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Economia / Tarifaço

Trump oficializa tarifaço de 25% dos EUA aos produtos brasileiros

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Brasil / Economia

Nesta quinta-feira (15), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a cobrança de uma taxa extra de 25% sobre diversos itens importados do Brasil. A decisão atende a um pedido do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

A medida resulta de uma apuração baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Os EUA alegam que práticas do governo brasileiro em áreas como comércio digital, patentes e meio ambiente criam concorrência desleal para as empresas norte-americanas.

Além dos 25%, alguns setores enfrentarão mais 12,5% de taxação por conta de outra investigação dos EUA focada em trabalho forçado. Com isso, parte dos produtos do Brasil vendidos ao mercado americano pode pagar uma alíquota total de até 37,5%.

Nem todos os bens serão atingidos pela sobretaxa de 25%. O governo americano divulgou uma lista de exceções que inclui produtos como aeronaves, suco de laranja, celulose, fertilizantes e insumos essenciais para a indústria dos EUA.

De acordo com cálculos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as novas regras farão com que 31,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos passem a ser tributadas na faixa de 37,5%. A forma exata de aplicação ainda será detalhada.

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Ministros brasileiros já haviam contestado as justificativas dos EUA. Apesar do aumento nas taxas, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda avalia que o impacto financeiro da medida na economia do Brasil deverá ser reduzido.

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  • Com informação de agências
  • Foto destaque: Crédito – Reprodução / Redes Sociais

 

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Brasil / Economia

Porto Sudeste, em Itaguaí, atrai Vale, Gerdau e estrangeiros em venda bilionária

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Por Quintino Gomes Freire* | Rio de Janeiro (RJ)

O Porto Sudeste, em Itaguaí, entrou no radar de grandes investidores estrangeiros e de empresas brasileiras como Vale e Gerdau. O terminal, localizado na Baía de Sepetiba, está no centro de um processo de venda conduzido por Mubadala e Trafigura, atuais donos do ativo.

As propostas vinculantes devem ser entregues ainda este mês.

Ativo criado para escoar minério

O Porto Sudeste foi concebido originalmente para escoar a produção das minas da MMX, empresa criada por Eike Batista. Depois da crise do empresário, o projeto ficou com o Mubadala Capital, em uma operação de troca de dívida por participação.

A Trafigura entrou depois no negócio para ajudar a viabilizar os investimentos que permitiram a inauguração do terminal, em 2015.

O porto tem conexão com Minas Gerais por meio da chamada Ferrovia do Aço. Sua capacidade total permite movimentar até 50 milhões de toneladas por ano em granéis sólidos e líquidos, embora a operação atual esteja em cerca de metade desse volume.

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Além do minério de ferro, o terminal vem recebendo investimentos para ampliar sua atuação no setor de petróleo e gás.

Vale e Gerdau aparecem entre interessadas

Os interessados no ativo estão divididos em dois grupos. A Global Infrastructure Partners (GIP), controlada pela BlackRock, se associou à Vale e à Gerdau para avaliar a compra.

Do outro lado, a americana Stonepeak se uniu à australiana M Resources, ligada ao setor de commodities.

A disputa mostra o interesse crescente por ativos de infraestrutura no Brasil. Para investidores estrangeiros, o porto representa uma forma de ampliar presença no país. Para produtoras de commodities, o ativo pode garantir alternativas logísticas para o escoamento da produção.

Infraestrutura brasileira no radar

A GIP, que lidera um dos grupos interessados, foi comprada pela BlackRock em 2024. Desde então, ampliou sua presença no Brasil, incluindo investimentos em data centers e energia renovável.

O grupo também se tornou sócio da Vale na Aliança Energia e tem negócios no país por meio da Atlas Renewable, com carteira de usinas solares e eólicas na América Latina.

A Stonepeak, por sua vez, é uma gestora americana focada em infraestrutura e ativos reais. O grupo tem cerca de US$ 88 bilhões sob gestão e anunciou, em janeiro, a compra de participação da CMA CGM no Tecon Santos, em uma transação global que envolveu dez terminais portuários.

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Após uma década de operação, investimentos e aumento gradual da ocupação do terminal, Mubadala e Trafigura decidiram colocar o Porto Sudeste à venda. Goldman Sachs, UBS e Bradesco BBI assessoram os vendedores na transação.

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  • Diário do Rio – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução
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