Brasileirão 2025
Flamengo leva susto na reta final, mas vence o Santos e segue em busca da liderança
Esportes / Futebol
Rubro-Negro soma 68 pontos e aparece na segunda posição
Rio de Janeiro / RJ
Flamengo tomou um susto na reta final, mas bateu o Santos por 3 a 2 no Maracanã, na noite deste domingo (9), em partida válida pela 33ª rodada do Brasileirão. Léo Pereira, Carrascal e Bruno Henrique colocaram o Rubro-Negro em vantagem. Arrascaeta, que deu uma linda assistência para o gol do colombiano, ainda desperdiçou um pênalti. Já perto do fim da partida, o Peixe descontou com Gabriel Bontempo e Lautaro Díaz. Apesar dos vacilos, a equipe de Filipe Luís assegurou o triunfo.
Com o resultado, o Fla chegou aos 68 pontos e segue na segunda posição. Já o Santos soma 33 e está dentro do Z-4, em 17º.
Agora, o Rubro-Negro foca no Sport. A equipe de Filipe Luís enfrentará o Leão no dia 15 de novembro (sábado), a partir das 18h30, na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata. A partida é válida pelo jogo atrasado da 12ª rodada do campeonato.
O jogo

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
primeiro tempo foi movimentado no Maracanã. O Flamengo teve mais posse de bola e iniciou a partida incomodando o goleiro Gabriel Brazão, com finalizações de Carrascal e Samuel Lino.
O Santos, por sua vez, não se limitou a defender e atacava principalmente na transição rápida. As principais chance do Peixe durante a etapa inicial vieram com Neymar: a primeira foi em uma cabeçada dentro da área, livre de marcação; a segunda foi em uma cobrança de falta da entrada da área direto para o gol.
Aos 37 minutos, o Rubro-Negro contou com um vacilo do Santos para abrir o placar no Maracanã. Após cobrança de escanteio, o Willian Arão tentou fazer o corte de cabeça, a bola explodiu em Guilherme e sobrou para Léo Pereira. O zagueiro teve tranquilidade para finalizar e balançar as redes.
Já na etapa complementar, o Flamengo não perdeu tempo e ampliou a vantagem aos seis minutos. Arrascaeta recebeu a bola no campo de defesa e descolou ótimo passe de primeira para Carrascal. O colombiano ficou cara a cara com Brazão e encheu o pé para marcar.
O Rubro-Negro aproveitou o bom momento e foi para cima do Santos, que parecia estar “nas cordas”. E Arrascaeta teve uma chance de ouro para fazer o terceiro gol do Santos. Isso porque Willian Arão derrubou Bruno Henrique na área, e o árbitro assinalou o pênalti após rever o lance no monitor do VAR. O uruguaio finalizou firme, mas carimbou a trave.

O Flamengo, porém, não sentiu a oportunidade perdida, seguiu em cima do Peixe e aproveitou um erro na saída de bola do Peixe. Bruno Henrique interceptou o passe, tirou de Gabriel Brazão e empurrou a bola para o fundo das redes.
A vitória parecia certa, mas o Rubro-Negro sofreu um apagão e permitiu que o Santos sonhasse na partida. Já na reta final, em um dos poucos ataques no segundo tempo, o Santos descontou. Aos 43 minutos, após um chute de Robinho Jr que acertou o travessão, a bola foi ajeitada para Bontempo marcar.
Pouco depois, Lautaro fez o segundo. Rossi deu rebote em finalização, Rollheiser pegou a sobra e tocou para o atacante anotar mais um gol. Apesar do susto, o Flamengo assegurou a vitória por 3 a 2.
Outros Resultados do Brasileirão Série A
Corinthians 0 x 1 Ceará
Cruzeiro 0 x 0 Fluminense
Vitória 0 x 0 Botafogo
Fortaleza 2 x 2 Grêmio
Mirassol 2 x 1 Palmeiras
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* Informações de O Dia – Conteúdo
* Foto/Destaque: Adriano Fontes / Flamengo
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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