Saúde
O Que é Apraxia de Fala na Infância?
SAÚDE
A Apraxia de Fala na Infância (AFI) é um tipo de transtorno motor de fala que afeta a habilidade para sequencializar os movimentos necessários para a produção dos sons da fala.
A criança tem ideia do que quer comunicar, mas seu cérebro falha ao planejar e programar a sequência de movimentos/gestos motores da mandíbula, dos lábios, da língua e de outros articuladores, responsáveis por produzir os sons que formam sílabas, palavras e frases.

A criança parece “não saber o que fazer” com sua boca. Geralmente, são crianças que compreendem bem a linguagem, mas falar é um grande desafio. Elas não conseguem planejar os movimentos para a fala ocorrer no tempo certo, para que as palavras sejam produzidas na ordem correta.
Uma característica observada nas crianças pequenas, é uma fala muito limitada, com pobre repertório de palavras, podendo apresentar também uma fala de difícil compreensão. A fala não é clara e quanto mais extensa a palavra, maior a dificuldade.
Segundo a American Speech-Language-Hearing Association (ASHA), Associação Americana de Fonoaudiologia, o termo Apraxia de Fala na Infância, refere-se a “um transtorno neurológico que afeta o planejamento e a programação das sequências de movimentos necessários à produção dos sons da fala, na ausência de déficits neuromusculares (por exemplo: reflexos anormais, tônus alterado)”.
Pode ocorrer como resultado de impedimento neurológico de origem conhecida, associada a desordens neurodesenvolvimentais complexas de etiologia conhecida ou não, ou em condição idiopática, ou seja, sem uma causa definida ou identificável.
Na Apraxia de Fala na Infância (AFI), ocorre uma falha na organização dos parâmetros espaço-temporais das sequências de movimentos, resultando em erros na produção da fala que impactam diretamente em seus aspectos prosódicos, ou seja, na melodia da fala.
- . Com informações da fonoaudióloga Tamires (em sessão da Câmara de Vitória) e pesquisa.
SAÚDE
Dia da Saúde Ocular: Vitória entrega mais de 3 mil óculos para estudantes da rede municipal
Por Giovana Rebuli Santos* | Vitória (ES)
Nesta sexta-feira (10), é celebrado o Dia da Saúde Ocular. A data tem o objetivo de conscientizar a população sobre o cuidado com os olhos e as formas de prevenção e tratamento contra doenças oculares. Segundo dados do último Censo Demográfico 2022 (IBGE), cerca de 7,9 milhões de brasileiros apresentam alguma dificuldade para enxergar. Além disso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% dos casos de deficiência visual podem ser evitados e tratados.
Em Vitória, a Secretaria Municipal de Saúde oferece ações de Saúde Ocular nas escolas por meio do Programa Saúde na Escola (PSE). O programa contempla a realização de exames e a entrega de óculos corretivos para crianças, adolescentes, jovens e adultos que frequentam a rede pública de ensino municipal.
O Ministério da Saúde (MS), listou as principais doenças oculares responsáveis pela maior parte dos atendimentos feitos no Brasil, que são: catarata, glaucoma, conjuntivite, retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade e erros de refração.
“Dificuldades visuais impactam diretamente na qualidade de vida, no desempenho escolar das crianças e na rotina dos adultos, por isso é fundamental garantir acesso rápido e com qualidade aos serviços. Dessa forma, entendemos o quanto esse trabalho é importante para a população”, destaca a secretária de Saúde de Vitória, Magda Lamborghini.
Dados
De 2024 até junho deste ano, foram registradas mais de 14 mil consultas oftalmológicas para crianças e adolescentes. Mais de 60 mil alunos foram avaliados e mais de 3 mil óculos foram entregues, eliminando a fila de atendimento oftalmológico para os estudantes da rede municipal.
Olhar Vitória
Em 2021, mais de 12 mil estudantes da rede municipal aguardavam consulta oftalmológica. Com o programa Olhar Vitória, que leva triagem visual para dentro das escolas, os estudantes passaram a ser avaliados, encaminhados para consultas especializadas, realizar exames quando necessário e receber gratuitamente os óculos prescritos.
Os alunos com alterações visuais, identificados por meio do Teste de Snellen ou por observação de sinais e sintomas que sugerem alterações visuais, são encaminhados para consulta com profissional na Unidade de Saúde, e, se necessário, são encaminhados para consulta oftalmológica no Centro Municipal de Especialidades (CME) ou no ambulatório de Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia.
Após a consulta oftalmológica, o estudante com a prescrição dos óculos, é encaminhado para a ótica contratada pelo município.
Teste de Snellen
O Teste de Snellen é uma avaliação inicial que busca identificar nos estudantes, durante o período escolar, a existência de problemas de refração e que necessitem de consulta com o oftalmologista.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo / Com a colaboração de Thyago Oliveira / Edição de Andreza Lopes
- Foto destaque: Crédito – Leonardo Silveira / PMV
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