Política Municipal
Justiça mantém processo de cassação contra vereadora em São Domingos do Norte após negar recursos
Regional
Comissão processante segue autorizada a atuar por decisões de primeira e segunda instâncias; “sumiço” da parlamentar repercute no município.
O processo de cassação contra a vereadora Andressa Aparecida Ferreira Siqueira ganhou novos capítulos em São Domingos do Norte, no Noroeste do Espírito Santo. A parlamentar sofreu duas derrotas consecutivas na Justiça ao tentar suspender os trabalhos da comissão processante da Câmara Municipal, que agora tem sinal verde definitivo para prosseguir com as investigações.
Além do cerco jurídico, a ausência de Andressa nos espaços públicos e no ambiente político local nos últimos dias passou a movimentar os bastidores da cidade e a dificultar os trâmites do Legislativo.
A defesa da vereadora acionou inicialmente a Justiça com um Mandado de Segurança, alegando falta de elementos para a denúncia e cerceamento de defesa. O pedido liminar foi negado pelo magistrado, que entendeu que a Câmara seguiu o rito legal previsto na legislação federal.
Ao recorrer ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) por meio de um Agravo de Instrumento, a parlamentar teve o pedido rejeitado novamente. O desembargador responsável considerou que os documentos apresentados — incluindo boletins de ocorrência e o indiciamento policial da vereadora — trazem elementos mínimos para a apuração política por parte da Câmara. A decisão reforçou que cabe ao Legislativo julgar a quebra de decoro parlamentar, cabendo ao Judiciário apenas a supervisão da legalidade do processo.
Investigação e Ausência
O caso ganhou repercussão estadual após investigações da Polícia Civil resultarem no indiciamento de Andressa Siqueira pelos crimes de tentativa de estelionato e abuso de autoridade. Segundo as apurações, haveria indícios de coação contra servidores e tentativa de obter benefícios sociais de forma irregular.
Atualmente, representantes da Câmara Municipal relatam dificuldades para localizar a vereadora para dar andamento aos atos formais da comissão processante. O afastamento da parlamentar de seus compromissos públicos intensificou o desgaste político no município.
A reportagem tentou contato com a vereadora Andressa Siqueira para que ela pudesse apresentar sua versão dos fatos, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para futuras manifestações da parlamentar ou de sua defesa.
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- Com informações da mídia
- Foto destaque: Reprodução | Câmara Municipal
Regional
Vereador de São Mateus denuncia “avalanche” de moradores de rua vindos de outros municípios
São Mateus | Do Correspondente
O vereador Raphael Barboza (PDT) afirmou, em pronunciamento na tribuna da Câmara, durante a sessão desta quarta-feira (22), que o município de São Mateus enfrenta um aumento significativo no número de pessoas em situação de rua. Segundo ele, muitos são usuários de drogas e necessitam de atenção do poder público para que sejam adotadas medidas eficazes de enfrentamento do problema.
Na ocasião, o parlamentar relatou ter recebido denúncias de que parte dessas pessoas estaria sendo trazida de outros municípios, inclusive da Bahia, sendo “despejada” na cidade. De acordo com os relatos, alguns chegam em vans. Ele citou o caso de um homem que teria vindo da Bahia de ônibus, desembarcado em Pedro Canário e, de lá, seguido a pé até São Mateus.
Raphael Barboza também destacou que já há pontos na cidade que se assemelham a cracolândias e pediu o apoio dos demais vereadores para que, junto à Prefeitura e à Secretaria de Assistência Social, busquem soluções para a situação.
O vereador acrescentou que, apesar da retirada dos quiosques da Praça Mesquita Neto, o local continua sendo frequentado por pessoas em situação de rua, usuários de drogas e desocupados. Como medida, sugeriu a presença permanente da Guarda Municipal e a instalação de um contêiner, por meio da Secretaria de Segurança e Defesa Social, para funcionar como posto de vigilância na praça, conhecida como “Praça da Rodoviária”.
“Não podemos admitir essa situação em nossa cidade. É preciso agir enquanto ainda há tempo”, declarou à reportagem.
A Secretaria de Segurança e Defesa Social foi acionada pela reportagem com alguns questionamentos, mas não respondeu as nossas demandas.
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- Foto Destaque: Reprodução / Câmara Municipal de São Mateus
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