Tragédia Aérea
Dois helicópteros se chocam e caem em estacionamento no Rio de Janeiro e deixam seis mortos
Acidente Aéreo
Veículos foram tomados pelas chamas, que provocaram uma densa fumaça preta na região
Do Correspondente | Rio de Janeiro (RJ)
Aconteceu na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de janeiro, um grave acidente envolvendo dois helicópteros que teve como consequência a morte de seis pessoas. As aeronaves se chocaram no ar e caíram no pátio da montadora BYD, causando incêndio e danificando vários veículos elétricos.

Imagens da TV Globo
Segundo as primeiras informações, várias explosões foram registradas após a queda. Veículos foram tomados pelas chamas, que provocaram uma densa fumaça preta na região.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, um helicóptero decolou do Aeroporto Santos Dumont, enquanto o outro levantou voo
voo do aeródromo de Jacarepaguá. Esse segundo terminal fica próximo ao local do acidente.
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro foi para o local. A corporação informou que foi acionada às 8h59 deste domingo “para atender a uma ocorrência envolvendo a queda de duas aeronaves na avenida das Américas, na altura do Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio”.
Cerca de 45 bombeiros atuavam na ocorrência. As chamas atingiram 20 veículos novos que estavam no pátio da BYD.
- Da Redação | Com informações adicionais de agências
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
Acidente Aéreo
Piloto morto em queda de helicóptero é sepultado com louvores e homenagens
Familiares, amigos e colegas da aviação deram o último adeus ao comandante que morreu em acidente na Vista Chinesa
Por Leonardo Brito* | Rio de Janeiro (RJ)
Sob aplausos, louvores e homenagens emocionadas, familiares e amigos se despediram, nesta segunda-feira (10), do piloto Alessandro Rocha, de 40 anos, uma das vítimas da queda do helicóptero que caiu na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no último sábado (8). O sepultamento aconteceu no Memorial Pax, no Centro de São Gonçalo, na Região Metropolitana.

Familiares e amigos do comandante Alessandro Rocha, durante o sepultamento no cemitério municipal de São Gonçalo nesta segunda – Carlos Elias Junior/ Agência O Dia
A cerimônia foi marcada por momentos de emoção. Antes do enterro, o filho de Alessandro, o engenheiro Sven Rocha, de 23 anos, fez um pedido aos presentes ao lembrar o jeito alegre do pai.
“Vamos celebrar a vida, pois meu pai era alegre e não queria ver ninguém triste”, disse.
Após a fala, familiares e amigos entoaram louvores em homenagem ao piloto. O caixão foi levado até o local do sepultamento coberto por uma bandeira do Fluminense, clube pelo qual Alessandro era torcedor.
Conhecido entre colegas pela paixão pela aviação, Alessandro acumulava mais de duas décadas de experiência como instrutor de ultraleves e helicópteros. Nas redes sociais, costumava compartilhar registros de voos, além de momentos ao lado da esposa e dos três filhos.
A morte do piloto provocou grande comoção no meio aeronáutico. Integrantes da Esquadrilha Céu, grupo de demonstrações aéreas do qual era próximo, prestaram homenagens e destacaram sua trajetória profissional e o amor que tinha pela profissão.
Acidente matou quatro pessoas
O helicóptero Robinson R44, de prefixo PP-MFS, caiu na manhã de sábado em uma área de mata de difícil acesso na Floresta da Tijuca, próximo à Vista Chinesa. Além de Alessandro, morreram três turistas colombianas da mesma família: Rocío Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofía Murillo, de 17 anos.
A aeronave realizava um voo panorâmico quando caiu e pegou fogo. O Corpo de Bombeiros mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e equipes especializadas em salvamento em áreas de mata, operações aéreas e combate a incêndios florestais. As chamas foram controladas por volta das 13h.
A Força Aérea Brasileira, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), abriu investigação para apurar as causas da tragédia. A Polícia Civil também acompanha o caso e aguarda os laudos periciais.
Segundo a empresa responsável pelo passeio, a aeronave estava com a documentação regular e manutenção em dia. A companhia também destacou a experiência de Alessandro na condução de helicópteros.
O acidente ocorreu justamente no fim de semana em que o piloto celebrava uma nova fase profissional. Amigos relataram que ele estava feliz com o trabalho e animado com os projetos que vinha desenvolvendo na área da aviação. A tragédia interrompeu uma trajetória marcada por mais de 20 anos dedicados aos céus.
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- Matéria reproduzida de O Dia – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Carlos Elias Júnior /Agência O Dia
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