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Cultura

Arquivo Público recebe coleção fotográfica de Alfredo Mazzei

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CULTURA & ENTRETENIMENTO

Uma coleção de 243 imagens referentes à atuação de Alfredo Mazzei, um dos principais nomes da fotografia capixaba no século XX, foi doada pela família e passou a compor, em caráter permanente, o acervo do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo (APEES).

Os materiais estão em processo de digitalização e serão disponibilizados para pesquisas e consultas on-line. Entre eles, constam diferentes retratos de solenidades oficiais, eventos e comemorações sociais e religiosas, além de registros de pessoas e famílias.

Alfredo Mazzei: trajetória e atuação

Alfredo Mazzei nasceu em Ubá, Minas Gerais, em 03 de agosto de 1904 e faleceu na cidade de Vitória, em maio de 1981. Filho de lavradores, aos 16 anos de idade aprendeu os primeiros processos fotográficos com o seu irmão, Celidônio Mazzei. Na década de 1920, mudou-se para Cachoeiro de Itapemirim, onde iniciou a sua atuação profissional.

Em 1931 deslocou-se para a Capital, onde deu continuidade às suas atividades. Mazzei trabalhou para diferentes governos e mantinha um estúdio no Centro de Vitória. Cobria eventos como casamentos, formaturas, aniversários e concursos de miss.

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Segundo Almerinda Lopes de Almeida, na obra “Memória Aprisionada”, Mazzei mantinha o interesse da fotografia como arte e buscava manter-se atualizado quanto aos equipamentos e materiais mais modernos lançados no mercado, utilizando-os, em primeira mão, no Estado.

“Ainda nos anos 40, o magnésio foi o recurso mais inovador usado para clarear os ambientes à noite. No início da década seguinte, enquanto todos os fotógrafos ainda usavam o magnésio, Mazzei introduziu, não apenas no Espírito Santo, mas no Brasil, o emprego do flash, importado por ele com a ajuda da Central Brasileira”, destaca a autora.

  • Informações à Imprensa: Assessoria de Comunicação do APEES – Jória Motta Scolforo / Foto: Divulgação

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CULTURA & ENTRETENIMENTO

Carnaval de Congo de Máscaras reúne mais de 20 mil pessoas em Roda D’Água

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Tradição centenária uniu fé, cultura popular e identidade em homenagem à padroeira do Espírito Santo

Por Vinícius Nascimento* / Cariacica – ES

Cerca de 20 mil pessoas participaram do Carnaval de Congo de Máscaras de Roda D’Água, realizado na última segunda-feira (13). A celebração, em homenagem a Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo, reuniu moradores e visitantes em uma programação marcada pela fé, pela cultura popular e pelo fortalecimento da identidade local.

As atividades tiveram início com um tradicional cortejo que conduziu a imagem de Nossa Senhora da Penha até o Campo do América, onde aconteceram as principais atrações do evento. A data dedicada à santa reforçou o caráter religioso da festa, que há décadas mobiliza a comunidade de Roda D’Água em um momento de devoção e celebração.

Reconhecido como uma das mais importantes tradições culturais do município, o Carnaval de Congo de Máscaras reuniu nove bandas de Congo de cidades como Vitória, Vila Velha, Serra e Aracruz, além de grupos locais. Promovido pela Associação de Bandas de Congo de Cariacica, com apoio da Prefeitura, o evento foi gratuito e aberto ao público.

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A programação também contou com apresentações musicais da Banda Cia Cumby e do espetáculo Afro Congo Beat – Música e Ancestralidade, com Fábio Carvalho. O encerramento foi marcado por um dos momentos mais simbólicos da festa, com o canto coletivo “Iaiá você vai à Penha”, seguido por um show pirotécnico que emocionou o público presente.

A vice-prefeita Shymenne de Castro também destacou a importância do evento para a valorização da cultura local e o fortalecimento das tradições do município. “É um momento de alegria, cultura, tradição e fé. Uma festa cheia de cores, música e identidade, que celebra a nossa história e valoriza as raízes do nosso povo”, afirmou.

A secretária de Cultura e Turismo Lúcia Dornellas, destacou a importância do apoio institucional para a continuidade da manifestação cultural. “O apoio da Prefeitura é fundamental para que eventos como este continuem acontecendo e crescendo. O Carnaval de Congo de Máscaras é uma expressão legítima da nossa cultura, que une fé e tradição e fortalece o sentimento de pertencimento da população”, afirmou.

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  • Prefeitura de Cariacica / Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Claudio Postay / PMC
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