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Campeonato Brasileiro

Flamengo joga mal, perde para o São Paulo no Maracanã e larga atrás na final da Copa do Brasil

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Esportes / Futebol

Jogo de volta, que vale o título, está marcado para o próximo domingo (24), às 16h, no Morumbi

Rio de Janeiro

Nem mesmo a grande festa nas arquibancadas, com mais de 67 mil torcedores, e o clima de decisão viraram a chave do Flamengo em meio aos questionamentos sobre o trabalho de Jorge Sampaoli. Na tarde deste domingo (17), pelo jogo de ida da grande final da Copa do Brasil, o Rubro-Negro foi mal em campo mais uma vez, pouco assustou o rival no Maracanã e perdeu pelo placar de 1 a 0. O atacante Calleri, do Tricolor Paulista, marcou o único gol do jogo no final do primeiro tempo.

Com o resultado, o Rubro-Negro precisa vencer por pelo menos um gol de diferença no próximo domingo (24), no Morumbi, para levar a decisão aos pênaltis. Antes, enfrentará o Goiás, na quarta-feira (20), em Goiânia, pela 24ª rodada do Brasileirão.

O jogo

O duelo no Maracanã foi movimentado e marcado por mais uma atuação abaixo do esperado da equipe comandada por Jorge Sampaoli, ainda mais se tratando de uma decisão. O primeiro tempo teve o São Paulo dando as cartas para o jogo, controlando as ações e sendo agressivo na marcação da saída de bola.

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A estratégia de Sampaoli na primeira metade do jogo não deu certo. Com Bruno Henrique preso pelo lado esquerdo o ataque com a marcação de Rafinha, o Rubro-Negro, sem peças de criatividade no meio-campo, sofreu para chegar no terço final. Quando conseguiu, o próprio Bruno Henrique errou passe que deixaria Gabigol sozinho para marcar.

Pressionado, o Flamengo falhou diversas vezes em trocas de passes e deu espaço para o Tricolor do Morumbi trabalhar em transições. Aos 45 minutos da etapa inicial, Rodrigo Nestor avançou pelo lado esquerdo e cruzou na pequena área. Matheus Cunha acompanhou o lance sem sair da meta e viu Calleri (foto destaque da capa), sozinho, subir para cabecear e abrir o placar para calar o Maraca pouco tempo antes de Anderson Daronco dar ponto final nos primeiros 45 minutos (mais acréscimos) da grande final.

Nada feito

Na volta do intervalo, o Fla mostrou mais disposição, subiu suas linhas e tomou conta do meio-campo para conseguir criar. No entanto, ainda assim, até a casa dos 20 minutos, os donos da casa ainda não haviam finalizado na direção da meta defendida pelo goleiro Rafael – a primeira saiu com Ayrton Lucas, que não deu trabalho.

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Aos 34 minutos, Everton Cebolinha, que acabara de entrar no lugar de Gabigol (foto), perdeu um dos principais ataques do jogo. Dessa vez com erro na saída de bola do São Paulo, o atacante avançou, optou pela jogada individual mesmo tendo Bruno Henrique em condições de chute e acabou sendo travado. Na sobra, finalizou por cima, bem longe do gol.

Com o cenário confortável e vendo o Flamengo acumular erros, o São Paulo se comportou de maneira segura, esperou o rival e se fechou no campo de defesa. Conseguindo segurar a bola, a equipe paulista fez o tempo passar e garantiu a vitória no jogo de ida, carregando vantagem para o Morumbi na partida que valerá o título da Copa do Brasil.

Outros resultados do Brasileirão Série A

Palmeiras 1 x 0 Goiás

– Vasco 4 x 2 Fluminense

– Atlético-MG 1 x 0 Botafogo

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* Com informações de portais esportivos / Foto: Mauro Pimentel – AFP

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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em

Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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