Saúde
Governo do Estado repassa R$ 13,5 milhões a 50 hospitais e instituições do ES
SAÚDE
Os recursos são destinados para o custeio de procedimentos de média e alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS)
Após o governo federal ter liberado, na última quinta-feira (20), repasses adicionais de R$ 2 bilhões para 3.288 entidades filantrópicas com atuação no país, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que já repassou R$ 13.522.779,64 às instituições filantrópicas contempladas no Espírito Santo.
Os recursos são destinados para o custeio de procedimentos de média e alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, questionada, a Sesa acrescentou que aguarda, por parte do Ministério da Saúde (MS), o depósito do valor complementar de R$ 25.185.994,48 para proceder novo repasse às instituições. No total, 50 hospitais no Espírito Santo serão contemplados.
A medida foi assinada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, que, na prática, aplicou a lei que prevê a destinação a empresas sem fins lucrativos de valores remanescentes repassados pelo governo federal a estados e municípios.
As instituições filantrópicas respondem atualmente por 60% dos atendimentos e internações de alta complexidade pelo SUS.
Durante a cerimônia de relançamento do programa Mais Médicos no mês passado, Lula cobrou a ministra da Saúde para que os atendimentos não se restrinjam mais à atenção primária e aos cuidados da medicina da família. O governo quer diminuir as filas de cirurgias eletivas.
Um dos hospitais do Estado que vai receber os recursos – Aracruz
* Com informações da Sesa / Foto: Reprodução
SAÚDE
Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer
Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco
Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.
O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.
Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.
Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.
No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.
A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.
– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.
Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.
IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID
A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.
Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.
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- FONTE: PlenoNews.
- Foto destaque: Reprodução / Internet
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