Deu Ruim!
Governo petista planejava esconder imagens em que chefe do GSI aparece com manifestantes do dia 8 de janeiro
BRASIL
GSI chegou a classificar as informações como “reservadas”, o que pela Lei de Acesso à Informação asseguraria a proteção dos dados até 2028
O presidente Lula (PT) queria manter em sigilo por cinco anos as cenas captadas do circuito interno do Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro, quando o prédio foi invadido por manifestantes.
Uma das câmeras registrou o então ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Gonçalves Dias circulando no andar do gabinete presidencial e indicando a saída do prédio aos invasores e sendo gentil com alguns dos que estavam vandalizando o palácio.
De acordo com reportagem do jornal Estadão, o regime socialista negou pelo menos oito pedidos de acesso às imagens do dia da invasão. Para impedir a divulgação das imagens, o GSI chegou a classificar as informações como “reservadas”, o que pela Lei de Acesso à Informação asseguraria a proteção dos dados até 2028.

Entretanto, o processo de classificação foi feito só depois que os pedidos de acesso às gravações já tinham sido apresentados ao governo petista. No dia 1º de fevereiro, o GSI emitiu um Termo de Classificação de Informação (TCI) impondo o grau de “reservado” a todas as imagens do circuito interno do Palácio do Planalto.
O processo de classificação continha um erro: o termo incluiu a proteção somente às imagens gravadas a partir de fevereiro, deixando as gravações de 8 de janeiro como de acesso público.
Após ter os vídeos requisitados, o GSI correu para corrigir o erro na classificação do sigilo, retroagindo a proteção para 1° de janeiro de 2023.
Em resposta às acusações, o general alega que apenas indicou que os invasores deveriam ir para o segundo andar do prédio, onde seriam detidos por tropas do Exército.
O governo removeu Dias do GSI, forçando-o a pedir exoneração do cargo.

O general GDias, agora ex-ministro do GSI, prestou depoimento à Polícia Federal por cerca de quatro horas, nesta sexta-feira (21), mas não houve qualquer ação por parte do ministro do STF, Alexandre de Moraes, em determinar a sua prisão preventiva, diante das cenas mostradas pelas imagens em que aparece o general se movimentando de forma suspeita e com tranquilidade.
• Com informações de agências de notícias / Fotos: Reprodução
BRASIL
Piloto morre após “banho de óleo” em escola de aviação no PR
Gustavo Henrique de Lara teve reação anafilática após comemoração por primeiro voo solo em Ponta Grossa; suspeito foi preso e polícia investiga
Por Caroline Vale*
O engenheiro Gustavo Henrique de Lara, de 27 anos, morreu após participar de um ritual de comemoração em uma escola de aviação em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Segundo a Polícia Civil do Paraná, o homem apontado como responsável por aplicar sobre a vítima um óleo utilizado em motores de aeronaves foi preso em flagrante na noite dessa quinta-feira (16).
De acordo com as informações iniciais, após receber o produto, Gustavo teve reação anafilática, a forma mais grave de uma reação alérgica, e crise convulsiva. Ele recebeu atendimento do SAMU e foi encaminhado para uma unidade hospitalar, onde sofreu uma terceira parada cardiorrespiratória e não resistiu.
O “banho de óleo” é um ritual de comemoração tradicionalmente realizado em algumas escolas de aviação após etapas importantes da formação de pilotos, como o primeiro voo solo. A prática consiste em despejar a substância sobre o aluno como forma de celebração pela conquista.

Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu após reação alérgica. | Reprodução/Redes sociais
Uma prima de Gustavo disse nas redes sociais que ele tinha realizado seu primeiro voo solo como piloto de avião: “Depois deste voo fizeram um ‘trote’ e jogaram óleo nele. Ele teve uma reação alérgica imediata e veio a óbito. Hoje era para ser o dia mais feliz da vida dele, pois estava realizando o seu maior sonho. Menino lindo, com um coração gigante, vai deixar muita saudades”, lamentou.
A irmã de Gustavo também publicou uma homenagem e afirmou que a família acompanhou a conquista do piloto. “Ontem você realizou um dos maiores sonhos. Foram anos de esforço, dedicação e amor pelo que fazia para chegar até esse momento, que ainda era início de onde você queria chegar”.
“Eu não consigo acreditar. Não consigo assimilar, não consigo aceitar que o dia mais feliz da sua vida tenha terminado dessa forma”.
Polícia fixou fiança de R$ 3 mil
A Polícia Civil informou que o homem admitiu ter jogado o produto no piloto durante a celebração. A prisão foi registrada, em tese, pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A corporação destacou que, até o momento, não foram identificados elementos que indiquem intenção de provocar a morte da vítima.
A autoridade policial estabeleceu fiança no valor de R$ 3 mil, já que o homicídio culposo permite esse tipo de medida. Segundo a Polícia Civil, a fiança “constitui medida processual e não representa indenização, antecipação de pena ou atribuição de valor à vida da vítima”.
A investigação vai apurar a dinâmica do caso, a composição da substância utilizada, a quantidade aplicada, as regiões atingidas e se houve relação direta entre o procedimento e a morte.
Exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial foram solicitados. Testemunhas e outras pessoas presentes no evento, inclusive familiares, também serão ouvidas pela polícia.
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- SBT News – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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