Evento Cultural
Grupo Cultural Retrô promove Feira do disco de vinil no Shopping Unique
CULTURA & ENTRETENIMENTO
Vitória / ES
Por Paulo Borges
O disco de vinil está de volta já há algum tempo, e dizem que dessa vez ele veio para ficar. Em um mundo cada vez mais digital, a paixão pelo clássico deixou de ser coisa de colecionador e trouxe o disco de volta para o mercado.
Os motivos do sucesso variam: temos aqueles fãs que são amantes dos álbuns conceituais e do charme Long Play.
Outros afirmam que a qualidade sonora da música no disco é mais alta que a digital, sem falar naqueles que só querem mesmo matar as saudades dos velhos tempos.
E para conferir tudo isso, o Grupo Cultural Retrô está realizando a Feira do Retrô, no Shopping Unique, em Jardim Camburi, Vitória. A feira vai até o dia 31, uma oportunidade para conhecer e comprar clássicos do vinil que se tornaram raridades.
De acordo com Vitor Paz, que é o responsável pela realização da feira, junto com o seu pai Francisco, aficionado no vinil, o fluxo de visitantes tem sido muito bom e, o que parece surpreendente, é a presença de jovens interessados em adquirir os discos. Para eles, a procura pelos internacionais Pink Floyd, Beatles, Iron Mad são praxes, mas também há procura por Mutantes, João Gilberto, Gil, Gal, Chico, Jorge Bem Jor, dentre outros famosos da MPB. A turma de meia idade e os que estão da meia para lá, nunca deixam de adquirir os clássicos do Sertanejo, como Milionário e José Rico, João Mineiro e Marciano, Trio Parada Dura, Matogrosso e Mathias, Teodoro e Sampaio e Chitãozinho e Xororó.

Da música romântica a brega, se encontra de tudo, do Roberto Carlos ao Odair José, passando pelo sensual Wando. Tem disco de vinil de samba, jaz, samba enredo, temas de novelas, temas de filmes, country e blues, O acervo é rico e que o interessado pode também adquirir seus preferidos pelo site do Grupo Cultural Retrô.
E por falar em raridade, tem o Capa Branca dos Beatles, que, por ser uma raridade, tem valor um pouco mais alto. Aliás, essa questão de valores, leva-se em conta a qualidade do produto, sua conservação e, evidentemente, sua raridade no mercado.
Um pouco da história do Vinil
O primeiro disco de vinil da história foi gravado no dia 21 de junho de 1948, nos Estados Unidos. Ele ficou conhecido como Long Play porque trazia a possibilidade inédita de gravar áudios de longa duração.
Antes dele, usava-se um outro tipo de disco, conhecido como 78rpm ou disco de goma-laca.
Apesar de ser bem parecido com o disco de vinil, tendo o mesmo formato e quase sempre a mesma cor, o disco de goma-laca suportava apenas entre dois e três minutos de gravação — ou seja, nada mais que uma música.
É graças ao disco de vinil que nasceu a ideia de ouvir um álbum como uma obra completa, e não só uma música individual. Por causa dele podemos apreciar os melhores álbuns da história!
O primeiro LP produzido no Brasil foi lançado em 1951. Adivinha qual foi o estilo? Marchinhas de carnaval, é claro! O disco foi batizado de Carnaval em Long-Playing e tinha oito músicas.
Já o disco de vinil mais vendido do mundo foi o álbum Thriller, lançado pelo rei do pop em 1982.
Declínio e retorno
Na década de 80, os LPs começaram a perder espaço para a mais nova criação da indústria musical: os compact discs, que você conhece como CDs.
Eles marcaram a transição do meio analógico para o digital na música. A partir daí os bolachões foram se tornando escassos, até virarem item de colecionador.
Antes disso, já havia surgido a fita cassete, mas ela coexistiu com os LPs não chegou a ter tanto impacto nos discos como aconteceu com o CD.
Se você nasceu até o meio da década de 90, provavelmente se lembra de ter visto algum aparelho de som que tocava discos e fitas K7.
Entretanto, em 2014, o inesperado aconteceu. O disco de vinil voltou a ganhar espaço no mercado norte-americano e se espalhou novamente pelo mundo.
Apesar de nunca ter atingido as mesmas proporções que tinha no passado, o retorno fez com que gravadoras voltassem a produzir os LPs.
Há quem fale que houve uma popularização do vinil no Brasil a partir de 2016, quando ele conquistou fãs e passou a ser mais usado pelos DJs.
• Fotos: PB – Pauta 1 – Fonte: Pesquisa em site de música
CULTURA & ENTRETENIMENTO
Com boa recepção do público, mostra sobre latinidade prorroga temporada no Mucane
Por Júlia de Almeida* | Vitória (ES)
A Mostra Internacional Luz del Fuego de Mulheres Brasileiras na Fotografia terá sua temporada prorrogada até 10 de outubro no Museu Capixaba do Negro (Mucane), em Vitória. A extensão da visitação atende à procura de escolas interessadas em agendar visitas e amplia o período para o público conhecer a exposição. Com entrada gratuita, a mostra reúne trabalhos de 13 fotógrafas e apresenta diferentes olhares sobre a latinidade, atravessados por questões de território, ancestralidade, memória, corpo e pertencimento.
A exposição homenageia a artista, bailarina, naturista e feminista Luz del Fuego (1917–1967), nascida em Cachoeiro de Itapemirim. Sua trajetória, marcada pelo enfrentamento de padrões de gênero e de moralidade, inspira reflexões sobre liberdade, autonomia e o direito das mulheres de construir a própria imagem.
Criado durante a pandemia da Covid-19, o projeto realizou cinco edições com fotografias em grandes lambe-lambes instalados no Espírito Santo e em capitais latino-americanas, como Cidade do México, Buenos Aires, Bogotá, Santiago e Lima. A temporada no Mucane marca a primeira ocupação do projeto em uma instituição cultural, com impressões fine art, cenografia, catálogo digital e ações educativas.
O encerramento estava previsto inicialmente para 26 de setembro, mas foi adiado diante da procura do público e do interesse de escolas que ainda desejam participar da programação. Com a prorrogação, novas turmas poderão agendar visitas mediadas, enquanto os demais visitantes terão mais tempo para conhecer os trabalhos.
O programa educativo já promoveu um encontro entre estudantes e a curadoria, com visita mediada, conversa e atividade formativa. A experiência aproximou os alunos dos processos de criação e das questões presentes nas séries fotográficas, estimulando a observação, a interpretação e a troca de perspectivas.
A exposição conta com monitoria preparada pela curadoria. Para as visitas escolares, o agendamento permite adequar a mediação à faixa etária das turmas, com atenção especial aos estudantes da rede pública.
Serviço
Local: Museu Capixaba do Negro (Mucane), Avenida República, 121, Centro Histórico de Vitória.
Visitação: até 10 de outubro.
Entrada: gratuita.
Classificação indicativa: livre.
Visitas escolares: mediante agendamento, com mediação adequada à faixa etária das turmas, pelo e-mail [email protected].
Informações: (27) 3235-2672.
Site: mostraluzdelfuego.com.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução / PMV
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