista. Sorrindo e sem perceber que seu microfone estava aberto, Alcolumbre respondeu: “Não falei que ia dar certo?”. O diálogo foi captado pela transmissão da TV Senado.

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  • Matéria do Estadão – Conteúdo
  • Destaque: Crédito – TV / Senado
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