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Transtorno no Aeroporto

Voos cancelados no Aeroporto Santos Dumont após óleo na pista; Voos foram transferidos para o Galeão

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BRASIL

Por Anna Bustamante* – Rio De Janeiro / RJ

Vazamento de óleo fechou pista principal do Santos Dumont até o meio da ...

As operações no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, foram afetadas na manhã desta terça-feira após um vazamento de óleo atingir a pista principal. De acordo com a Infraero, o incidente ocorreu durante uma manutenção preventiva noturna, quando não há movimentação de aeronaves, e envolveu um veículo que derramou óleo na pista. As equipes já tomaram as providências para limpeza e liberação da área, já que o local é utilizado tanto na aterrissagem, para a frenagem das aeronaves, quanto no momento da decolagem. Os passageiros estão sendo orientados a aguardar ou remarcar seus voos. Até às 9h55, foram registrados 23 voos de partida cancelados, 23 voos de chegada cancelados e 10 voos alternados para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador. O Notam (aviso aos aeronavegantes) também já foi publicado.

Vídeo: Vazamento de óleo fecha pista principal do Aeroporto Santos ...

Saguão do aeroporto ficou lotado / Foto: O Globo

Em meio ao saguão lotado de passageiros afetados pelo atraso, estavam Maria Freire, 23, e Louise Gomes, 40, da área comercial de uma seguradora. Elas e sua equipe, formada por cerca de 20 pessoas, tinham voo marcado para São Paulo às 6h50. Apesar de terem embarcado, permaneceram aguardando no avião até por volta das 9h, quando receberam a orientação para desembarcar devido ao cancelamento do voo. A reunião de trabalho da equipe estava marcada justamente para as 9h em São Paulo, e acabou perdida.

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“É uma equipe grande e agora todos nós estamos aqui sem saber o que fazer. Nossos clientes estão esperando lá e já perdemos a reunião”, disse Maria Freire, destacando a importância do compromisso comercial.

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* Jornal Extra – Conteúdo

* Foto/Destaque: Crédito – Fabiano Rocha / O Globo

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Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC

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Ação do MP-SP e da Polícia Civil mira esquema milionário de ocultação de patrimônio; Justiça bloqueou R$ 357,5 milhões em ativos e 39 veículos de luxo

São Paulo – SP

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa, na manhã desta quinta-feira (21), em Alphaville, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Também há um mandado de prisão contra Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe da facção, que já está preso.

A ação cumpre, ao todo, seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. Entre os alvos também estão o irmão de Marcola, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos: Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Segundo as investigações, a facção criminosa teria um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, com empresas e terceiros utilizados para movimentar recursos. Os investigadores apontam que uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marco Herbas Camacho.

O influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, considerado filho de criação de Deolane, e um contador também foram alvos de busca e apreensão. A investigação busca rastrear movimentações financeiras, vínculos empresariais e possíveis formas de ocultação patrimonial.

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Na operação, também foi preso Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro do grupo. Segundo a investigação, ele apareceu em mensagens interceptadas orientando o direcionamento dos valores e indicando contas para serem utilizadas nas movimentações.

Os investigadores apontam que Deolane Bezerra recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021. Foram enviados, de acordo com a análise financeira, dezenas de transferências fracionadas às contas da influenciadora, incluindo repasses que, somados, chegam perto de R$ 700 mil. Parte desse dinheiro teria sido transferida por um homem da Bahia que recebe salário mínimo e é suspeito de atuar como “laranja” no esquema.

Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de 39 veículos, avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de R$ 357,5 milhões em ativos financeiros dos investigados.

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A investigação teve início em 2019, após a Polícia Penal apreender bilhetes e manuscritos com pesos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O conteúdo originou três inquéritos policiais sucessivos, que revelaram camadas da estrutura investigada. 

A investigação teve início em 2019, após a Polícia Penal apreender bilhetes e manuscritos com dois presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material deu origem a três inquéritos policiais sucessivos, que, segundo a apuração, revelaram diferentes camadas da estrutura investigada.

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O primeiro inquérito concentrou-se nos dois condenados flagrados com os bilhetes. A análise do material apreendido revelou mensagens relacionadas a ordens internas do PCC, contatos com integrantes da alta hierarquia da facção e referências a possíveis ataques contra agentes públicos.

Depois de condenados, os dois foram encaminhados ao sistema penitenciário federal. Entre os trechos examinados, chamou atenção a menção a uma “mulher da transportadora”, que teria sido responsável por levantar informações e endereços de servidores públicos para auxiliar em ações planejadas pela organização criminosa.

A partir dessa referência, foi instaurado um segundo inquérito para identificar quem seria essa mulher e qual era a ligação da transportadora com o PCC. As investigações levaram a uma empresa sediada em Presidente Venceslau, posteriormente reconhecida pela Justiça como instrumento utilizado pela facção para lavagem de dinheiro.

As diligências deram origem à Operação Lado a Lado, que apontou movimentações financeiras incompatíveis com a atividade declarada da empresa, crescimento patrimonial sem justificativa econômica e o uso da transportadora como um dos principais braços financeiros da organização criminosa.

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