Atentado Terrorista / Moscou
Mortos em ataque terrorista à casa de show em Moscou chega a 133; Estado Islâmico reivindica autoria
INTERNACIONAL
Crocus City Hall, como é chamado o local, também foi alvo de explosões; o Kremlin anunciou a prisão de onze pessoas
Moscou
Homens armados de fuzis e com roupas camufladas invadiram o Crocus City Hall, uma casa de shows nos arredores de Moscou, e atiraram contra a multidão nesta sexta-feira, 22. O Comitê Investigativo da Rússia informou que o número de mortos chegou a 133, incluindo crianças, e pode aumentar. Outras 107 pessoas ficaram feridas, das quais 44 estão em estado grave e outras 16, incluindo uma criança, em estado “muito grave”.
De acordo com uma publicação no aplicativo de mensagens Telegram do Comitê Investigativo da Rússia, os serviços de emergência que estão removendo os escombros do local do show encontraram mais cadáveres. Espera-se que o número de vítimas fatais cresça à medida que as buscas no local avançam, de acordo com o governador da região de Moscou, Andréi Vorobiov.
O ISIS-K, filial do Estado Islâmico no Paquistão, reivindicou a autoria do ataque e alegou que os terroristas conseguiram fugir da polícia russa. Os EUA também responsabilizaram o grupo terrorista. No começo do mês, a embaixada americana em Moscou havia alertado para o risco de ataques em grandes eventos.
Dados preliminares da investigação, publicados pela agência russa Interfax, afirmam que “as causas da morte foram ferimentos a bala e envenenamento por produtos de combustão”. “Também foi apurado que os terroristas utilizaram um líquido inflamável para incendiar as instalações da sala de concertos, onde havia espectadores, incluindo feridos”, afirma o relatório.
O presidente russo Vladimir Putin ainda não se pronunciou diretamente sobre o atendado. Mas desejou boa recuperação aos feridos por meio da vice-primeira-ministra, Tatiana Golikova, segundo a agência Tass. “Informamos ao presidente sobre o estado de saúde dos pacientes. O presidente desejou recuperação a todos e expressou gratidão aos médicos”, disse a repórteres.
No início da manhã de sábado, o Kremlin anunciou a prisão de 11 pessoas, incluindo quatro terroristas que participaram diretamente do ataque. Alexander Bortnikov, chefe do FSB, o serviço de segurança, “informou Putin sobre a prisão de 11 pessoas”, disse a presidência às agências de notícias russas.
Após o ataque a tiros, os terroristas detonaram explosivos que causaram um incêndio. O ataque ocorreu antes do início de um show de uma banda de rock chamada Piknik. Segundo informações preliminares, os músicos estavam no camarim quando o ataque começou. “Os atiradores abriram fogo na entrada do prédio de forma planejada durante um show com armas automáticas, e então um incêndio começou no prédio”, disseram os serviços de emergência.
Nas redes sociais, vídeos não verificados de forma independente mostram três homens armados com fuzis disparando à queima-roupa contra corpos espalhados pelo saguão do local. Outras imagens, também não verificadas, exibem várias pessoas deitadas imóveis em poças de sangue do lado de fora do salão.
A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, classificou o ataque de terrorista.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobianin, afirmou que o ataque é uma grande tragédia e cancelou todos os eventos esportivos, culturais e outros eventos de massa em Moscou neste fim de semana. Pelo menos 50 ambulâncias foram enviadas para o local do ataque e a polícia russa isolou a área, informaram as agências.
Promessa de retaliação
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente Dmitri Medvedev afirmou que o país irá responder o ataque com “execuções totais de terroristas e repressão de suas famílias” e levantou suspeitas sobre Kiev, que nega envolvimento. “Se ficar provado que se trata de terroristas do regime de Kiev, é impossível lidar com eles e com os seus inspiradores ideológicos de outra forma. Todos eles devem ser encontrados e impiedosamente destruídos”, disse Medvedev.
O Crocus City Hall fica ao lado de um grande shopping center no extremo oeste de Moscou e foi o local do concurso Miss Universo de 2013, que contou com a presença do então magnata Donald Trump. Os bombeiros estão no local e tentam apagar o incêndio. O paradeiro dos atiradores é desconhecido.
Uma testemunha ocular disse ao canal Mash, no Telegram, que havia “pelo menos cinco” atiradores no local. “Agiam como combatentes treinados”, diz o relato. “No momento que entraram no prédio, os guardas e as pessoas que estavam na porta foram mortas. Depois, bloquearam a entrada principal”.
“Os terroristas estavam armados com fuzis Kalashnikov”, continua o relato. “Alguns carregavam coletes com várias munições. Pelo menos dois dos homens estavam carregando mochilas, acredito que com coquetéis molotov”.
Risco de ataques
Horas antes do ataque, o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) informou que havia impedido um ataque a uma sinagoga em Moscou por uma célula afegã do Estado Islâmico, informou a agência RIA Novosti.
Nas últimas semanas, algumas embaixadas estrangeiras em Moscou emitiram alertas pedindo aos cidadãos para evitar reuniões em massa devido ao risco de ataques.
A Rússia não enfrentava um grande ataque terrorista em seu território desde 2017, quando 14 pessoas foram mortas em uma explosão no metrô de São Petersburgo. Em 2013, homens-bomba mataram 34 pessoas em Volgogrado em pouco antes dos Jogos Olímpicos de Sochi. E em 2011, 30 pessoas morreram durante outra ação com homens-bomba no aeroporto Domodedovo, em Moscou.
Brasil lamenta o ataque
O Itamaraty condenou o ataque em Moscou. Segundo a chancelaria, não há indícios de brasileiros entre as vítimas.
“O governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação, do atentado ocorrido, hoje, 22 de março, na sala de espetáculos Crocus City Hall, em Moscou, na Rússia”, disse em nota o Ministério das Relações Exteriores. “Ao expressar condolências aos familiares das vítimas e o desejo de pronta recuperação aos feridos, o Brasil manifesta sua solidariedade ao povo e ao governo da Rússia e reitera seu firme repúdio a todo e qualquer ato de terrorismo”.
Governos da França e da Alemanha também condenaram o atentado.
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* Informações de agências
* Foto: Maxim Shemetov / Reuters
- Vídeo: Record News / Youtube
INTERNACIONAL
Brasil quer parceria com Índia para produção de remédios e vacinas
Presidente Lula e comitiva estão em Nova Délhi
Por Luiz Claudio Ferreira*
O governo brasileiro manifestou, nesta quarta-feira (18), a intenção de estabelecer cooperação com a Índia para produção de medicamentos e vacinas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integra a comitiva do presidente Lula que está em Nova Délhi para participar da cúpula sobre impacto da inteligência artificial.
Segundo Padilha, conforme divulgou o governo, a proposta de parceria inclui instituições públicas e empresas dos dois países para produção de medicamentos oncológicos e também remédios para combater doenças tropicais.
Sistemas públicos
Em encontro com os ministros indianos Jagat Prakash Nadda (Saúde e Bem-Estar da Família) e Prataprao Jadhav (de Medicina Tradicional), Padilha apresentou também a intenção de ampliar as ações e trocas de experiências sobre o acesso gratuito da população aos serviços de saúde.
“Brasil e Índia têm sistemas públicos robustos, forte capacidade científica e papel estratégico no Sul Global. Nossa cooperação em saúde pode ampliar o acesso da população a medicamentos, fortalecer a produção local e impulsionar a inovação”, afirmou o ministro brasileiro.
Padilha convidou os indianos para integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo. “Queremos que Índia e Brasil estejam na linha de frente de uma nova agenda internacional de saúde baseada em produção local, inovação e cooperação solidária”, ponderou.
Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada a Nova Deli. Aeroporto Internacional Indira Gandhi (DEL). Nova Deli — Índia Foto: Ricardo Stuckert / PR
Inteligência artificial
Outra discussão entre autoridades do Brasil e da Índia teve relação com a utilização de tecnologias digitais e inteligência artificial para organização dos sistemas públicos de saúde.
Segundo Padilha, o intercâmbio em saúde digital pode colaborar com a modernização do SUS, ampliar o acesso e qualificar o cuidado à população.
Uma outra proposta foi a implementação de uma biblioteca digital de medicina tradicional, reunindo evidências científicas, protocolos, estudos clínicos, registros históricos e boas práticas sobre práticas integrativas e complementares em saúde.
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- Agência Brasil – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Rafael Nascimento / MS
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