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Maio tem o menor número de homicídios neste ano no Espírito Santo

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SEGURANÇA

Nos 31 dias decorridos de maio, o Espírito Santo registrou 78 homicídios dolosos, sendo assim o menor número de assassinatos para um mês em 2023. No total, o Estado acumula 439 mortes violentas em cinco meses, sendo esse o segundo melhor resultado da série histórica, iniciada em 1996, perdendo apenas para o ano passado, que apresentou 412 crimes, no mesmo período.

Até o momento, os dados mostram que 2023 está menos violento que 2019, por exemplo, ano em que os assassinatos fecharam em menos de mil casos. Dentro dos objetivos do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, liderado diretamente pelo governador Renato Casagrande, o Espírito Santo vem apresentando redução nos homicídios nos últimos anos.

Segundo o coordenador do Programa Estado Presente, o secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, não há nenhum motivo para comemoração e o desafio é grande quando se trata da Segurança Pública.

“O desafio na segurança pública é constante. Como o governador Renato Casagrande costuma dizer: enquanto estivermos perdendo uma única vida no Espírito Santo, não há motivos para comemoração. As estatísticas nos mostram que as ações do programa Estado Presente refletem em resultados efetivos e que estamos no caminho certo. Mas ainda temos muito para fazer. Os resultados nos motivam a seguir e também a potencializar, cada vez mais, os investimentos na estruturação, modernização, capacitação e trabalho articulado entre as nossas forças policiais, combinadas com as ações de proteção social, especialmente nos territórios mais vulneráveis do Estado”, disse.

O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho, destacou o trabalho que tem sido feito pelas forças de segurança, com o objetivo de enfraquecer as organizações criminosas, que são responsáveis pela maior parte das mortes, e colocar homicidas atrás das grades.

“Temos acompanhado diariamente o trabalho das nossas tropas em campo, com prisões qualificadas, apreensões de armamentos, drogas, além de operações com diversos mandados de prisão e busca apreensão, de norte a sul do Espírito Santo. Só tenho a agradecer a todos pelo trabalho realizado, a missão é muito difícil de evitar esse tipo de crime, mas temos conseguido resultados expressivos, dentro do programa Estado Presente, nos últimos anos. Seguiremos com muito esforço, para evitar essas mortes”, afirmou Ramalho.

Redução de mortes de mulheres

O Espírito Santo tem apresentado resultados importantes na questão da redução de mortes de mulheres. Ao todo, são 36 casos registrados de janeiro a maio no Estado, sendo esse o menor número desde 2001. Desses, 13 são considerados feminicídios, quando o motivo do assassinato envolve a questão da violência doméstica e, geralmente, é cometido por homens que têm algum relacionamento com a vítima.

“Temos trabalhado muito essa questão no Espírito Santo. Temos a operação Marias, operações integradas com o Governo Federal, muitos homens agressores presos e buscamos sempre combater essa cultura do machismo presente em nossa sociedade. Ninguém é dono de ninguém”, ressaltou o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho.

• Informações da Assessoria de Comunicação da Sesp – Conteúdo – Vitor Muniz

  • Foto: Divulgação
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SEGURANÇA

Irmãos policiais fazem troca de comando inédita na PM do ES

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Esta foi a primeira vez em 191 anos da PMES em que um irmão transmitiu o comando para outro

Por Guilherme Lage* | Vitória (ES)

Um momento inédito marcou a história da Polícia Militar do Espírito Santo, nesta segunda-feira (22), em Vitória. Nesta data, pela primeira vez em 191 anos de PM no Estado, um irmão transmitiu o comando de uma unidade para o outro.

O momento solene aconteceu com a transmissão da 12ª Companhia Independente, que patrulha a região continental deVitória ao major Baltazar Rubim Garcia. Ele recebeu a responsabilidade das mãos do irmão mais novo, Isaac Rubim Garcia.

Isaac assumirá o 1º Batalhão da Polícia Militar, também na Capital. Segundo ele, poder passar o comando da Companhia Independente ao irmão, foi um momento único e histórico, cheio de emoção.

Foi emocionante! Inicialmente, porque transmiti o comando a uma pessoa extraordinária e que cuidará muito bem da Unidade. Em segundo lugar porque sabemos que foi um momento histórico nos 191 anos de existência da PMES, Major Isaac Rubim Garcia

Família de policiais

Isaac e Baltazar vêm de uma família com seis irmãos em que quatro são policiais. De acordo com Isaac, o desejo de se tornar um policial militar surgiu quando ainda era criança, em 1990.

Isso porque naquele ano, a irmã mais velha, Rosane, ingressou na corporação. Quatro anos depois foi a vez do outro irmão, Ubiratan. Dali para a frente, o desejo de ser policial nunca mais passou.

“Rosane, a mais velha, entrou na PM em 1990 e se aposentou na graduação de subtenente. Ubiratan ingressou em 1994 e se aposentou no posto de capitão. A família sempre ‘respirou’ a Polícia Militar e ficou muito emocionada com o momento. Quando Rosane entrou na PM, eu era uma criança de apenas 7 anos e, desde já, quis seguir os passos dela. Ela foi minha inspiração”, contou.

Para Isaac, assumir o 1º Batalhão é motivo de orgulho e sentimento de honra. Aos 44 anos, o major está há 25 anos na corporação.

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Segundo ele, poder compartilhar o momento com o irmão torna a celebração ainda mais significativa.

“Isso, de certo modo, é um prêmio para nossa carreira, um reconhecimento também da história que a gente trilhou na Polícia Militar, estou muito feliz e foi no primeiro batalhão que eu iniciei minha carreira operacional, após o Curso de Formação de Oficiais. Comecei aqui em dezembro de 2003, ingressei na Polícia Militar em março de 2001, em dezembro de 2003 iniciei minha carreira no primeiro batalhão e fui até 2010 aqui”, disse.

“Honra e responsabilidade”, diz major

Para o major Baltazar, que assume o posto que era do irmão, o momento se tornou simbólico por conta da responsabilidade que se assume ao se tornar comandante de uma unidade.

Tudo se tornou mais especial por ter vivido o momento, justamente em família, ao lado do irmão e com a presença da mãe e das esposas de cada um.

Foi um momento de grande emoção e significado. Na condição de policial militar, assumir o comando de uma Unidade já representa, por si só, uma enorme honra e responsabilidade. Mas receber essa missão das mãos do meu irmão tornou a ocasião ainda mais especial. Todos os irmãos, nossa mãe, esposas, filhos e demais familiares e amigos vieram prestigiar, Major Baltazar Rubim Garcia.

Ainda segundo ele, o momento foi marcado por reflexão sobre a confiança que a corporação tem nos irmãos.

“Recebi a missão com gratidão e o compromisso de dar continuidade ao excelente trabalho desenvolvido na 12ª Companhia Independente, sempre buscando servir da melhor forma à população de Vitória”, disse.

Continuidade ao trabalho do irmão

Segundo Baltazar, assumir a nova missão à frente da 12ª Companhia exige dedicação, equilíbrio e total alinhamento com os valores institucionais da Polícia Militar.

De acordo com ele, as pessoas podem esperar a continuidade do trabalho iniciado pelo irmão, que ele classifica como “pautado na preservação da ordem pública, no fortalecimento do policiamento ostensivo e na aproximação cada vez maior com a comunidade”.

“Também pretendo dar sequência às ações integradas com outros órgãos e reforçar o emprego estratégico do policiamento, valorizando o profissionalismo da tropa e o compromisso com a missão constitucional da Polícia Militar”, afirmou.

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Quem são os irmãos policiais

Isaac Rubim Garcia nasceu em 1982, em Alegre, e ingressou na PMES em 2001, aos 18 anos, por meio do Curso de Formação de Oficiais. Formado em 2003, iniciou a trajetória no 1º Batalhão, em Vitória, onde atuou como comandante de Policiamento da Unidade.

Ao longo da carreira, desempenhou funções como comandante de pelotão de patrulhamento tático motorizado e subcomandante da Companhia de Operações com Cães do Batalhão de Missões Especiais (BME).

Como capitão, passou por unidades como o Batalhão de Polícia de Trânsito, o 14º BPM, a Casa Militar do Governo e o 6º BPM. Já como major, atuou no Ciodes e na Diretoria de Recursos Humanos do Quartel do Comando-Geral, além de comandar por quatro anos a 12ª Companhia Independente. Agora, assume o comando do 1º Batalhão, unidade onde iniciou a carreira operacional.

Já Baltazar Rubim Garcia nasceu em 1979, em Jerônimo Monteiro, e ingressou na PMES em 2007, aos 27 anos, também pelo Curso de Formação de Oficiais, concluído em 2009. Sua primeira atuação foi no 9º Batalhão, em Cachoeiro de Itapemirim, onde exerceu funções como comandante de policiamento da unidade e chefe de seções de planejamento, recursos humanos e inteligência.

Também serviu no 1º Batalhão, acumulando funções de comando e inteligência, além de ter atuado como chefe de curso na Academia de Polícia Militar. Como capitão, passou pelo Batalhão de Missões Especiais, pelo 6º BPM, pelo 2º BPM e pela Diretoria de Tecnologia da Informação.

Já no posto de major, foi chefe da Divisão Operacional do 6º BPM entre 2024 e 2026. Agora, assume o comando da 12ª Companhia Independente da PMES.

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  • Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / PMES
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