Copa do Brasil
Vasco vence Botafogo nos pênaltis e vai à semifinal da Copa do Brasil
Esportes / Futebol
Cruz-Maltino teve 100% de aproveitamento nas penalidades e avança para enfrentar o Fluminense
Rio de Janeiro / RJ
O Vasco está na semifinal da Copa do Brasil. Após novo empate por 1 a 1, nesta quinta-feira (11), no Nilton Santos, pelo jogo de volta das quartas de final, o Cruz-Maltino mostrou sua força nos pênaltis, mais uma vez com Léo Jardim sendo herói. Nos pênaltis, o Gigante da Colina teve 100% de aproveitamento, enquanto o goleiro vascaíno defendeu a cobrança de Alex Telles, autor do gol alvinegro no tempo normal. Nuno Moreira fez o gol da equipe vascaína.
Agora, o Vasco vai enfrentar o Fluminense, na semana dos dias 10 e 14 de dezembro, pela semifinal da Copa do Brasil. A fase final será disputada no fim do ano por causa de uma mudança no calendário feita pela CBF, que antecipou o fim do Brasileirão em virtude de uma possível participação de clubes brasileiros na Copa Intercontinental. A final acontecerá nos dias 17 e 21, contra o vencedor de Cruzeiro e Corinthians.
Vasco sai na frente, mas Botafogo reage e empata

O jogo começou quente no Nilton Santos. Após empatarem no jogo de ida por 1 a 1, Botafogo e Vasco precisavam da vitória para avançar à semifinal da Copa do Brasil. Jogando em casa, o Glorioso começou melhor, pressionando a saída de bola vascaína e gerando dificuldades. Porém, não conseguiu transformar a pressão em oportunidades.
Após a pressão inicial do Botafogo, o Vasco conseguiu se encontrar no jogo, aos poucos, mesmo com a lesão de Tchê Tchê, aos 12 minutos. Em cobrança de falta venenosa de Coutinho, Neto vacilou, deu rebote e Nuno Moreira aproveitou para abrir o placar, aos 20, e incendiar o jogo no Nilton Santos.
O Botafogo sentiu o gol, mas conseguiu se recuperar. Apesar das dificuldades na criação das jogadas, o Alvinegro estava melhor fisicamente e cresceu na reta final. Aos 40, Joaquín Correa foi lançado em profundidade, invadiu a área e foi derrubado por Léo Jardim. Na cobrança de pênalti, Alex Telles bateu bem e empatou o clássico.
Nos pênaltis, Léo Jardim vira herói e Vasco vai à semifinal
O clássico continuou quente na etapa final, mas com menos oportunidades. O primeiro lance de perigo aconteceu aos 17 minutos, quando Coutinho recebeu cruzamento de Paulo Henrique e chegou batendo no meio da área, livre de marcação, mas mandou para fora.
O Botafogo, então, resolveu colocar a artilharia em campo. Savarino entrou no jogo, e o Alvinegro cresceu. O primeiro lance de perigo aconteceu aos 27 minutos, em chute de longe de Barboza. Depois, Matheus Martins, aos 37, também arriscou de fora da área, e Léo Jardim fez boa defesa.
Melhor no jogo, o Botafogo chegou a reclamar de dois pênaltis, mas a arbitragem, bem posicionada no lance, acertou em não marcar. Nos minutos finais, as equipes ameaçaram uma pressão, mas não aproveitaram as oportunidades. Assim, o jogo terminou empatado e foi para os pênaltis.
Na disputa de pênaltis, o Vasco foi perfeito. Vegetti, Rayan, Puma Rodríguez, Matheus França e Robert Renan converteram, enquanto no Botafogo perdeu a sua primeira cobrança, logo nos pés do melhor cobrador e autor do gol do jogo no tempo normal. Alex Telles parou em Léo Jardim, que mais uma vez se tornou herói vascaíno nas penalidades.
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*Informações de O Dia – Conteúdo
*Fotos: Crédito – Matheus Lima / Vasco
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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