Em Família
Irmãos policiais fazem troca de comando inédita na PM do ES
SEGURANÇA
Esta foi a primeira vez em 191 anos da PMES em que um irmão transmitiu o comando para outro
Por Guilherme Lage* | Vitória (ES)
Um momento inédito marcou a história da Polícia Militar do Espírito Santo, nesta segunda-feira (22), em Vitória. Nesta data, pela primeira vez em 191 anos de PM no Estado, um irmão transmitiu o comando de uma unidade para o outro.
O momento solene aconteceu com a transmissão da 12ª Companhia Independente, que patrulha a região continental deVitória ao major Baltazar Rubim Garcia. Ele recebeu a responsabilidade das mãos do irmão mais novo, Isaac Rubim Garcia.
Isaac assumirá o 1º Batalhão da Polícia Militar, também na Capital. Segundo ele, poder passar o comando da Companhia Independente ao irmão, foi um momento único e histórico, cheio de emoção.
Foi emocionante! Inicialmente, porque transmiti o comando a uma pessoa extraordinária e que cuidará muito bem da Unidade. Em segundo lugar porque sabemos que foi um momento histórico nos 191 anos de existência da PMES, Major Isaac Rubim Garcia
Família de policiais
Isaac e Baltazar vêm de uma família com seis irmãos em que quatro são policiais. De acordo com Isaac, o desejo de se tornar um policial militar surgiu quando ainda era criança, em 1990.
Isso porque naquele ano, a irmã mais velha, Rosane, ingressou na corporação. Quatro anos depois foi a vez do outro irmão, Ubiratan. Dali para a frente, o desejo de ser policial nunca mais passou.
“Rosane, a mais velha, entrou na PM em 1990 e se aposentou na graduação de subtenente. Ubiratan ingressou em 1994 e se aposentou no posto de capitão. A família sempre ‘respirou’ a Polícia Militar e ficou muito emocionada com o momento. Quando Rosane entrou na PM, eu era uma criança de apenas 7 anos e, desde já, quis seguir os passos dela. Ela foi minha inspiração”, contou.
Para Isaac, assumir o 1º Batalhão é motivo de orgulho e sentimento de honra. Aos 44 anos, o major está há 25 anos na corporação.
Segundo ele, poder compartilhar o momento com o irmão torna a celebração ainda mais significativa.
“Isso, de certo modo, é um prêmio para nossa carreira, um reconhecimento também da história que a gente trilhou na Polícia Militar, estou muito feliz e foi no primeiro batalhão que eu iniciei minha carreira operacional, após o Curso de Formação de Oficiais. Comecei aqui em dezembro de 2003, ingressei na Polícia Militar em março de 2001, em dezembro de 2003 iniciei minha carreira no primeiro batalhão e fui até 2010 aqui”, disse.
“Honra e responsabilidade”, diz major
Para o major Baltazar, que assume o posto que era do irmão, o momento se tornou simbólico por conta da responsabilidade que se assume ao se tornar comandante de uma unidade.
Tudo se tornou mais especial por ter vivido o momento, justamente em família, ao lado do irmão e com a presença da mãe e das esposas de cada um.
Foi um momento de grande emoção e significado. Na condição de policial militar, assumir o comando de uma Unidade já representa, por si só, uma enorme honra e responsabilidade. Mas receber essa missão das mãos do meu irmão tornou a ocasião ainda mais especial. Todos os irmãos, nossa mãe, esposas, filhos e demais familiares e amigos vieram prestigiar, Major Baltazar Rubim Garcia.
Ainda segundo ele, o momento foi marcado por reflexão sobre a confiança que a corporação tem nos irmãos.
“Recebi a missão com gratidão e o compromisso de dar continuidade ao excelente trabalho desenvolvido na 12ª Companhia Independente, sempre buscando servir da melhor forma à população de Vitória”, disse.
Continuidade ao trabalho do irmão
Segundo Baltazar, assumir a nova missão à frente da 12ª Companhia exige dedicação, equilíbrio e total alinhamento com os valores institucionais da Polícia Militar.
De acordo com ele, as pessoas podem esperar a continuidade do trabalho iniciado pelo irmão, que ele classifica como “pautado na preservação da ordem pública, no fortalecimento do policiamento ostensivo e na aproximação cada vez maior com a comunidade”.
“Também pretendo dar sequência às ações integradas com outros órgãos e reforçar o emprego estratégico do policiamento, valorizando o profissionalismo da tropa e o compromisso com a missão constitucional da Polícia Militar”, afirmou.
Quem são os irmãos policiais
Isaac Rubim Garcia nasceu em 1982, em Alegre, e ingressou na PMES em 2001, aos 18 anos, por meio do Curso de Formação de Oficiais. Formado em 2003, iniciou a trajetória no 1º Batalhão, em Vitória, onde atuou como comandante de Policiamento da Unidade.
Ao longo da carreira, desempenhou funções como comandante de pelotão de patrulhamento tático motorizado e subcomandante da Companhia de Operações com Cães do Batalhão de Missões Especiais (BME).
Como capitão, passou por unidades como o Batalhão de Polícia de Trânsito, o 14º BPM, a Casa Militar do Governo e o 6º BPM. Já como major, atuou no Ciodes e na Diretoria de Recursos Humanos do Quartel do Comando-Geral, além de comandar por quatro anos a 12ª Companhia Independente. Agora, assume o comando do 1º Batalhão, unidade onde iniciou a carreira operacional.
Já Baltazar Rubim Garcia nasceu em 1979, em Jerônimo Monteiro, e ingressou na PMES em 2007, aos 27 anos, também pelo Curso de Formação de Oficiais, concluído em 2009. Sua primeira atuação foi no 9º Batalhão, em Cachoeiro de Itapemirim, onde exerceu funções como comandante de policiamento da unidade e chefe de seções de planejamento, recursos humanos e inteligência.
Também serviu no 1º Batalhão, acumulando funções de comando e inteligência, além de ter atuado como chefe de curso na Academia de Polícia Militar. Como capitão, passou pelo Batalhão de Missões Especiais, pelo 6º BPM, pelo 2º BPM e pela Diretoria de Tecnologia da Informação.
Já no posto de major, foi chefe da Divisão Operacional do 6º BPM entre 2024 e 2026. Agora, assume o comando da 12ª Companhia Independente da PMES.
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- Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / PMES
SEGURANÇA
Vereador pede a criação da Guarda Municipal em Santa Leopoldina
Por Paulo Roberto Borges*
Segurança tem estado na pauta da sociedade brasileira e em Santa Leopoldina não é diferente. O município, apesar de ser um lugar com certa tranquilidade e segurança foi palco de ações criminosas que impactou a sociedade local.

Foto: Ana Karolina / CMSL
Por essas e outras razões, o vereador e presidente da Câmara, Darley Espíndula (PP) é o autor de uma Indicação que solicita ao prefeito Fernando Rocha (PDT), encaminhe ao Legislativo um projeto de lei para a criação da Guarda Municipal de Santa Leopoldina. Esse pedido aconteceu na sessão do dia 25. Espíndula ressalta que a GM seria uma força colaborativa e auxiliar aos órgãos policiais como a Polícia Militar e Polícia Civil. Incluindo cuidar da proteção ao patrimônio do município, além de ações preventivas.
Na sua justificativa o vereador solicita a “adoção das providências necessárias para promover, no âmbito do Município, a instituição da Guarda Municipal de Santa Leopoldina, mediante a elaboração e encaminhamento de projeto de lei dispondo sobre sua criação, estrutura organizacional, carreira, regime jurídico, competências, formação, mecanismos de controle interno e externo e demais medidas administrativas”.
A criação de uma guarda municipal no Espírito Santo não é mais novidade. Antes poucos municípios tinham a sua, mas hoje vários tem a sua guarda e Santa Leopoldina poderá ser mais um. “Vai depender do prefeito mandar um projeto de lei para a Câmara, atendendo a indicação do presidente Darley Espíndula”, disse uma liderança política local.
Posição do Executivo
A reportagem procurou o prefeito Fernando Rocha (PDT) para saber como recebeu a indicação do vereador presidente da Câmara, Darley Espíndula, sobre a necessidade de se criar a Guarda Municipal em Santa Leopoldina. O prefeito reconhece a sua importância, mas demandam estudos e recursos e que no momento ainda é prematura a sua criação.
Fernando lembra que, para municípios como o seu, a criação da Guarda Municipal é facultativa, desde que sejam observados os requisitos estabelecidos pela Constituição Federal. Ele enfatiza que “antes de qualquer decisão é primordial realizar um estudo de impacto financeiro e orçamentário, bem como verificar o atendimento aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Fernando Rocha, prefeito de Santa Leopoldina / Foto: Redes Sociais
O prefeito, demonstrando preocupação e responsabilidade com a gestão pública, ressalta que “os municípios estão passando por um momento de transição em razão da reforma tributária e ainda buscam compreender como ficarão as receitas municipais após a efetiva implantação da nova legislação, que passará a ter como base o consumo, e não mais a produção”.
Ele destaca ainda que “tudo isso exige reflexão e um estudo aprofundado antes da criação de novas despesas permanentes com pessoal, para que não seja comprometida a capacidade do município de cumprir suas obrigações legais e prestar serviços essenciais à população, como educação básica, saúde, manutenção de estradas rurais, assistência social, além de manter o pagamento dos servidores em dia e atender às demais competências municipais”.
Sobre a atuação de uma Guarda Municipal
Atribuições Legais
Previsão Constitucional
A Constituição Federal de 1988 abriu caminho para a criação das guardas municipais, ao prever, em seu artigo 144, § 8º, a possibilidade de proteger bens, serviços e instalações dos municípios. Essa medida foi fundamental para descentralizar a segurança pública e torná-la mais próxima das comunidades locais.
A Lei 13.022/2014, conhecida como Estatuto Geral das Guardas Municipais, detalha as competências e a organização dessas forças. Esta lei é crucial, pois padroniza as funções das guardas municipais e garante que atuem dentro de limites legais bem definidos.
Competências Gerais
As guardas municipais têm várias atribuições importantes:
Proteção de bens, serviços e instalações municipais: Garantem que serviços essenciais, como saúde e educação, funcionem sem interrupções.

Guarda Municipal de Vila Velha / Foto: ES Brasil
Prevenção e inibição de infrações penais e administrativas: Atuam para evitar crimes e infrações através de patrulhamento constante.
Atuação em eventos públicos e apoio a outras forças de segurança: Em grandes eventos, ajudam a manter a ordem e a segurança.
Implementação de políticas de policiamento comunitário: Trabalham próximos à comunidade para fortalecer a relação entre população e segurança pública.
Limitações Legais
Embora tenham amplas atribuições, as guardas municipais não podem realizar investigações criminais ou atuar como polícia judiciária. Essas funções são exclusivas das polícias civil e federal. Definir claramente essas competências ajuda a evitar conflitos e garante uma atuação mais eficiente.
Competências Complementares

Guarda Municipal de Vitória se destaca pela sua atuação em prol da segurança da capital / Foto: Reprodução
As guardas municipais também colaboram com outras forças de segurança em ações conjuntas, essenciais para a manutenção da ordem pública e a prevenção de crimes. A integração com a polícia militar e civil é fundamental para o sucesso dessas operações.
Efetividade das Guardas Municipais na Segurança Pública
Indicadores de Desempenho
Para avaliar a efetividade das guardas municipais, analisamos diversos indicadores, como as taxas de criminalidade nas áreas onde atuam. Pesquisas mostram que sua presença pode reduzir significativamente crimes contra o patrimônio e melhorar a sensação de segurança da população.
Dados Estatísticos
Dados levantados e que constam de estatísticas dão conta da importância dessa entidade. Os resultados são positivos. Cidades como São Paulo e Salvador são exemplos, mas no Espírito santo a de Vila Velha e Vitória têm sido destacada como eficientes.
Em várias cidades as Guardas Municipais ajudaram a reduzir os índices de violência em parceria com a Polícia Militar.
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- Da Redação / Com informações de de pesquisas
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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