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Tragédia Anunciada

Preso do 8 de janeiro morre por problemas de saúde e Governo e STF não se pronunciam

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BRASIL

Cleriston Pereira da Cunha, preso em Brasília pelos atos de 8 de janeiro, morreu na manhã desta segunda-feira (20), no presídio da Papuda. Ele tinha 46 anos e deixa companheira e duas filhas. Era residente do Distrito Federal. Segundo a administração da unidade prisional, ele teve um “mal súbito” durante o banho de sol.

Médica alertou para risco de morte

No dia 11 de janeiro, a médica Tania Maria Liete Antunes de Oliveira, do Hospital Regional de Taguatinga, pediu “agilidade na resolução do processo legal” de Cleriston alegando que o detento corria risco de morte por imunossupressão e infecções, diante de seu quadro de saúde.

De acordo com ela, o preso era acompanhado a cerca oito meses por um quadro de “vasculite múltiplos vasos” e “miosite secundária à Covid-19″. Em 2022, ele ficou internado por 33 dias para tratar complicações do estado de saúde.

“Em função da gravidade do quadro clínico, risco de morte pela imunossupressão e infecções, solicitamos a agilidade na resolução do processo legal do paciente”, escreveu.

Como era atendimento médico na penitenciária?

De acordo com registros da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal, Cleriston recebeu oito atendimentos médicos entre janeiro e agosto. No dia 29 de maio, o detento chegou a ser levado ao Hospital Regional da Asa Norte. Os demais atendimentos ocorreram em consultórios da própria penitenciária.

Desde que foi preso, Cleriston recebeu medicamentos controlados para hipertensão e diabetes enviados pela defesa. Em fevereiro, ele chegou a recusar os remédios afirmando que não precisava mais da medicação. Em abril, o detento voltou a receber medicamentos.

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“Tendo em vista a notícia sobre o falecimento do réu Cleriston Pereira da Cunha, oficie-se, com urgência, à Direção do Centro de Detenção Provisória II, requisitando-se informações detalhadas sobre o fato, inclusive com cópia do prontuário médico e relatório médico dos atendimentos recebidos pelo interno durante a custódia”, determinou.

O que diz a família?

família de Cleriston considera ter havido descaso do STF com o réu. Em entrevista ao Estadão, o irmão de Cleriston, Cristiano Pereira da Cunha, afirmou que a família está indignada pela demora do STF em despachar a concessão da liberdade provisória e relaciona a detenção na Papuda com o mal súbito ocorrido nesta segunda-feira.

Cristiano é vereador de Feira da Mata, um pequeno município no oeste da Bahia, e filiado ao PSD. Ele disse que o irmão decidiu participar do 8 de Janeiro por “aquilo que motivou todos os brasileiros” e o chamou de “verdadeiro patriota”. O pai dele, Edson Cunha, foi vice-prefeito da cidade entre os anos de 1989 e 1992.

O senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) criticou o fato de Cleriston ainda estar preso até esta segunda-feira, mesmo com o parecer da PGR. Segundo o parlamentar, o falecimento do homem representa uma “burocracia que vem cerceando direitos dos presos”. “É preciso uma investigação minuciosa para que esse fato gravíssimo seja esclarecido”, afirmou Mourão.

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou que o seu gabinete está trabalhando em conjunto com a bancada de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a realização de uma “apuração dos fatos relacionados a essa infeliz notícia”.

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O deputado Coronel Meira (PL-PE) chamou Cleriston, acusado de tentativa de golpe de Estado, de “patriota” e publicou uma imagem em que afirma que o preso “pagou com a sua vida”.

O ex-deputado federal e ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo-PR) também ressaltou o aval dado pela PGR à concessão da liberdade provisória para Cleriston. “Não há palavras para a injustiça absurda praticada pelo Supremo”, disse.

Enquanto vinha a óbito na Papuda, o presidente Lula condecorava, por relevantes serviços prestados à Nação, o ministro Alexandre de Moraes, várias autoridades simpáticas ao atual governo e até a sua esposa, a primeira-dama Janja.

 

  • Com informações de periódicos independentes / Fotos: Reprodução – internet / Vídeo: Metrópoles
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Bebê morre após corte de bisturi na cabeça durante cesárea

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Criança teria sofrido corte na cabeça durante cesariana e morreu após hemorragia intracraniana, segundo boletim de ocorrência

Ribeirão Preto (SP)*

Uma bebê do sexo feminino morreu, nesta quinta-feira (20), após ter a cabeça atingida por um bisturi durante um parto por cesariana. O caso ocorreu no Hospital das Clínicas Criança (HC Criança), no Campus da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada no HC Criança, na ala neonatal, onde um médico pediatra informou que a bebê havia nascido no dia 18 de agosto e, durante a cesariana, teria sofrido um trauma cranioencefálico causado por um bisturi.

A mãe da bebê tem 20 anos e já havia passado por uma cesariana no nascimento do primeiro filho. Ela estava com 27 semanas de gestação, mas a criança não vinha ganhando peso e a mulher entrou em trabalho de parto.

A gestante foi levada ao HC Criança. A menina nasceu com 443 gramas e foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. A mãe, que mora em Serrana, relatou o caso ao repórter Guilherme Leoni, da EPTV.

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Segundo ela, logo após o nascimento, a criança foi levada para a UTI. Os médicos teriam informado que, durante o procedimento, a bebê sofreu um corte, mas que não seria nada grave.

A mãe contou que foi algumas vezes à UTI para visitar a filha e, a cada visita, recebia informações diferentes sobre o estado de saúde da criança. Foi então que percebeu a gravidade do quadro.

Ela foi informada de que o corte tinha aproximadamente sete centímetros e atingido a cabeça da bebê, que receberia o nome de Serena. A criança morreu na quinta-feira (20).

De acordo com o boletim de ocorrência, “o paciente evoluiu a óbito por choque neurogênico secundário a hemorragia intracraniana”.

O corpo de Serena foi encaminhado ao Núcleo de Perícias Médico-Legais, onde seria submetido a necropsia. A ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária (CPJ), mas o caso será investigado pelo 3º Distrito Policial.

A bebê foi sepultada no início da tarde desta sexta-feira (21), no Cemitério de Serrana, na região metropolitana de Ribeirão Preto.

O HC divulgou uma nota sobre o caso. “Neste momento de dor, o HC Ribeirão lamenta o ocorrido e se solidariza com a família. A Instituição confirma o conhecimento do caso e instaurou apuração interna para esclarecer todas as circunstâncias do atendimento”.

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  • Matéria do jornal Tribuna (Ribeirão Preto – SP)
  • Foto destaque: Crédito – Alfredo Risk

 

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